MOTORES AERONÁUTICOS A PISTÃO
MOTORES AERONÁUTICOS A PISTÃO
MOTORES BOXER AERONÁUTICOS
MOTORES RADIAIS AERONÁUTICOS
MOTORES AERONÁUTICOS A DIESEL
MOTORES AERONÁUTICOS A GASOLINA
MOTORES AERONÁUTICOS A ETANOL
MOTORES AERONÁUTICOS EM LINHA
MOTORES AERONÁUTICOS EM V
MOTORES AERONÁUTICOS ROTATIVOS
INTRODUÇÃO
O termo genérico motor aeronáutico a pistão é utilizado amplamente em todo o mundo para designar todos os tipos, configurações e modelos de motores de combustão interna com blocos, cabeçotes, cilindros, pistões e virabrequins usados na propulsão (tração ou impulsão) de aeronaves em geral, incluindo aviões, helicópteros, drones, dirigíveis, aeromodelos, motoplanadores, ultraleves e trikes, dentre outros. Ele é um motor de combustão interna que converte a expansão de gases gerada pela queima de combustível dentro de um cilindro em movimento rotativo, acionando diretamente ou indiretamente uma hélice, que, por sua vez, gera tração ou impulsão.
Conhecido também como motor recíproco ou motor alternativo,
ele opera com os mesmos princípios básicos dos motores a pistão de automóveis,
mas conta com sistemas de ignição redundante, geralmente com duas velas para
cada cilindro, para maior segurança, e é desenhado para ser leve e eficiente,
geralmente com refrigeração a ar, por ser um sistema de refrigeração mais
simples e prático. Além disso, a maioria dos motores aeronáuticos a pistão não possui correia dentada para acionamento das válvulas, também por uma razão de segurança.
De modo geral, os motores aeronáuticos a pistão ainda são
comuns dentro da aviação geral, principalmente em razão de seu baixo custo de aquisição
e operação, presentes na maioria das aeronaves de treinamento (pequenos aviões
usados em aeroclubes e escolas de voo), ultraleves (aviões pequenos, de
certificação menos exigente, para transporte de pessoas ou recreação), aviões
agrícolas (a maioria dos aviões de pulverização agrícola ainda é a pistão), táxis aéreos (principalmente
as empresas que usam aviões pequenos para transporte de passageiros e/ou cargas
leves), motoplanadores e helicópteros de pequeno porte, aviões executivos privados
de pequeno porte, aeronaves esportivas (acrobáticas, inclusive) e/ou aeronaves de
uso recreativo, como trikes, por exemplo.
De modo geral, os aviões a pistão mais comuns na
aviação geral (o termo aviação geral significa quase todo tipo de aviação,
exceto a aviação comercial de transporte regular de passageiros e/ou cargas e a
aviação militar) são aqueles que usam motores de configuração boxer, que é a
configuração mais utilizada no mundo, atualmente, com cilindros horizontais
opostos, com o chamado ciclo de 4 tempos ou Ciclo Otto, que é quando o motor funciona
através de quatro etapas, chamadas admissão, compressão, combustão/explosão e
escape dos gases.
De modo geral, a geração de potência nesses motores é
o resultado da queima do combustível dentro dos cilindros, que empurra os
pistões para longe do cabeçote e seu retorno por inércia giratória do virabrequim, milhares de vezes por
minuto. Esse movimento de vai e vem dos pistões dentro dos cilindros é
transformado em movimento giratório no virabrequim que, por sua vez, faz a
hélice girar, gerando tração ou impulso / empuxo necessário para movimentar o
avião, por meio de reações aerodinâmicas.
CONCEITO E CONTEXTO
De modo geral, o chamado motor aeronáutico é um motor de uma aeronave qualquer, em inglês referido como aircraft engine ou aero engine, ele é o mecanismo de potência de um sistema de propulsão de aeronave, que por sua vez é composto também pelas hélices, rotores ou palhetas / fan de empuxo. Geralmente as hélices e rotores são utilizados em aviões e helicópteros a pistão ou com motores turboélice, enquanto as palhetas / fan são utilizadas em aeronaves a jato. Os aviões a pistão e turboélice possuem melhor desempenho para decolar em pistas curtas e/ou médias enquanto os jatos possuem melhor desempenho para percorrer longas distâncias, em razão justamente da velocidade de cruzeiro maior.
As aeronaves
que usam componentes de potência estão no contexto do voo motorizado, ao
contrário dos balões (não confundir com os dirigíveis) que, por sua vez, é um
aeróstato que depende exclusivamente do vento para seu movimento, ou seja, ele
se deixa levar pelo vento, não tem autonomia completa. A maioria dos motores de
aeronaves é formada pelos motores de pistão, pelos motores turboélice e pelos
motores turbofan, estes conhecidos também como motores a jato, embora alguns modelos
de aeronaves tenham sido movidos por foguetes e, nos anos mais recentes, muitos
pequenos drones e aeromodelos tenham usado e estão usando motores elétricos.
