RENAULT DUSTER

RENAULT DUSTER (AMÉRICA LATINA)
DACIA DUSTER (LESTE EUROPEU)
RENAULT DUSTER (EUROPA OCIDENTAL)
NISSAN TERRANO (ÍNDIA E RÚSSIA)
RENAULT DUSTER (ORIENTE MÉDIO E ÁSIA)
RENAULT DUSTER (UCRÂNIA, ÁFRICA E RÚSSIA)
RENAULT DUSTER (AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA)
NISSAN TERRANO (LESTE EUROPEU E ÍNDIA)
FAMÍLIA DACIA DUSTER


INTRODUÇÃO

O Renault Duster é um moderno utilitário esportivo de tamanho médio com capacidade para transportar com conforto cinco pessoas, incluindo o motorista, com sua 1ª geração projetada na França e na Romênia e desenvolvida em vários países, inclusive no Brasil, com a sua fabricação em série e em larga escala na Romênia (leste europeu), no Brasil, na Colômbia, na Rússia, na Índia e na Indonésia, a partir da década de 2010, e, posteriormente, com a 2ª geração fabricada também a partir da década de 2010 no Brasil, na Romênia, na Colômbia, na Rússia (até 2022) e na Nigéria, até chegar à 3ª geração da família Dacia Duster, com fabricação em série já iniciada nesta década na Romênia, na Turquia e na Índia, tanto para atender os respectivos mercados internos quanto para atender outros mercados, inclusive a Europa Ocidental, a África e a Europa Oriental, exceto Rússia, obviamente, e com previsão para início da fabricação seriada no Brasil em breve, tanto para atender o mercado interno brasileiro quanto para atender a América Latina em geral, tornando-se então um grande sucesso de vendas da multinacional europeia Renault S.A., um dos projetos mais bem sucedidos da marca Renault nas décadas mais recentes, com mais de 2.600.000 unidades fabricadas até o momento.


Aqui no Brasil, durante as décadas de 2010 e atual, os principais concorrentes do Renault Duster de 1ª e 2ª gerações foram e/ou são o Ford Territory (médio), Jeep Compass (médio) e Jeep Renegade (compacto), o Volkswagen Nivus (compacto); o Ford EcoSport (compacto) e o Ford Bronco (médio), o BMW X3 (médio) e o BMW X2 (médio), o Toyota RAV-4 e Toyota Corolla Cross, o Chevrolet Equinox (médio) e o Chevrolet Tracker (compacto), o Dodge Journey e o Fiat Freemont, o Hyundai Creta (compacto) e o Hyundai Santa Fe (médio), o Volkswagen T-Cross (compacto) e Volkswagen Tera (compacto); o Citroen C4 Cactus (5 lugares) e o Citroen C3 Aircross 7 (7 lugares), o Honda CR-V (médio) e o Honda H-RV (compacto), o Volkswagen Tiguan (médio) e o Volskwagen Taos (médio), o Peugeot 2008 (compacto) e Peugeot 3008 (médio), o Land Rover Range Rover Evoque (compacto / médio), o Ford Edge (médio), o Caoa Changan Uni-T (médio), o Mitsubishi ASX (médio) e o Mitsubishi Pajero TR4 (compacto), o Kia Sportage, o Suzuki Vitara, o Mercedes-Benz GLB, o Caoa Chery Tiggo 7 (médio), o Subaru Tribeca (médio) e o Toyota Yaris Cross (compacto / médio), parte deles importada e parte deles fabricada no Brasil, alguns deles já fora de linha de produção seriada.


O modelos de utilitários esportivos Nissan Kicks (compacto / médio) e o Renault Captur também disputaram esse mercado, mas o Renault Captur não é mais fabricados em série, substituído pelo Renault Kardian (compacto / médio) e pelo Renault Boreal (médio).


RENAULT-NISSAN-MITSUBISHI

A Renault S.A. é uma grande e tradicional fabricante francesa de automóveis, comerciais leves, pickups e vans. Em 2018 (pré-pandemia), por exemplo, a Renault S.A. foi uma das maiores fabricantes de veículos do mundo, com mais de 3.800.000 de unidades fabricadas, e em 2024 (pós pandemia) a marca francesa fabricou mais de 1.500.000 unidades, incluindo os números de produção e vendas de todas as suas subsidiárias com a mesma marca.


