JEEP COMPASS

JEEP COMPASS
JEEP COMPASS SPORT (BÁSICA)
JEEP COMPASS LONGITUDE (INTERMEDIÁRIA)
JEEP COMPASS LIMITED (INTERMEDIÁRIA)
JEEP COMPASS SÉRIE S T270 (INTERMEDIÁRIA)
JEEP COMPASS BLACKHAWK (TOP DE LINHA)
JEEP COMPASS TRAILHAWK (TOP DE LINHA)


INTRODUÇÃO

O Jeep Compass é um moderno utilitário esportivo de tamanho médio com capacidade para transportar com conforto cinco pessoas, incluindo o motorista, projetado nos Estados Unidos e/ou no Brasil, dependendo da geração, desenvolvido em vários países, inclusive nos Estados Unidos e/ou no Brasil, dependendo da geração, com a 1ª geração fabricada em série e em larga escala somente nos Estados Unidos, a partir da década de 2000, e, posteriormente, com a 2ª geração fabricada a partir da década de 2010 no Brasil, na China, no México, na Índia e na Itália, até chegar à 3ª geração da família, com fabricação em série já iniciada nos Estados Unidos e na Itália, tanto para atender os respectivos mercados internos quanto para atender outros mercados, inclusive o Canadá e a Europa Ocidental, e com previsão para início da fabricação no Brasil em 2027, tanto para atender o mercado interno brasileiro quanto para atender a América Latina em geral, tornando-se então um grande sucesso de vendas da multinacional europeia Stellantis N.V., um dos projetos mais bem sucedidos da marca Jeep nas décadas mais recentes.


Aqui no Brasil, durante as décadas de 2000, 2010 e atual, os principais concorrentes do Jeep Compass de 1ª e 2ª gerações foram e/ou são o Ford EcoSport e Ford Bronco, o BMW X3, o Toyota RAV-4 e Toyota Corolla Cross, o Chevrolet Equinox e o Chevrolet Tracker, o Renault Duster e o Renault Kardian, o Hyundai Creta e o Hyundai Santa Fe, o Nissan Kicks e o Renault Captur, o Citroen C4 Cactus, o Honda CR-V e o Honda H-RV, o Volkswagen Tiguan, o Peugeot 2008 e Peugeot 3008, o Land Rover Range Rover Evoque, o Ford Edge, o Mitsubishi ASX e o Mitsubishi Pajero TR4, o Kia Sportage, o Suzuki Vitara, o Mercedes-Benz GLB, o Caoa Chery Tiggo 7 e o Subaru Tribeca, a maioria desses fabricada no Brasil, alguns deles já fora de linha de produção seriada.


O modelos de utilitários esportivos importados Dodge Journey e o Fiat Freemont também disputaram esse mercado, mas não são mais fabricados em série, só é possível encontrá-los no mercado de automóveis usados.


O GRUPO STELLANTIS

Logo acima, o logotipo da nova holding Stellantis, formada em 2021 a partir da fusão das holdings FCA Fiat Chrysler Automobiles, holandesa, e PSA Peugeot Citroen, francesa. É uma das dez maiores fabricantes de automóveis do mundo. Logo abaixo, o logotipo da então FCA Fiat Chrysler Automobiles, a empresa detentora das marcas Fiat, Chrysler, Dodge, Jeep e RAM até 2020, que foram absorvidas pela Stellantis, durante o processo de fusão.

O grupo empresarial Stellantis N.V. é uma gigante multinacional holandesa que atende interesses americanos, italianos e franceses, formado em 2021 pela fusão (ou consolidation, na linguagem americana) de duas grandes holdings multinacionais do setor automobilístico, a francesa PSA Peugeot Citroen e a também holandesa FCA Fiat Chrysler Automobiles, esta, por sua vez, também uma gigante multinacional que atendia interesses americanos e italianos do ramo automobilístico ou automotivo, formada em 2014 pela fusão de duas grandes holdings multinacionais, a italiana Fiat SpA e a americana Chrysler Group, passando então a englobar as marcas Fiat, Chrysler, Jeep (utilitários esportivos), Alfa Romeo e Maserati (automóveis premium), Dodge e RAM (caminhões, pickups e comerciais leves), entre outras.


Em 2019, os grupos automobilísticos PSA Peugeot Citroen, da França, e FCA Fiat Chrysler Automobiles, dos Estados Unidos e da Itália, anunciaram a intenção de promover uma nova fusão para juntar todas as suas marcas em um único grupo automotivo, para reforçar sua posição entre os dez maiores fabricantes de automóveis do mundo, com economia de escala no compartilhamento de plataformas e chassis (bases estruturais, motores e câmbios) e compartilhamento de uma variedade de peças, partes e componentes, com aquisição de matérias primas (aços e alumínios, por exemplo) em conjunto, com consequente aumento de competitividade.


Antes disso, em 2016, a marca Ferrari foi separada do então Grupo FCA em uma entidade empresarial sediada na Europa, mas também é controlada pela Família Agnelli, por sua vez formada pelos filhos e netos de Giovanni Agnelli, o fundador da Fiat, a fabricante automotiva italiana. Já as marcas Iveco e FPT (vans, caminhões, motores e chassis para micro-ônibus e ônibus) foram absorvidas por uma nova holding, a Iveco Group, também sediada na Holanda, e as marcas Case e New Holland (tratores e outros utilitários agrícolas e industriais) foram reunidas em 2012 em outra holding, a britânica CNH Industrial, também controlada pela Família Agnelli.