Basicamente, em linhas gerais, o motor de um avião a
pistão ou helicóptero a pistão funciona por meio de explosões controladas
dentro dos seus cilindros, com o consequente movimento de vai e vem dos pistões
que, por sua vez, dão movimento aos virabrequins que, por sua vez, estão
ligados às hélices ou rotores. Esse movimento transforma-se em energia cinética
(“embalo”, usando uma linguagem simples aqui) para a rotação contínua do
virabrequim, consequentemente girando uma hélice ou rotor que impulsiona / traciona ou
sustenta a aeronave.
Geralmente, esse tipo de motor a pistão é altamente
confiável e amplamente utilizado em aeronaves leves, pois há uma limitação de
potência e altitude de funcionamento desse tipo de motor, limitando assim seu
uso em aviões leves e de velocidade baixa e/ou média. De forma semelhante aos
motores de automóveis, o motor a pistão aeronáutico opera normalmente em um
ciclo de quatro tempos, o chamado Ciclo Otto, composto pela admissão (a mistura
ar-combustível entra rapidamente nos cilindros), compressão (essa mistura é
comprimida pelo próprio pistão, dentro do cilindro), combustão / explosão (uma
faísca gerada pela vela incendeia a mistura dentro do cilindro) e exaustão, ou
seja, o gás queimado é expulso do cilindro pelo próprio movimento cinético do
pistão.
Consequentemente, o motor gira a hélice do avião, que
atua como uma asa rotativa que gera tração no sentido horizontal, ou gira o
rotor do helicóptero, que também atua como uma asa rotativa, mas neste caso
específico gerando sustentação. A rotação dessa hélice do avião é o que movimenta
o ar horizontalmente e gera tração para frente, baseado nos efeitos
aerodinâmicos no Princípio de Bernoulli e na 3ª Lei de Newton, conhecida também como Lei da Ação e Reação.
A maioria dos motores de aeronaves é refrigerada a ar,
possuindo aletas (pequenas peças metálicas do lado de fora do bloco do motor
que aumentam a superfície de “contato” com o ar em movimento) para dissipação
do calor, embora existam modelos de aeronaves com refrigeração líquida.
Embora os motores a pistão de aeronaves e os motores a
pistão de automóveis compartilhem o conceito básico, os motores a pistão de aeronaves
são projetados para resistir a condições extremas de temperatura e pressão de
ar e priorizar a redundância de sistemas e mecanismos nos pontos em que eles
são necessários. Diferente de um motor automotivo convencional, cada cilindro de
motor aeronáutico a pistão possui duas velas de ignição para garantir que o
motor continue funcionando mesmo se uma delas falhar. Além disso, eles utilizam
geradores independentes de eletricidade chamados magnetos para fornecer a
faísca necessária para ignição dos cilindros, o que significa que o motor não
depende da bateria ou do alternador da aeronave para funcionar depois de
ligado.
De modo geral, aeronaves a pistão normalmente voam em
altitudes mais baixas que as aeronaves a jato, geralmente abaixo de 5.000 metros,
onde a densidade do ar é ideal para esse tipo de propulsão. Mas há casos
específicos em que os aviões a pistão possuem motores com turbocompressores,
como é o caso do Piper Malibu, com
teto de serviço certificado de cerca de 7.500 metros de altitude, o que resulta
na melhoria geral de desempenho, com velocidade de cruzeiro de quase 400 km/h,
acima da velocidade de cruzeiro da grande maioria dos aviões a pistão.
De modo geral, os aviões a pistão são mais econômicos
e eficientes para distâncias curtas (até 1.000 quilômetros) e são a escolha
predominante em todo o mundo para transporte executivo de passageiros e/ou cargas leves
em curtas distâncias, treinamento de pilotos, pulverização agrícola e aviação desportiva
e esportiva.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
O termo ou expressão generalista motor aeronáutico a pistão é utilizado para denominar uma variedade de motores de combustão interna, com cilindros, pistões, bielas e virabrequins, utilizados para impulsionar e/ou tracionar uma grande variedade de aeronaves pequenas e de baixo e/ou médio desempenho, geralmente para tracionar aeronaves de pequeno porte, com até 5.700 kg de peso máximo de decolagem, geralmente com até 500 km/h de desempenho (o termo específico usado dentro da aviação é velocidade de cruzeiro) e geralmente com boa performance até 5.000 metros de altitude. É o tipo mais comum de motor aeronáutico, pois, geralmente, o seu custo de aquisição é mais baixo que o custo de aquisição de um motor turbofan e de um motor turboélice e seu custo de manutenção é menor, por isso ainda é amplamente utilizado na aviação geral, inclusive na aviação executiva, na aviação experimental e na aviação agrícola.