Já a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi foi a terceira maior fabricante de automóveis do mundo em 2018 (pré-pandemia), com mais de 10.700.000 veículos fabricados, e foi a sexta maior fabricante do mundo em 2024 (pós-pandemia), com mais de 5.200.000 veículos, considerando os números das fabricantes de automóveis Renault, Nissan e Mitsubishi, estas duas do Japão, ressaltando que a fabricante de automóveis Mitsubishi passou a fazer parte dessa aliança em 2016.


A multinacional francesa Renault S.A. foi fundada em 1899 pelo industrial francês Louis Renault. Ela foi uma das primeiras fabricantes de automóveis do mundo. A subsidiária brasileira da Renault S.A. é a Renault do Brasil, com cerca de 239.000 veículos fabricados em 2019 (pré-pandemia), por exemplo, e mais de 139.000 veículos fabricados em 2024 (pós-pandemia), por exemplo, sendo que cerca de 1/3 (um terço) da produção foi exportada para vários países, dentre eles a Argentina e a Colômbia.


Aqui no Brasil, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi comercializou mais de 248.000 automóveis em 2024, por exemplo.


A partir de 2011, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi investiu mais de US$ 1,8 bilhão no Brasil, em valores da época, para construção e/ou ampliação e reformas de suas fábricas e demais instalações, incluindo a fábrica localizada em Resende, no interior do estado do Rio de Janeiro, e a fábrica localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, resultando em uma capacidade total combinada das suas instalações no Brasil em até 580.000 veículos por ano.


Com o recuo planejado, gradativo e sistemático da Ford do Brasil no mercado nacional nos últimos 10 anos, inclusive com fechamento de fábricas brasileiras de automóveis, comerciais leves e caminhões, é bem provável ou possível que a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi consolide sua posição entre as 10 maiores fabricantes e vendedores de automóveis de passeio, comerciais leves (vans, inclusive) e pickups médias no Brasil, com mais de 238.000 unidades fabricadas e/ou vendidas no Brasil, em 2025, por exemplo.


Por razões óbvias, a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou em 2022 que estava abandonando o mercado russo de automóveis, pickups e comerciais leves...


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

O Renault Duster é um moderno utilitário esportivo de tamanho médio, cuja 1ª geração, fabricada e comercializada no Brasil a partir de 2010, tem capacidade para transportar confortavelmente até cinco pessoas, incluindo o motorista, projetado na França e na Romênia, desenvolvido em vários países, principalmente na França, na Romênia, no Brasil e na Índia, com testes de durabilidade e resistência, inclusive, com projeto contemplando um monobloco resistente, simples, durável e racional, e fabricado em larga escala e comercializado a partir de 2010 na Romênia, com o nome Dacia Duster; no Brasil, como Renault Duster; na Índia, como Renault Duster e Nissan Terrano; na Colômbia, por meio de kits do tipo CKD; na Rússia, como Renault Duster e Nissan Terrano; e na Indonésia, neste caso principalmente para atender o mercado do Sudeste Asiático, mas sempre sob a supervisão direta e auxílio técnico do departamento de engenharia da holding francesa Renault S.A, o que resultou em um veículo de qualidade reconhecida pelo mercado mundial.


O nome Renault Duster foi e/ou é comercializado na América Latina, incluindo Brasil, Argentina, México, Paraguai, Uruguai e Colômbia; na Rússia (até 2022); na Ucrânia; na Ásia, incluindo Índia; no Oriente Médio; na África do Sul; na Austrália; na Turquia; e na Nova Zelândia. Já no nome Nissan Terrano foi e/ou é comercializado na Armênia, no Azerbaijão, na Bielorussia, no Cazaquistão, no Quirguistão, na Moldávia, na Rússia (até 2022), no Tadjiquistão e no Uzbequistão. Já o nome Dacia Duster foi e/ou é comercializado principalmente na Europa Ocidental, na África e no Leste Europeu, incluindo Romênia, Polônia, França, República Tcheca, África do Sul, Eslováquia, Itália, Hungria, Marrocos, Alemanha, Eslovênia, Argélia, Espanha, Bulgária, Croácia, Estônia, Reino Unido, Letônia e Lituânia. Mas, na prática, os três veículos, Renault Duster, Nissan Terrano e Dacia Duster são quase o mesmo veículo, com pouquíssimas diferenças.