As ações do atual Grupo Stellantis estão disponíveis nas bolsas dos Estados Unidos e na Europa. O então Grupo FCA foi o 8º maior fabricante de automóveis do mundo em 2018, com mais de 4.070.000 unidades fabricadas, enquanto o então Grupo PSA foi o 9º maior fabricante de automóveis, com mais de 3.460.000 unidades. Em 2024, a nova holding Stellantis foi a 5ª maior fabricante de automóveis do mundo, com mais de 5.400.000 automóveis fabricados, com cerca de 400.000 funcionários; com instalações produtivas em 30 países; e com escritórios e representantes de vendas em mais de 130 países.


Uma das subsidiárias do Grupo Stellantis no Brasil é a FCA do Brasil, oficialmente FCA Automóveis Ltda, com suas fábricas principais localizadas no município de Betim, que faz parte da região metropolitana de Belo Horizonte, a capital do Estado de Minas Gerais; e Goiana, município da região metropolitana de Recife, no Estado de Pernambuco. Em 2019, esse grupo foi o maior fabricante de automóveis do Brasil, com mais de 496.000 unidades fabricadas, somando os números de vendas das marcas Fiat e Jeep, incluindo os números de vendas do Jeep Compass, do Jeep Renegade, da Fiat Strada e da Fiat Toro, esta uma pickup leve, de carroceria monobloco. Outra subsidiária do grupo, a PSA do Brasil, foi a 11ª maior fabricante e vendedora de automóveis do país em 2019, com mais de 48.000 unidades fabricadas e comercializadas.


A holding Iveco Group foi vendida em 2025 para o grupo empresarial indiano Tata Motors, que, por sua vez, também é proprietário das marcas Land Rover e Jaguar.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

O Jeep Compass é um moderno utilitário esportivo de tamanho médio, cuja 2ª geração, fabricada e comercializada no Brasil, tem capacidade para transportar confortavelmente até cinco pessoas, incluindo o motorista, projetado nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa, desenvolvido em vários países, principalmente nos Estados Unidos, no México e no Brasil, com testes de durabilidade e resistência, inclusive, com projeto contemplando um monobloco rígido com cerca 50% de aços de alta resistência, e fabricado em larga escala a partir de 2016 no México, no Brasil e na Itália, e, posteriormente, pouco tempo depois, na China e na Índia, mas sempre sob a supervisão direta e auxílio técnico do departamento de engenharia da holding americana e italiana FCA Fiat Chrysler, na época a proprietária da marca Jeep.


Até 2025, essa 2ª geração foi comercializada nos Estados Unidos e na Europa, mas por lá a 3ª geração do Jeep Compass já está sendo produzida e comercializada. Aqui no Brasil, a 3ª geração será introduzida em 2027, segundo a própria montadora brasileira. Até o momento, a 2ª geração do Jeep Compass é a principal representante da marca Jeep no disputadíssimo mercado brasileiro de utilitários esportivos de tamanho médio, com construção monobloco em aço galvanizado; com versões com tração 4X4, geralmente as versões mais caras, e versões com tração 4X2 dianteira, geralmente as básicas e intermediárias, que, aliás, são as mais vendidas, como, por exemplo, Jeep Compass Sport, Jeep Compass Longitude e Jeep Compass Limited; com opções de motorização turbo ou aspirada a gasolina (versões top de linha), motorização turbo flex ou aspirada flex (que podem ser abastecidas com gasolina e/ou etanol, em qualquer proporção) ou turbodiesel (as versões turbodiesel não são mais comercializadas Brasil); e sempre com quatro portas laterais para acesso do motorista e passageiros e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


O seu projeto está focado no atendimento às necessidades de consumidores de médio poder aquisitivo, principalmente para uso urbano e rodoviário intensivo e rural leve, somente para transporte de pessoas. Foi o segundo projeto de utilitário esportivo popular da marca Jeep para o mercado brasileiro, pois o primeiro projeto popular, o compacto Jeep Renegade, foi lançado um ano antes, e, assim como o jipinho Renegade, foi o projeto que realmente deslanchou a marca Jeep junto aos consumidores da classe média, já que o Jeep Grand Cherokee e o Jeep Cherokee, ambos importados, sempre foram, na prática, carros de elite.


Até o momento, o utilitário esportivo médio Jeep Compass soma mais de 500.000 unidades fabricadas e comercializadas no Brasil, ao lado de seu irmãozinho Jeep Renegade, que também é um campeão de vendas, com mais de 600.000 unidades fabricadas e comercializadas no Brasil, ambos fabricados na mesma fábrica da Stellantis em Goiana (não confundir com Goiânia), próxima de Recife, no estado de Pernambuco, onde também são fabricadas as pickups ou picapes compactas-médias Fiat Toro e RAM Rampage, também bem vendidas no Brasil.


Para evitar o máximo possível o risco de erros no então novo projeto do Jeep Compass de 2ª geração, já que havia pressa da matriz americana e europeia FCA Fiat Chrysler Automobiles em recuperar o tempo perdido para outras marcas concorrentes de automóveis, principalmente as japonesas e coreanas, soluções e conceitos já testados em outros modelos de automóveis da própria Fiat, como o Fiat Grande Punto, por exemplo, incluindo a Plataforma SCCS, motorização, câmbio, suspensão e sistemas elétrico e eletrônico, foram aproveitados o máximo possível.