Por outro lado, o grau de confiabilidade dos motores
turbofan e turboélice é ainda maior em relação aos motores a pistão, a
porcentagem de falha em voo de um motor turbofan William FJ44 ou
Pratt&Whitney PW535, usado em jatinhos, como o Cessna Citation CJ2 ou o
Embraer Phenom 300, e de um motor turboélice Pratt&Whitney PT6-A, usado em aviões turboélice, como o Cessna Grand Caravan e o Pilatus PC-12, por exemplo, é ainda
menor, cerca de 1 parada total para a cada 1.000.000 de horas de voo (jatinhos)
e 1 parada total para cada 600.000 horas de voo (turboélices), ou seja,
resumindo, é quase impossível uma falha catastrófica, o risco é muito baixo,
desde que, é claro, as aeronaves sejam regularmente submetidas a oficinas de
manutenção confiáveis e sejam operadas dentro dos regulamentos estabelecidos
por autoridades aeronáuticas.
“Mas então por que esses aviões caem tanto?” Resposta: É só “impressão” sua, o número de pessoas que morrem nas rodovias brasileiras infelizmente é muito maior, mas os acidentes aeronáuticos recebem ampla divulgação na imprensa. Por algum motivo (talvez haja uma explicação psicológica para isso), eles chamam mais a atenção da população. É uma questão de estatística, é só prestar atenção nos números: De modo geral, a porcentagem de acidentes aeronáuticos (aviação comercial + aviação executiva) com vítimas fatais no mundo é muito baixa, apenas 0,000003%, o equivalente a 3 acidentes para cada 1.000.000 de decolagens realizadas. Ainda assim tem gente que tem medo de viajar de avião, eles ainda não conseguiram entender que as viagens rodoviárias são mais perigosas, principalmente nas rodovias não duplicadas e/ou sem acostamento... Essa porcentagem logo acima não inclui a aviação agrícola, que, por sua própria natureza de operação, tem mais acidentes...
Conhecido também como motor aéreo a pistão, ele
também é utilizado para girar rotores de helicópteros de pequeno porte, que são
as chamadas asas rotativas. No caso específico dos aviões de pequeno porte, as
chamadas asas fixas, geralmente ele é usado para tração, ou seja, a sua
respectiva hélice está localizada à frente do avião e gira no sentido de
“puxar” o avião pra frente, por meio de duas principais reações aerodinâmicas, ligadas
ao Princípio de Bernoulli (redução
da pressão atmosférica sobre a superfície das pás) e à Terceira Lei de Newton (ação e reação do fluxo de ar pra trás,
impulsionando o avião pra frente).
Mas há também casos curiosos de aviões que utilizam
o motor aeronáutico a pistão para gerar impulso ou empuxo, como no caso
específico do Cessna Skymaster,
fabricado em série e em larga escala entre 1963 e 1982, com quase 3.000
unidades fabricadas. Neste caso específico a hélice é fixada atrás do motor e
atrás da fuselagem, ao contrário da grande maioria dos modelos de aviões a
pistão.
De modo geral, a categoria dos motores aeronáuticos
a pistão e dos motores a reação (turbofan e turboélice) fazem parte de uma
linhagem mais ampla, com uma definição ainda mais ampla e ainda mais variada, a
linhagem dos motores de combustão
interna, da qual também fazem parte os motores
automotivos a pistão, utilizados em automóveis, e os motores náuticos a pistão, a gasolina ou diesel, utilizados em
embarcações em geral, como, por exemplo, os motores de Ciclo Otto, de quatro tempos,
geralmente a gasolina e/ou etanol; os motores de Ciclo Diesel, que, como o próprio nome diz, são movidos a diesel,
também de quatro tempos; os motores a gasolina de dois tempos, ainda hoje
utilizados em pequenas máquinas e equipamentos, como, por exemplo, motosserras,
aeromodelos e roçadeiras; e os motores rotativos Wankel, estes menos comuns.
Ao contrário do possa parecer ao leitor leigo,
geralmente o motor aeronáutico a pistão é mais simples que o motor automotivo.
A principal razão pra isso também é simples: Confiabilidade. Lá em cima não há
oficina mecânica e nem acostamento, por isso é de crucial importância que esse
tipo de motor tenha uma confiabilidade muito elevada. Ele não pode falhar de
jeito nenhum, por uma razão óbvia... Dentre as principais diferenças entre os
motores aeronáuticos a pistão e os motores automotivos a pistão estão as
seguintes:
- Ignição dupla:
Cada cilindro possui duas velas de ignição, também por uma razão óbvia. Se uma
vela falha a outra mantém o cilindro / pistão ativo. Isso é um requisito de
segurança para garantir o funcionamento do motor caso uma delas falhe. Em
inglês, esse conceito é chamado de twin
spark, raramente usado em automóveis, como no caso do Alfa Romeo 156, com motor Twin Spark, e do Honda Fit, com motor i-DSi, dentre mais alguns.
- Refrigeração a ar:
Para reduzir o peso total da aeronave, já que estamos falando de aeronaves de
pequeno porte, em que o peso do avião é um fator importante a ser levado em
consideração no seu projeto, a maioria dos motores aeronáuticos a pistão é
refrigerada a ar através de aletas nos respectivos blocos, em vez de usar água
ou líquido de arrefecimento. A lógica é simples, lá em cima o ar é mais frio
que aqui embaixo, além disso a aeronave estará, na maior parte do tempo, com
velocidade suficiente para forçar o ar fresco ou gelado circular pela parte
externa do próprio bloco do motor, o que ajuda na refrigeração.
- Baixa rotação:
Diferente de carros, os motores a pistão aeronáuticos giram em rotações menores
para adequar a velocidade de ponta das pás da hélice e evitar que ultrapassem a
velocidade do som, o que, geralmente, causa redução do desempenho. Mas para
produzir grande potência com RPM relativamente baixa é necessário uma alta
cilindrada. Por exemplo: O motor Lycoming IO-540 usado para tracionar o
monomotor Piper Malibu possui 8.900 cilindradas ou 8,9 litros de cilindros. É
mole?
- Comando por engrenagens:
Geralmente, motores aeronáuticos a pistão do tipo boxer não usam correias
dentadas no sistema de comando de válvulas, eles utilizam engrenagens para essa função.
CONFIGURAÇÕES DOS MOTORES
Existem pelo menos cinco configurações de blocos de motores aeronáuticos a pistão, sendo que, de todas as configurações, a mais amplamente utilizada, atualmente, é a configuração boxer, por várias razões, principalmente a compacidade, a leveza, a economia e a confiabilidade. Mas nem sempre foi assim, pois até a década de 1960, a maioria dos modelos de aviões, inclusive os aviões comerciais de médio e grande porte, amplamente utilizados na aviação comercial regular, eram movidos com motores radiais a pistão.
Assim, a partir da década de 1950 e nas décadas
seguintes, surgiram algumas das mais bem sucedidas famílias de motores
aeronáuticos a pistão, os motores boxer das famílias Lycoming O-540 (Piper Saratoga, Piper Malibu, Cessna 206, Beechcraft Bonanza, Piper Navajo, Maule
MT-7, Socata TB20 e Maule MX-7),
Continental O-200 (Cessna 150 e Cessna
152), Lycoming O-320 (Cessna 172, Piper
Cherokee, Maule MX-7, Cessna 177, Piper PA-18 e Socata Tampico), Continental O-470 (Cessna Skylane, Beechcraft Baron e Cessna 210), Lycoming O-360 (Piper Archer, Cessna 177, Piper Seneca, Piper
Arrow, Maule MX-7, Aero Boero, Socata
Tampico, Mooney M20 e Socata Tobago), Rotax 912 (este mais
recente, a partir da década de 1990, inclusive no ultraleve Fox V5), Continental O-300 (Cessna 172 e Cessna 170), Continental O-550 (Beechcraft
Baron e Cirrus SR22), Continental
O-240 (ultraleves e motoplanadores em geral), Flanklin O-335 / Franklin O-350 (mais antigos, usados em
helicópteros e aviões), Lycoming O-235 (Cessna
152, Aero Boero e Piper PA-18),
Continental O-520 (Beechcraft Baron e
Cessna 210), Continental O-360
(Piper Arrow e Cirrus SR20) e Lycoming O-390 (Cirrus SR20, nas
versões mais recentes), dentre
outros.
A maior parte desses motores boxer surgiu a partir das décadas de 1950, 1960 e 1970, a partir da percepção dos investidores, executivos e projetistas desses fabricantes de aeronaves e motores sobre o aquecido mercado mundial de aviões executivos de pequeno porte, aviões agrícolas e aviões de treinamento, na época com predominância de modelos monomotores e bimotores a pistão, principalmente os motores radiais a pistão, a grande maioria deles sem pressurização de cabine.
Dessa forma, o surgimento dos
motores boxer a pistão praticamente decretou o fim da fabricação em série dos
motores radiais a pistão, dos motores a pistão em linha e dos motores a pistão em V usados amplamente na aviação. A maior parte dos motores boxer passou por melhorias e
modernizações ao longo do tempo, atualmente a maioria deles está disponível com
injeção de combustível. De modo geral, os motores injetados são mais confiáveis
que os motores carburados. Os motores injetados são recomendados pelo blog, justamente por serem mais confiáveis.
Com o surgimento das famílias de motores boxer em
geral, naquela época, desenvolvidos e fabricados nos Estados Unidos pela AVCO-Lycoming Engines e pela Teledyne-Continental Motors,
respectivamente, surgiu a primeira grande oportunidade para as fabricantes Piper Aircraft, Cessna Aircraft e Beechcraft Corporation darem um
importante salto qualitativo nos seus projetos de aeronaves executivas,
inclusive deixando de lado aqueles velhos e ultrapassados motores radiais a
pistão, beberrões, barulhentos, pesados e complicados, dando origem assim aos
modelos pequenos de aviões monomotores e bimotores executivos a pistão,
geralmente mais bonitos, mais refinados, menos ruidosos, mais econômicos e mais
confiáveis.