A plataforma usada para montagem do Jeep Compass de 2ª geração, por exemplo, chamada Plataforma SCCS, conhecida também como Small Wide LWB ou Plataforma 199, foi o fruto de uma parceria entre o Grupo Fiat e a General Motors durante a década de 2000, usada também para montagem do hatch Opel Corsa D e do sedan Fiat Linea, todos eles usando, basicamente, a mesma configuração de motorização dianteira transversal combinada com tração 4X2 dianteira ou tração 4X4, dependendo do modelo. No caso específico do utilitário esportivo Jeep Compass de 2ª geração o arranjo de suspensão é independente McPherson na frente e atrás, ambos os eixos com amortecedores e molas helicoidais.


Um dos destaques da 2ª geração do Jeep Compass é o seu design com linhas equilibradas, semi-retas e com vincos suaves, marcantes e agradáveis, um veículo elegante, criado pelos projetistas da holding FCA Fiat Chrysler Automobiles e de suas subsidiárias, mas vale relembrar que o Jeep Compass já está na 3ª geração no exterior, quase totalmente nova, mais confortável, mais sofisticada, mais moderna e mais refinada que a geração antecessora, bonita também, mas com design um pouco mais ousado, digamos, com linhas ainda mais semi-retas, o que parece ser uma nova tendência do mercado mundial, e que esteve sob a responsabilidade da projetista italiana Daniele Calonaci.


Voltando ao Jeep Compass de 2ª geração, que é a geração fabricada e comercializada no Brasil, atualmente, ele pode ser considerado um modelo moderno de automóvel, bonito, confortável, sofisticado e refinado, inclusive com opções de motores a gasolina, flex (gasolina e etanol, em qualquer proporção) e diesel (versões diesel não estão mais disponíveis no Brasil), todas elas com turbocompressor (versões aspiradas não estão mais disponíveis), inclusive, parte delas dentro do conceito downsizing, com pelo menos duas opções de câmbio automático, a Aisin de 6 velocidades ou marchas nas versões básicas e intermediárias e a ZF de 9 velocidades nas versões top de linha, tanto com tração 4X2 dianteira, nas básicas e intermediárias, quanto com tração 4X4, nas top de linha, com controle de tração e controle de estabilidade, entre vários outros itens de conforto, segurança e desempenho.


Ele tem ar condicionado de duas zonas e ar quente; airbags frontais, laterais e de cortina (as versões mais recentes possuem airbag para joelhos); freios a discos ventilados na frente e discos sólidos atrás, com ABS (sistema antitravamento); bancos dianteiros com ajustes de altura e inclinação; suspensão independente na dianteira e independente na traseira; vidros com acionamento elétrico e trava central elétrica das portas, com alarme; entre outros itens.


CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

A família Jeep Compass (pronuncia-se Cãmpés, nos Estados Unidos, e Cómpas, no Brasil) de automóveis utilitários esportivos de tamanho médio é um dos mais bem sucedidos projetos da multinacional europeia Stellantis N.V., com mais de 2.700.000 unidades fabricadas desde o seu lançamento mundial em 2006. Ela pode ser considerada uma resposta da então multinacional americana e europeia DaimlerChrysler (na época a Chrysler ainda não fazia parte da Stellantis) ao forte avanço dos seus concorrentes no mercado mundial de automóveis SUV – Sport Utility Vehicles ou crossovers, geralmente mais confortáveis que hatches e sedans.


Da parte da marca Mercedes-Benz (uma das marcas da DaimlerChrysler, na época) nasceu a 2ª geração do sofisticado, refinado e caro Mercedes-Benz ML, em 2005, e da parte da marca Jeep foi lançada a 3ª geração do Jeep Grand Cherokee, também em 2005, também sofisticado, refinado e caro, portanto ambos caros demais para a classe média. Na época, a administração da matriz americana e europeia DaimlerChrysler acreditava que lançando o Jeep Compass, uma opção menor e mais barata de SUV – Sport Utility Vehicle, um pouco mais simples, com custo de manutenção mais baixo e consumo de combustível menor, em relação aos seus dois modelos de utilitários esportivos premium de tamanho médio Mercedes-Benz ML e Jeep Grand Cherokee, lançados um ano antes, alcançaria um público maior, com volume de vendas maior. E foi exatamente o que aconteceu, um sucesso de vendas imediato, uma agradável surpresa para a própria multinacional americana e alemã.


O Jeep Compass nasceu na década de 2000, a partir da percepção dos executivos, engenheiros e designers da montadora americana e alemã DaimlerChrysler, a então proprietária das marcas Mercedes-Benz e Jeep, sobre o crescente mercado mundial de automóveis de carroceria alta e, portanto, posição de dirigir também alta, com pneus de tamanho médio, com vão livre do solo maior que a distância do solo encontrada em automóveis sedans, tração 4X4, bom espaço interno e aspecto estético externo levemente country. Esses modelos de automóveis também são definidos tecnicamente e mercadologicamente pelas expressões cross-over / all-terrain e off-road, que significa todo terreno e fora-de-estrada, numa tradução livre.