Na sequência, nas décadas seguintes, outros
fabricantes de aeronaves seguiram o mesmo caminho, dentre elas a Mooney Aircraft, a Cirrus Aircraft, a Maule
Air, a Daher Socata, a Vans Aircraft (LSA ou ultraleves) e a Lancair International (também LSA) e
até fabricantes de helicópteros, como a Robinson
Helicopter, a Enstrom Helicopter e a Sikorsky / Schweizer Aircraft, com seus
pequenos helicópteros Robinson R44 e
Robinson R22, Enstrom F-28 e Enstrom F280 e Schweizer S300 / Sykorsky S300, dentre outros modelos.
Atualmente, a taxa de falha total / parada total em
voo das versões mais modernas (injetadas) dos motores aeronáuticos a pistão do
tipo boxer das grandes fabricantes Lycoming,
Continental e Rotax é de
aproximadamente 0,0001%, o equivalente a 1 parada total para cada 10.000 horas
de voo, por diversas razões, incluindo falha no sistema de combustível
(alimentação), quebra de peças internas do motor, falha de funcionamento dos
magnetos / velas, falha no sistema de lubrificação, etc. Mas vale lembrar que
alguns modelos de aeronaves monomotoras a pistão, como Cirrus SR22 e Cirrus SR20,
possuem paraquedas balístico instalado, o que significa que em caso de parada
total do motor é possível proceder o acionamento do paraquedas e descer a
aeronave com segurança, quase sem risco de fatalidades.
“Quer dizer então que viajar de jatinho é mais seguro
que viajar de avião a pistão?” Resposta: Sim, porém há um detalhe crucial, só
se você é muito rico pra viajar de jatinho, porque a grande maioria das pessoas
costuma fazer opções mais modestas, digamos, neste aspecto, continuam optando
pelo avião a pistão. “Mas a aviação comercial usa turboélices e jatos”. Sim, é
verdade, mas estamos falando aqui de aviação executiva, não estamos falando de
aviação comercial. Além disso, a aviação comercial atende somente 130 cidades
no Brasil, enquanto a aviação executiva de pequeno porte atende praticamente
todo o país. E tem mais, um jatinho é mais exigente de pista, só pavimentada,
com pelo menos 1.300 metros de comprimento. Vários modelos de jatinhos exigem
até mais comprimento. Dentro da aviação executiva a jato, essas pistas pavimentadas foram
apelidadas de “Tapetes Vermelhos”.
AS CONFIGURAÇÕES A PISTÃO
De modo geral, a indústria aeronáutica utiliza letras e números para a designação raiz dos seus principais modelos de motores aeronáuticos a pistão. Dentro da indústria aeronáutica, as letras do nome do motor indicam como os cilindros estão posicionados. Por exemplo, a letra O, que significa Opposite, em inglês, com tradução cilindros opostos, designa os motores boxer, em que os cilindros ficam dispostos horizontalmente, um de frente para o outro. Já a letra R, que significa Radial, em inglês, com a tradução radial, designa os motores radiais, em que os cilindros são dispostos em círculo, ao redor do virabrequim, que, por sua vez, está fixado na hélice do avião. Já a letra L, que significa Line, em inglês, com a tradução linha, é usada para designar os motores em que os cilindros estão dispostos em linha, geralmente na posição vertical, usados em aviões militares clássicos e cargueiros clássicos, principalmente por sua robustez.
Em relação a um motor de automóvel, o motor
aeronáutico é normalmente de baixa rotação. Dessa maneira, são necessários
grandes cilindradas para o motor atingir o valor de potência desejado, rendendo
uma potência especifica baixa, entre 30 hp/litro e 50 hp/litro. O principal
objetivo era e é poder ligar, sempre que possível, a hélice diretamente ao
virabrequim, sem ter que utilizar caixas redutoras ou utilizando-as de maneira
mais simplificada possível. Mais uma vez, perceba a necessidade de
simplificação, o que, geralmente, resulta em maior confiabilidade.
Isso se faz necessário para adequar a rotação
máxima do motor ou do virabrequim à rotação máxima da hélice, sempre que
possível numa relação de 1 por 1, ou seja, se o virabrequim faz um giro a
hélice também faz um giro. É preciso lembrar que existe uma limitação
aerodinâmica para as hélices, que devem girar a uma determinada rotação máxima para
obter eficiência máxima. Acima disso, as pontas podem girar a velocidades
próximas ou até mesmo superiores à velocidade do som, com a consequente perda
de desempenho de tração, além de mais ruído.
Existem alguns casos específicos em que
motores usados em automóveis passaram por modificações para serem adaptados
para a aviação, mas são casos raros. Por exemplo, os motores da linhagem japonesa Subaru Boxer em geral foram adaptados
para uso aeronáutico em aviões pequenos, geralmente no contexto da aviação
experimental, em que as regras de certificação não são tão rígidas.
INDÚSTRIA AERONÁUTICA
Entre os maiores fabricantes de motores turbofan do planeta estão a americana Pratt & Whitney, uma subsidiária da também americana RTX Corporation; a americana GE Aerospace, uma subsidiária da General Electric; a britânica Rolls-Royce, uma subsidiária da Rolls-Royce Holdings; a americana e francesa CFM International, uma joint venture da Safran Aircraft Engines e da General Electric; a americana Honeywell Aerospace, uma subsidiária da Honeywell International; a americana Williams International, a alemã MTU Engines, a suíça, americana e japonesa International Aero Engines e a americana Engine Alliance, dentre mais algumas. Os grandes fabricantes russos incluem United Engine Corporation, Aviadvigatel e Klimov. Já a também grande Aeroengine Corporation of China foi formada em 2016 com a fusão de várias empresas menores, da China.
Entre os
maiores fabricantes de motores turboélice / turboshaft para aviação geral,
incluindo helicópteros, estão a Pratt & Whitney Canada / RTX, seguida de
mais algumas, como, por exemplo, a americana General Electric / Walter, a
francesa Safran / Snecma, a
americana Honeywell Aerospace, a Rolls-Royce, a ucraniana Sich / JSC, a
russa United Engine / Klimov e a italiana Avio
Aero, dentre mais algumas.
Entre as
maiores fabricantes de motores aeronáuticos a pistão do mundo estão a americana
Lycoming Engines / Textron, a
canadense e austríaca Rotax / BRP -
Bombardier, a americana e chinesa Continental
Aerospace e a australiana Jabiru Aircraft, dentre mais algumas. Atualmente,
a grande maioria dos motores aeronáuticos possui a configuração boxer,
geralmente refrigerados a ar.
HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO
O início da era da aviação com Alberto Santos Dumont e os Irmãos Wright coincidiu com uma fase de desenvolvimento da indústria automobilística ou automotiva, com uma consequente enorme demanda por motores de combustão interna. Entre os primeiros modelos de automóveis fabricados estavam o alemão Benz-Motorwagen (um triciclo motorizado, na verdade, não exatamente um automóvel), em 1886; o alemão Daimler Stahlradwagen, em 1889, este sim o primeiro automóvel, com quatro rodas; o francês Peugeot Type 2, em 1890, com quatro rodas; o francês Panhard-Levassor, em 1890; o americano Duryea Motor Wagon, em 1893, o primeiro automóvel a gasolina; o alemão Benz-Velo, em 1894, considerado o primeiro automóvel fabricado em série e em larga escala; o francês Renault Voiturette, em 1899; e o italiano Fiat 4 HP, também em 1899, o primeiro Fiat da história.
Na sequência, surgiram os Irmãos Wright,
com o suposto primeiro voo em 1903, com o Wright
Flyer (um motoplanador, na verdade, não exatamente um avião) e o genial
brasileiro Alberto Santos Dumont, mas o primeiro voo na França, com o 14-Bis (este sim um avião de verdade), mas
neste caso amplamente documentado e registrado, sem margens para “desconfianças”,
inclusive com a patente do mais pesado que o ar 14-Bis sendo aberta ao público
em geral, gratuitamente, pelo na época já riquíssimo Santos Dumont, um
fazendeiro brasileiro.
Na época, os motores usados pelo Wright
Flyer e pelo 14-Bis eram o Wright de 4 cilindros em linha, com insuficientes 12
cavalos, portanto sem decolagem autônoma, dependente de uma catapulta, e o
Antoinette 8V de 50 cavalos, este sim o suficiente para decolagem autônoma, o
que de fato foi realizado perante inúmeras testemunhas no Campo de Bagatelle,
na França, em 1906, sem margem para “dúvidas” ou “ceticismo”.
Com o passar dos anos, já na era da
aviação, cuja patente foi aberta por Santos Dumont, a necessidade de se gerar
maiores potências sem incremento de peso e uma consequente melhora na relação
peso-potência desses motores das décadas de 1910, 1920 e 1930 foi uma das metas
perseguidas por todos os engenheiros e projetistas, e a partir disso grandes
desenvolvimentos foram sendo feitos até meados dos anos 1950 no sentido de
extrair o máximo de potência dentro das limitações dos motores de combustão
interna. Até a década de 1940, o limite de potência dos motores a pistão já
tinham sido atingidos, até os alemães e ingleses Frank Whittle e Hans von
Ohain inventarem os primeiros motores a jato, o Power Jets W.1 e o Heinkel
HeS-3B, dando início a era do avião a jato.
Após a Primeira Guerra Mundial houve um
grande crescimento e desenvolvimento aeronáutico, incluindo o desenvolvimento
de motores aeronáuticos a pistão, tanto os motores radiais, quanto os motores
em V e os motores em linha. Foi nessa época que surgiram os motores aeronáuticos
a pistão com turbocompressor e o desenvolvimento de gasolina com alta octanagem,
portanto menos sujeita à detonação precoce, um problema crônico durante a
Primeira Guerra Mundial, com consequente falhas mecânicas, superaquecimento e
perda de potência dos motores dos aviões ingleses e franceses que utilizavam gasolina
de menor qualidade.