Embora a 1ª geração do Jeep Compass esteja encaixada no segmento ou categoria de automóveis de tamanho médio, com entre-eixos de 2,6 metros, o suficiente para até três adultos na segunda fileira de assentos (no total são duas fileiras), lá nos Estados Unidos ela é, até hoje, considerada compacta, pois os americanos têm seus próprios critérios de classificação ou categorização de automóveis, geralmente mais exigentes que os demais países. Aqui no Brasil, por exemplo, ela está encaixada no segmento de utilitários esportivos de tamanho médio, ou seja, um degrau acima do segmento de utilitários esportivos compactos, no qual estão, por exemplo, o Ford EcoSport, o Chevrolet Tracker, o Honda HR-V e o Suzuki Vitara, por exemplo.


Na época, durante a década de 2000, os executivos e investidores da DaimlerChrysler perceberam que estavam começando a perder mercado em várias partes do planeta, principalmente dentro dos Estados Unidos, porque a marca Jeep ainda não havia dado a devida importância para o segmento de SUV’s – Sport Utility Vehicles de perfil popular, pois o Mercedes-Benz ML e o Jeep Grand Cherokee eram caros demais para a classe média. Na verdade, para ser mais preciso, até havia uma opção um pouco mais barata, o Jeep Cherokee, um pouco menor que o ML e Grand, mas ainda havia necessidade de apresentar ao consumidor americano algo realmente popular.


Então a fabricante americana Chrysler passou a correr contra o tempo para retomar o terreno perdido, com uma solução óbvia, aproveitar o máximo possível algum modelo de plataforma já testado, além de motores e câmbios já em produção seriada em outros modelos de automóveis, já testados e aprovados pelo mercado, portanto reduzindo o máximo possível o risco de introduzir no mercado um automóvel utilitário esportivo completamente novo, portanto mais sujeito a falhas de projeto. A solução escolhida foi aproveitar a já testada e aprovada Plataforma GS, de propriedade compartilhada com a marca Mitsubishi, usada para vários modelos de automóveis, incluindo Mitsubishi Outlander, Jeep Patriot, Mitsubishi Lancer, Dodge Journey, Mitsubishi Eclipse Cross e Fiat Freemont, dentre mais alguns.


A FAMÍLIA COMPASS

De modo geral, todos os modelos Jeep Compass das três gerações fabricadas pela DaimlerChrysler / FCA Fiat Chrysler / Stellantis americana e suas subsidiárias são utilitários esportivos médios de construção monobloco em aço galvanizado, fabricados com quatro portas laterais para acesso do motorista e passageiros e uma porta traseira para acesso ao porta-malas. Todas as versões da 1ª geração e da 2ª geração foram fabricadas sobre as plataformas DaimlerChrysler GS e FCA Fiat Chrysler SCCS, respectivamente, com algumas melhorias importantes de estrutura, acabamento e mecânica na 2ª geração, principalmente o aumento de robustez da carroceria, o que tem reflexo direto na capacidade do veículo em absorver impactos na rodovia e manter a integridade do habitáculo em caso de acidente.


Todos os modelos Jeep Compass das duas primeiras gerações têm motorizações dianteiras e transversais e essas duas gerações possuem versões com tração 4X4, geralmente as versões com motorização mais potente e de preço mais alto. Automóveis com motorização transversal são mais seguros porque em caso de acidente grave com impacto frontal o risco do bloco do motor invadir o habitáculo é menor.


A 3ª geração da família Jeep Compass é quase totalmente nova, mas ainda não chegou no Brasil, ela está prevista para 2027 no Brasil, segundo a própria montadora brasileira.


JEEP COMPASS (1ª GERAÇÃO)

A 1ª geração do Jeep Compass, conhecida também como Jeep Compass MK49, foi criada nos Estados Unidos, desenvolvida principalmente nos Estados Unidos, e fabricada em larga escala somente nos Estados Unidos, a partir de 2006, principalmente para atender o mercado americano, mas foi importada para o Brasil a partir de 2011 pelas mãos da importadora oficial DaimlerChrysler do Brasil e comercializada nas concessionárias de veículos novos da marca Jeep.


Lá nos Estados Unidos, essa geração foi fabricada e comercializada com quatro opções de motorização, incluindo duas opções de motor a diesel, porém as versões com motores a diesel não foram comercializadas no Brasil, pois a legislação brasileira não permitia. Por outro lado, a versão Jeep Compass Sport 2.0 16V 4X2 a gasolina (somente gasolina) de 1ª geração trazida para o Brasil entre 2011 e 2016 possui um bom nível de equipamentos de conforto, segurança e desempenho, todas elas com quatro portas laterais, com assentos para cinco pessoas no total, o motorista e quatro passageiros, e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


Com um entre-eixos de 2,6 metros, na segunda fileira é possível transportar até três adultos com um nível de conforto bastante razoável, mas o mais adequado mesmo são dois adultos nas laterais e uma criança no centro, na cadeirinha. Não há terceira fileira de assentos, portanto a capacidade total é de cinco pessoas mesmo.


O nome Compass é alusão direta à palavra compass, em inglês, que significa bússola. O porta-malas possui 328 litros e o tanque de combustível tem capacidade para 51 litros de gasolina (atenção, não é flex). Além disso o vão livre do solo (distância entre o chão e a base da carroceria é de 20 centímetros, o suficiente para transitar moderadamente por estradas rurais bem conservadas.