Após a Segunda Guerra Mundial houve o
desenvolvimento dos motores a pistão do tipo boxer e dos motores a jato, estes
conhecidos também como motores a reação. A partir de então os motores a pistão
ficaram limitados aos pequenos aviões, geralmente mais baratos, enquanto os
motores a reação passaram a ter preferência da aviação comercial e da aviação
executiva a jato, esta geralmente acessível apenas à elite econômica. Com o
passar das décadas, a aviação comercial se popularizou enquanto a aviação
executiva a jato continua ainda a ser um produto de elite. Entre os principais
entraves para a redução do preço do fretamento do jatinho e do turboélice
executivo estão os processos de certificação desses aviões, que são caríssimos,
o que resulta, naturalmente, em um custo elevado para o consumidor.
Infelizmente, não tem como evitar, é assim mesmo.
|
REGRAS DE CERTIFICAÇÃO DE
AERONAVES EXECUTIVAS |
||
|
ALE / LSA (MENOS EXIGENTE) |
FAR PART 23 / RBAC 23 (INTERMEDIÁRIA) |
FAR PART 25 / RBAC 25 (MAIS EXIGENTE) |
|
Inpaer
Conquest e Excel |
Embraer Phenom
100 |
Citation
Excel / XLS |
|
Edra
Petrel e Dynamic |
Beechcraft
Bonanza |
Falcon
2000 |
|
Seamax
(anfíbio) |
Piper
Seneca |
Embraer
Legacy |
|
Volato
200 |
Beecraft
King Air |
Gulfstream
V |
|
Lancair
Legacy e IV |
Cirrus
SR22 |
Learjet
45 |
|
Zenith
Stol |
Pilatus
PC-12 |
Hawker
800 |
|
Ikarus
C42 |
HondaJet |
Citation
X |
|
Super
Coyote |
Piper
Malibu |
Bombardier
Challenger |
|
Inpaer
Colt |
Cessna
206 Stationair |
Beechjet
400A |
|
Vans
RV-10 |
Cessna
208 Caravan |
|
Isso não
significa necessariamente que os aviões da categoria ALE / LSA sejam menos seguros que os aviões da categoria FAR Part
23 e que os aviões da categoria FAR Part 23 sejam menos seguros que os aviões
da categoria FAR Part 25. Significa
que os aviões certificados sob as regras mais brandas não são obrigados a possuírem
a redundância de sistemas e mecanismos, a resistência estrutural e os
equipamentos de segurança dos aviões certificados sob a regra mais rígida FAR
Part 25.
Por
exemplo, o Pilatus PC-12 e o Cirrus SR22 são aviões muito seguros, mesmo
possuindo a certificação intermediária, com baixíssima porcentagem de acidentes
graves com vítimas fatais, em relação ao número total de aeronaves fabricadas.
|
CUSTO OPERACIONAL
APROXIMADO DE JATOS EXECUTIVOS (EM US$) |
||
|
MODELO OU FAMÍLIA |
HORA DE VOO |
ASSENTO / KM VOADO |
|
Learjet
25 |
3.000,00 |
0,50 |
|
Citation
II |
2.650,00 |
0,54 |
|
Citation
I / Citation 500 |
2.000,00 |
0,54 |
|
Citation
CJ2 |
2.400,00 |
0,45 |
|
Citation
CJ1 / Citation M2 |
2.200,00 |
0,58 |
|
Learjet
35 |
3.000,00 |
0,50 |
|
Learjet
55 |
3.500,00 |
0,58 |
|
Phenom
300 |
2.500,00 |
0,42 |
|
Phenom
100 |
2.000,00 |
0,53 |
|
Citation
Mustang |
1.600,00 |
0,42 |
|
Eclipse
500 / Eclipse 550 |
1.600,00 |
0,57 |
|
King Air
350 |
1.850,00 |
0,42 |
|
King Air
200 |
1.600,00 |
0,53 |
|
King Air
C90 |
1.400,00 |
0,56 |
|
Embraer
Xingu |
1.400,00 |
0,51 |
|
HondaJet |
2.200,00 |
0,56 |
|
Citation
III / Citation VII |
3.500,00 |
0,58 |
|
Challenger
605 / Challenger 604 |
6.000,00 |
0,70 |
|
Learjet
60 |
3.800,00 |
0,63 |
|
Gulfstream
IV / Gulfstream G450 |
7.000,00 |
0,68 |
|
Gulfstream
V / Gulfstream G550 |
8.000,00 |
0,62 |
Observação:
Os valores citados acima foram extraídos de diversas fontes, uma média simples
das fontes mais confiáveis encontradas. De modo geral, os custos operacionais
de uma aeronave englobam duas subdivisões, uma chamada custos fixos (salários
dos tripulantes, hangaragem, seguros, manutenção programada, impostos, etc) e
custos variáveis (combustível, manutenção não programada, taxas aeroportuárias
e de navegação, etc). Na prática, é impossível calcular com absoluta precisão
qual será o custo operacional de uma aeronave durante a sua utilização, pois
são inúmeros fatores que pesam nesses cálculos, como, por exemplo, a quantidade
de horas anuais que o atual proprietário precisa voar. O quadro acima serve
apenas para dar uma base razoável ao leitor, sem compromisso com uma precisão
absoluta, já que há inúmeros fatores que podem alterar esses mesmos valores
para cima ou para baixo. Além disso, mais importante até que o custo por hora
de voo é o custo por assento (passageiro) / km voado, é o número que realmente
importa, pois assim você tem uma noção melhor do quanto uma aeronave pode ser
mais adequada para você, especificamente. Para números mais precisos consulte o
respectivo fabricante ou o representante de vendas de cada um dos modelos
citados acima.
Com a entrada dos motores a reação na
aviação executiva de pequeno porte, tanto em aviões quanto em helicópteros, resultou
no emprego de motores a pistão apenas em pequenas aeronaves, incluindo a aviação
executiva, a aviação experimental e a aviação agrícola. A partir de então
muitos fabricantes de motores aeronáuticos a pistão, como Curtiss-Wright, Bristol e Warner,
por exemplo, deixaram de existir, remanescendo apenas os famosos Lycoming e
Continental americanos como os motores para quase toda a aviação de pequeno
porte mundial.
LIABILITY (LEI DE RESPONSABILIDADE)
A produção em série de aviões a pistão, como Piper Saratoga, Cessna 206 e Cessna 182, por exemplo, foi interrompida temporariamente em 1985 por iniciativa das próprias fabricantes Piper Aircraft e Cessna Aircraft, que utilizaram como argumento o excesso de regulamentação e responsabilidades financeiras advindas de uma Lei de Responsabilidades da década de 1950, aprovada nos Estados Unidos, chamada por lá de Liability, e que, com o passar do tempo, provocou temores por parte da indústria aeronáutica civil norte-americana em geral, sobre a sua própria saúde financeira pois, como uma eventual consequência da legislação aprovada, os fabricantes teriam que arcar com elevados custos de certificação e com uma forte carga de eventuais custos de indenizações ocasionados por acidentes envolvendo aviões, que se julgava serem acima do que seria razoável.
Num primeiro momento, em 1958, quando a Lei Federal de
Aviação foi aprovada, esses temores da indústria aeronáutica não existiam, mas,
com o passar do tempo, o número de ações judiciais contra os fabricantes na
Justiça Americana aumentou de forma exponencial, praticamente obrigando os
grandes fabricantes de pequenas aeronaves, como Cessna, Beechcraft e Piper, por
exemplo, a interromper a produção de alguns modelos de aviões, causando no
mercado mundial uma espécie de demanda reprimida por aviões a pistão de fácil
operação e custo operacional extremamente baixo, a maioria desse mercado
formada de proprietários rurais emergentes ou fazendeiros tradicionais,
profissionais liberais e pequenos e médios empresários e executivos que estão
adquirindo seu primeiro avião ou decidiram simplesmente trocar a sua aeronave
mais antiga por um modelo mais novo e moderno.
Quando essa Lei de Responsabilidades foi rediscutida e
reformada em 1994 pelo Congresso dos Estados Unidos a Piper Aircraft e a Cessna
Aircraft norte-americanas estudaram o relançamento desses modelos, decidindo
pelo relançamento deles.
MOTORES A DIESEL
Em 2011 surgiu no mercado aeronáutico mundial os motores aeronáuticos a pistão da família SAFRAN SR-305-230, a diesel, um desenvolvimento em conjunto das fabricantes francesas Safran / Snecma e Renault, além dos novos motores Continental TD-220, Continental TD300 e Continental TD450, também de Ciclo Diesel e arrefecidos a ar, objetivando atender o novo mercado de motores aeronáuticos a pistão em um horizonte de elevados preços mundiais da AVGAS ou gasolina de aviação.
Essa nova safra de motores de Ciclo
Diesel queimando Jet-A1 ou querosene de aviação se apresenta, atualmente, como
uma interessante alternativa à AVGAS ou gasolina de aviação, que vem atingindo
preços cada dia mais altos, onerando e/ou inviabilizando a aviação geral a cada
dia que passa.
Esses motores a diesel ou querosene de aviação simplificaram a operação dos aviões a pistão, incluindo a dispensa o uso de magnetos e velas, já que sua combustão é espontânea, e diminuíram a carga de trabalho do piloto, inclusive eliminando a manete de mistura e o passo de hélice, inclusive apresentando números de consumo 30% inferiores em volume de combustível por hora de vôo, lembrando que o querosene de aviação é mais barato que a gasolina de aviação.
REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE
LEITURA
- Pilots of America (em
inglês): https://www.pilotsofamerica.com/community/threads/how-reliable-are-lycoming-motors.139077/
- Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Aircraft_engine
- EAD Aviação: https://conteudos.eadaviacaocivil.com/sistema-de-lubrificacao-e-arrefecimento-de-motores-conteudo/
- Getaways / YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=H1ZCJB-_LQ8
- Lycoming (divulgação): Imagens
- Continental (divulgação): Imagens
- Rotax (divulgação): Imagem
- Safran (divulgação): Imagem
- Wikimedia: Imagens
.jpg)