Essa versão básica trazida dos Estados Unidos é, na verdade, completa, com quase tudo o que se exigia de um carro de porte médio e de médio padrão na época, incluindo motor GEMA 2.0 L4 DOHC 16V, com 1.998 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote, com bloco de alumínio e cabeçote de alumínio, e injeção eletrônica multiponto e direta de gasolina, resultando em respeitáveis 168 cavalos de potência e 19 kgfm de torque, o que, combinado com o câmbio automático Aisin BG6 ou Hyundai 6F24 de 6 velocidades ou marchas ou JATCO CVT2, portanto sem velocidades ou marchas, resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 12 segundos, mesmo lotada de passageiros e bagagem leve.


Além disso, o carro conta com ar condicionado e ar quente; volante multifuncional, com ajuste de altura; piloto automático (controlador de velocidade); computador de bordo; vidros com acionamento elétrico, trava central elétrica e alarme; direção hidráulica; limpador e desembaçador traseiro; bancos com revestimento em couro (opcional) e banco do motorista com regulagens elétricas (opcional); airbags frontais, laterais e de cortina; pontos de fixação Isofix para cadeirinhas infantis; teto solar (opcional); assentos dianteiros e traseiros com escostos de cabeça; freios dianteiros a discos ventilados e traseiros a discos sólidos, com ABS (antibloqueio); controle de tração e controle de estabilidade; sensor de estacionamento; rádio AM/FM, com CD player e entrada USB para arquivos de áudio em MP3 (de série) e GPS integrado (opcional); faróis de neblina; e rodas de alumínio de 17 polegas; entre mais alguns itens; 


O veículo é considerado seguro, conseguindo alcançar quatro estrelas nos testes de segurança do ANCAP – Australasian Car Assessment Program, para onde também foi exportado, e conseguindo alcançar três estrelas nos testes de segurança do NHTSA – National Highway Traffic Safety Administration, a agência governamental americana de segurança dos transportes rodoviários.


Atualmente, é possível encontrar no mercado nacional de automóveis usados unidades da linha Jeep Compass de 1ª geração por preços entre R$ 40 mil e R$ 60 mil, em bom estado de conservação, incluindo algumas unidades com blindagem nível IIIA, recomendadas para quem mora em grandes e médias cidades.


JEEP COMPASS (2ª GERAÇÃO)

A fabricação em série da 2ª geração do Jeep Compass foi iniciada em 2016, inicialmente no Brasil, no México e na Itália, e, pouco tempo depois, na China e na Índia, principalmente para atender os respectivos mercados internos e para exportação para países vizinhos. No caso específico das unidades de Jeep Compass fabricadas no México, grande parte da produção foi exportada para os Estados Unidos, principalmente para servir como automóveis de nível de entrada da marca Jeep no mercado americano.


A partir da 2ª geração do Jeep Compass, conhecida também como geração Jeep MP551 / Jeep MP552 / Jeep MP553, a marca Jeep entrou definitivamente e pra valer no mercado mundial de automóveis populares, juntamente com o Jeep Renegade, que, por sua vez, passou a servir como um complemento no portfólio da Jeep, uma opção ainda mais econômica, ambos vendidos sempre com carrocerias de quatro portas laterais e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


Na década de 2010, o utilitário esportivo Jeep Compass de 1ª geração ainda não era considerado um modelo de automóvel mundial, pois o foco principal da fabricante DaimlerChrysler era atender os ricos mercados estadunidense e europeu, mas a partir de 2ª geração, com a reformulação quase completa do projeto, tornando-o ainda mais competitivo, ainda mais bonito e moderno, ela se tornou um gigantesco sucesso de vendas, uma das famílias da categoria crossover mais conhecidas no mundo, inclusive na América Latina (principalmente Brasil, México e Argentina), nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa Ocidental, na China e na Índia. Além dessas regiões citadas, ele também foi exportado para a Austrália, mas em menor quantidade.


Essa 2ª geração do automóvel da FCA Fiat Chrysler Automobiles começou a ser fabricada no Brasil, no México, na Itália, na China e na Índia em 2016 e 2018, respectivamente, quase totalmente remodelada, quase totalmente reformulada, ainda mais bonita que os modelos da 1ª geração, ambas as gerações, aliás, com carroceria do tipo monobloco, portanto dentro da categoria crossover. No entanto, mudou quase tudo, exceto a distância entre-eixos, que continuou praticamente a mesma.


A principal responsável por essa mudança para melhor foi a nova plataforma mundial FCA SCCS, conhecida também como Small Wide LWB ou Plataforma 199, desenvolvida em conjunto pelos grupos empresariais FCA Fiat Chrysler Automobiles e General Motors e adotada em vários modelos de utilitários esportivos, de hatches e de sedans, incluindo o Fiat Grande Punto, o Opel Corsa D e Opel Corsa E, Fiat Linea, Fiat Toro, RAM Rampage e Jeep Renegade, mas mantendo algumas características positivas da plataforma anterior, como, por exemplo, a motorização transversal.


Na prática, melhorou em relação à geração anterior, ficou mais moderno, mais confortável, mais sofisticado e mais refinado, inclusive com novos recursos tecnológicos, principalmente nas versões top de linha e/ou intermediárias, com o sistema de abertura automática do porta-malas, com sensor de presença localizado no para-choque, que percebe a aproximação das pernas do condutor do veículo e abre o porta-malas automaticamente; aparelho de ar-condicionado digital e ar quente de duas zonas, com saída de ar para os passageiros do banco traseiro; painel de instrumentos misto, com mostradores analógicos (com ponteiros) combinados com uma tela digital de cristal líquido e um sistema multimídia Uconnect totalmente digital, com opções de telas de 7, 8 ou 10 polegadas, dependendo da versão, com conectividade Android Auto e Apple CarPlay, com entrada USB para arquivos de áudio em MP3 e GPS nativo, integrado ao sistema multimídia; teto solar (opcional ou de série, dependendo da versão); piloto automático com controle adaptativo de cruzeiro, com aviso de colisão frontal, para manter distância segura do veículo da frente, ciclistas e pedestres e alerta de mudança de faixa ou assistente de permanência em faixa; Park Assist ou assistente de estacionamento; monitoramento de ponto cego; assistente de farol alto, que funciona automaticamente durante a noite.


As versões intermediárias, como, por exemplo, Jeep Compass Limited e Jeep Compass Longitude, e as versões top de linha Jeep Compass Trailhawk e Jeep Compass Blackhawk, possuem direção elétrica progressiva; ar condicionado digital e ar quente de duas zonas, com saída de ar para o assento traseiro; airbags frontais, laterais e de cortina (as unidades mais recentes possuem sete airbags); freios a discos ventilados nas rodas dianteiras e discos sólidos nas rodas traseiras, com ABS ou antibloqueio; controle de tração e controle de estabilidade; porta-malas maior, com capacidade de 476 litros, segundo o fabricante; vidros elétricos, trava central elétrica e alarme, com chave presencial nas unidades mais recentes; teto solar convencional ou panorâmico (opcional); sistema multimídia, com tela sensível ao toque, de 7, 8 ou 10 polegadas, dependendo da versão, com GPS integrado, com rádio AM/FM, entrada USB para arquivos de áudio em MP3 e conectividade Android Auto e Apple CarPlay; carregador de celular por indução; faróis principais de xenon, com farol alto automático, faróis de neblina e lanternas traseiras de LED; volante com regulagem de altura e profundidade; bancos revestidos em couro, com assentos dianteiros com regulagens elétricas e pontos de fixação Isofix para cadeirinhas infantis no banco traseiro; brake-light e monitoramento de ponto cego; vários porta-copos; sensor de estacionamento e câmera de ré; sensor de luminosidade, para acionamento automático do faróis principais; sensor de chuva, para acionamento automático do limpador de para-brisa; e rodas de liga leve de 17, 18 ou 19 polegadas, dependendo da versão; dentre outros itens.


Na prática, é um carro premium, mas que não cobra uma pequena fortuna por isso.


Desde 2016, a 2ª geração do Jeep Compass está disponível para o consumidor brasileiro com pelo menos cinco opções de motorização, sendo quatro opções a gasolina e/ou flex e uma opção turbodiesel, dentre elas a aspirada GEMA 2.0 Tigershark L4 Flex, com 1.995 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote, com injeção eletrônica multiponto de gasolina e/ou etanol, resultando em respeitáveis 159 cavalos de potência e 20 kgfm de torque, o que, combinado com o câmbio automático Aisin de 6 velocidades ou marchas resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 12 segundos, mesmo lotada de passageiros, com bagagem leve e ar ligado; a turbo downsizing FPT GSE 1.3 T4 L4 Flex, com 1.332 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote, com injeção eletrônica multiponto de gasolina e/ou etanol, resultando em respeitáveis 176 cavalos de potência e 27 kgfm de torque, o que, combinado com o câmbio automático Aisin de 6 velocidades ou marchas resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 12 segundos, mesmo lotada de passageiros, com bagagem leve e ar ligado; e a turbodiesel Fiat Multijet II 2.0 L4 CRDI, com 1.956 cilindradas, quatro cilindros em linha, com injeção eletrônica CRDI – Common Rail Direct Injection de diesel, resultando em respeitáveis 170 cavalos de potência e 35 kgfm de torque, o que, combinado com o câmbio automático Aisin de 6 velocidades ou marchas resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 12 segundos, mesmo lotada de passageiros, com bagagem leve e ar ligado.


O bonito design do Jeep Compass, com linhas suaves e agradáveis, quase conservador, é uma feliz tendência estética adotada na década de 2010 pela FCA Fiat Chrysler Automobiles em boa parte de seus modelos de veículos, começando pelo jipinho Jeep Renegade, passando pelo médio Jeep Compass, até chegar no elegante Jeep Grand Cherokee, um exemplo de bom gosto.


De modo geral, o consumo não é um ponto forte da 2ª geração da família Jeep Compass, mas os números estão dentro da média dos seus principais concorrentes: De modo geral, as versões aspiradas consomem mais e as versões turbo consomem menos. De modo geral, as versões a gasolina e flex consomem mais e as versões diesel consomem menos. De modo geral, o consumo do Jeep Compass varia entre 8 e 10 quilômetros na cidade e entre 10 e 13 na rodovia.


O vão livre do solo, o espaço entre o solo e o assoalho do carro também nunca foi um ponto forte da 2ª geração da família Jeep Compass, mas também está dentro da média de seus principais concorrentes, com cerca de 21 centímetros. Não é muito, mas é o suficiente para o uso off-road ou cross-over / all-terrain leve em estradas rurais, sem extravagâncias de nenhum tipo. É o suficiente para você chegar até a fazenda ou sítio da família lá no interior, mas não abuse.


O veículo é considerado seguro, conseguindo alcançar cinco estrelas, a nota máxima, nos testes de segurança do ANCAP – Australasian Car Assessment Program, um programa público de avaliação do nível de segurança dos veículos vendidos no mercado australiano, e nos testes do EuroNCAP – Europan Assessment Programme, o programa público europeu de avaliação dos níveis de segurança dos veículos comercializados na Europa Ocidental.


Atualmente, é possível encontrar no mercado nacional de automóveis usados unidades seminovas e usadas da linha Jeep Compass de 2ª geração por preços entre R$ 70 mil (bom estado de conservação) e 170 mil (ótimo estado de conservação), enquanto as unidades novas, na concessionária, estão com preços a partir de R$ 170 mil, incluindo a versão básica Jeep Compass Sport T270, com tração dianteira, com motor FPT GSE 1.3 T4 L4 Flex e câmbio automático Aisin de 6 velocidades ou marchas.


Parte das unidades de 2ª geração do Jeep Compass fabricadas no Brasil foi e/ou é exportada para a Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, dentre outros países.


JEEP COMPASS (3ª GERAÇÃO)

A fabricação em série da 3ª geração do Jeep Compass já foi iniciada no exterior, ela foi iniciada na Itália em 2025, será iniciada nos Estados Unidos em 2026 e será iniciada no Brasil em 2027, como parte de um gigantesco investimento da Stellantis N.V. para atender alguns de seus principais mercados, a Europa Ocidental (principalmente a União Europeia e o Reino Unido), a América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e América Latina (Brasil, Argentina e México, principalmente), mas não descartando totalmente a possibilidade de estender a produção para a China e a Índia, seja por meio de produção própria ou terceirização de produção.


Mais uma vez o Jeep Compass e Jeep Renegade servirão nesses mercados como produtos de nível de entrada da marca Jeep, considerando que os demais produtos, Jeep Commander, Jeep Wrangler, Jeep Gladiator, Jeep Cherokee, Jeep Wagoneer, Jeep Grand Cherokee e Jeep Recon, continuam elitizados, parte deles, Wrangler e Grand, por exemplo, com preços a partir de R$ 500 mil, aqui no Brasil, por exemplo.


A partir da 3ª geração do Jeep Compass, conhecida também como geração Jeep J4U, a marca Jeep entrou definitivamente e pra valer no mercado mundial de automóveis populares elétricos e/ou híbridos plug-in e híbridos leves, graças à novíssima plataforma Stellantis EMP2, conhecida também como STLA Medium, altamente modular, que também serve e/ou serviu de base para a montagem do Citroen C4 Picasso, Peugeot 308, Citroen Berlingo III, Peugeot 408, Citroen Jumpy III, Peugeot Partner e Peugeot 3008.


O veículo já foi testado pelo EuroNCAP – Europan Assessment Programme em 2025, que está mais exigente que os testes realizados anteriormente, com novos requisitos, e alcançou quatro estrelas, graças inclusive ao uso intensivo de aços de alta resistência, ligas de alumínio e magnésio e materiais compostos na montagem do monobloco.


CONTROLE DE QUALIDADE

Durante as décadas de 2000, 2010 e atual, a fábrica brasileira usada para a montagem da 2ª geração da família Jeep Compass, no estado de Pernambuco, obedeceu e obedece a padrões internacionais de qualidade do grupo automotivo FCA Fiat Chrysler / Stellantis, o que resultou e resulta em um veículo de qualidade reconhecida pelo mercado brasileiro, com construção exemplar das carrocerias.


As revisões anuais devem incluir a checagem de vários itens, como qualquer outro modelo de automóvel do segmento médio, com atenção especial ao estado de conservação e ao funcionamento do câmbio automático Aisin de 6 velocidades; do pedal de freio e seu curso normal; da bomba de óleo; da bomba de alta pressão de combustível, incluindo seu parafuso de fixação; dos freios, com alguns casos relatados de necessidade de troca de todo o sistema; do radiador, com alguns casos relatados de invasão de óleo no circuito de refrigeração; do alternador, com alguns casos relatados de necessidade precoce de troca; e do trocador de calor da transmissão, com alguns casos relatados de necessidade precoce de substituição. A maior parte desses problemas relatados já foi resolvida por meio de recall’s, portanto mesmo que você esteja comprando uma unidade usada é recomendável checar com a revenda de usados, com o vendedor particular e/ou com a concessionária Jeep de sua região item por item, para saber se os proprietários anteriores atenderam aos recall’s da montadora.


Se a Jeep fosse uma marca qualquer, uma marca “barrela”, sem credibilidade, deixava por isso mesmo, mas como não é o caso então grande parte dos casos relatados já foi resolvida por meio de recall’s, portanto fique atento na hora de compra um Jeep Compass usado. Verifique se a unidade que lhe interessa está realmente em bom estado. Na dúvida, solicite uma vistoria técnica de um profissional de confiança e a checagem da regularidade da documentação por um despachante, por exemplo.


O eventual comprador deve ser seletivo e deve tomar alguns cuidados na hora da compra. As vantagens das revendas de usados são a segurança durante as negociações de compra e a garantia de três meses. Se optar por um exemplar de particular, avise sua família e amigos com antecedência de pelo menos um dia e peça que pelo menos um deles te acompanhe pessoalmente nos encontros para negociação de compra... Marque os encontros para negociação para apenas de dia, em locais públicos ou privados bem iluminados, de preferência com câmeras de circuito fechado de TV, como, por exemplo, shoppings centers, lanchonetes e restaurantes, hotéis, postos de combustíveis e estacionamentos pagos... Essas mesmas precauções valem também para quem está vendendo o veículo...


O custo de manutenção do Jeep Compass de 2ª geração está dentro da média de seus principais concorrentes. Não chega a ser um carro caro de manter, mas, por outro lado, não é um carro barato, está dentro da média.


MERCADO

É notável o volume de vendas de utilitários esportivos nos Estados Unidos, um sonho de consumo dos norte-americanos, em geral mais espaçosos e confortáveis. No Canadá, na Europa, na China, na Índia e no Brasil essa tendência também existe e é forte. Em 2019, aqui no Brasil, por exemplo, todos eles juntos somaram quase 27% do número total de automóveis fabricados, de um total de 2.261.967 unidades fabricadas, incluindo hatches e sedans, principalmente os compactos.


Atualmente, aqui no Brasil, eles são mais da metade dos automóveis de passeio produzidos. Eles ultrapassaram as vendas de carros hatches compactos populares, inclusive. E não é difícil entender o porquê: Conforto e praticidade. Além disso, as rodovias, avenidas e ruas brasileiras são mal conservadas e por isso o consumidor brasileiro tende as escolher os utilitários esportivos, graças principalmente ao vão livre do solo maior, as rodas / pneus maiores (portanto mais robustos, capazes de suportar melhor as irregularidades da vias) e, geralmente, aos componentes mais robustos das suspensões.


SUV’S MAIS VENDIDOS NO BRASIL EM 2019

POSIÇÃO

MODELO

UNIDADES

Jeep Renegade

68.726

Jeep Compass

60.362

Hyundai Creta

57.460

Nissan Kicks

56.062

Honda HR-V

49.488

Volkswagen T-Cross

37.081

Ford EcoSport

34.206

Renault Captur

28.660

Renault Duster

26.090

10ª

Citroen C4 Cactus

16.438


Atualmente, o Ford EcoSport e o Ford Edge não são mais comercializados no Brasil, o que é uma pena. Atualmente, a Ford do Brasil comercializa aqui dois modelos de utilitários esportivos de tamanho médio, o Ford Territory, importado da China, e o Ford Bronco, importado do México.


SUV’S MAIS VENDIDOS NO BRASIL EM 2022

POSIÇÃO

MODELO

UNIDADES

Chevrolet Tracker

70.806

Volkswagen T-Cross

65.341

Jeep Compass

63.564

Nissan Kicks

56.062

Jeep Renegade

51.398

Fiat Pulse

50.522

Corolla Cross

42.506

Volkswagen Nivus

39.463

Nissan Kicks

38.983

10ª

Renault Duster

22.690


A Jeep possui uma rede de mais de 242 concessionárias, principalmente em grandes e médias cidades. O projeto vencedor do Jeep Compass acumula mais de 2.700.000 unidades vendidas até o momento, em mais de 20 anos de fabricação.


Para clientes ainda mais exigentes e de poder aquisitivo ainda mais alto, Stellantis N.V. coloca à disposição de seus consumidores brasileiros os modelos Jeep Grand Cherokee, Jeep Wrangler, Jeep Cherokee e Jeep Commander, neste caso com capacidade para até 7 pessoas, incluindo o condutor.


Aqui no Brasil, as unidades novas do Jeep Compass estão disponíveis com 5 anos de garantia. Porém, um eventual serviço de blindagem das unidades novas pode resultar na perda de garantia do veículo. Portanto, neste caso específico, é necessário consultar antes uma concessionária para se informar melhor sobre este detalhe. Mesmo assim, com ou sem garantia, este blog recomenda a blindagem nível IIIA, principalmente para quem mora em grandes e médias cidades, por uma razão óbvia...


MAIORES FABRICANTES / VENDEDORES DE AUTOMÓVEIS DO BRASIL EM 2024

POSIÇÃO

GRUPO EMPRESARIAL (MARCAS)

QUANTIDADE

Stellantis (Fiat, Jeep, Citroen, RAM e Peugeot)

734.005

Volkswagen (Volkswagen, Audi e Porsche)

412.485

General Motors (Chevrolet)

314.956

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi

248.947

Hyundai-Kia

211.240

Toyota (Toyota, Lexus e Subaru)

204.910

Honda (Honda)

91.450

BYD (BYD)

76.811

Caoa-Chery (Caoa-Chery)

60.929

10ª

Ford (Ford)

48.311

Fonte: Anfavea


ONDE COMPRAR


GALERIA DE IMAGENS


COMPASS (1ª GERAÇÃO)


COMPASS (1ª GERAÇÃO)

COMPASS (2ª GERAÇÃO)


COMPASS (3ª GERAÇÃO)


COMPASS (3ª GERAÇÃO)


REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Jeep_Compass
  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jeep_Compass
  • Jeep (divulgação): Imagens
  • Wikimedia: Imagens

MAIS POSTAGENS

AGRICULTURA E PECUÁRIA

MASSEY FERGUSON MF 265

MASSEY FERGUSON MF 290

MASSEY FERGUSON MF 275

TRATOR FORD 6600 (AGROPECUÁRIA)

TRATOR FORD 6610 (AGROPECUÁRIA)

TRATOR VALMET 88

TRATOR VALMET 985

MASSEY FERGUSON MF 235

MASSEY FERGUSON MF 296