Até onde se sabe, os veículos da família Dacia Duster, incluindo o Dacia Duster, o Nissan Terrano e o Renault Duster, nunca foram comercializados oficialmente nos Estados Unidos e no Canadá.


Aqui no Brasil, a 3ª geração da família Dacia Duster será comercializada com o nome Renault Duster, ela será introduzida em 2027, segundo a própria montadora brasileira Renault do Brasil, com sua fábrica própria no município de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba – PR. Até o momento, a 2ª geração do Renault Duster é uma das principais representantes da marca Renault no disputadíssimo mercado brasileiro de utilitários esportivos de tamanho médio, com construção monobloco em aço galvanizado, com mais de 18.000 unidades comercializadas em 2025, por exemplo, atrás apenas do Renault Kardian, com 19.000 unidades comercializadas.


Voltando no tempo, a partir de 2010, a 1ª geração do Renault Duster chegou a ser fabricada e comercializada no Brasil com versões com tração 4X4, geralmente as versões mais caras, como Renault Duster Dynamique, Renault Duster Tech Road e Renault Duster Dakar, por exemplo, mas a grande maioria das unidades comercializadas foi mesmo as básicas, intermediárias e top de linha com tração 4X2 dianteira, como, por exemplo, Renault Duster Authentique (básica), Renault Duster Expression (intermediária) e Renault Duster Dynamique (top de linha), todas com opções de motorização Renault 1.6 K4M L4 16V aspirada flex ou Renault 2.0 F4R L4 16V aspirada flex, que podem ser abastecidas com gasolina e/ou etanol, em qualquer proporção, sempre com quatro portas laterais para acesso do motorista e passageiros e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


Já a 2ª geração, a partir de 2021 no Brasil, que é a geração atual aqui, foi e/ou é fabricada e/ou comercializada com as versões Renault Duster Zen (básica), Renault Duster Intense (intermediária), Renault Duster Outsider (semi-off-road) e Renault Duster Iconic (top de linha), mas agora com motor Renault 1.6 H4M L4 16V, conhecido também como Renault 1.6 SCe aspirado flex, que pode ser abastecido com gasolina e/ou etanol, em qualquer proporção, e Renault 1.3 H5H L4 turbo flex, conhecido também como Renault 1.3 TCe Turbo Flex, que também pode ser abastecido com gasolina e/ou etanol; também sempre com quatro portas laterais para acesso do motorista e passageiros e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


O seu projeto está focado no atendimento às necessidades de consumidores de médio poder aquisitivo, principalmente para uso urbano e rodoviário intensivo e rural leve, somente para transporte de pessoas. Até o momento, ele é considerado o mais importante projeto de utilitário esportivo popular da marca Renault para o mercado brasileiro, pois ele conseguiu firmar a marca Renault aqui no Brasil, chegando ao ponto de ser líder de mercado nesse segmento em 2012 e inclusive se mantendo uma das melhores posições em vendas nos anos seguintes. Atualmente, a tendência é que a o Renault Kardian, um pouco mais barato, assuma o protagonismo entre os utilitários esportivos da marca Renault, justamente por ser mais barato.


Embora sem muitos refinamentos, o crossover Renault Duster foi um dos projetos que realmente deslanchou a marca Renault junto aos consumidores da classe média, combinando características de robustez; simplicidade; resistência; manutenção simples e relativamente barata; consumo de combustível moderado, lembrando que se trata de um veículo de cerca de 1.350 kg, o que, obviamente, tem reflexos no consumo; conforto; e desempenho dentro das expectativas do seu público alvo, a classe média.


Embora tenha ficado devendo em termos de estética (a 1ª geração não é considerada bonita) o “bom moço” conseguiu alcançar a simpatia da classe média brasileira, graças aos seus atributos de estrutura, mecânica, eletrônica e hidráulica descomplicada e de manutenção barata, praticamente sem apresentar defeitos crônicos até o momento. Sem exageros, ele é considerado uma das melhores opções de utilitários esportivos médios familiares pra quem não quer levar um susto na oficina, com custo de manutenção dentro da média do mercado de automóveis populares.


Até o momento, o utilitário esportivo médio Renault Duster soma mais de 430.000 unidades fabricadas no Brasil, sendo que, desse total, foram mais de 40.000 unidades exportadas para Argentina, Paraguai, Uruguai, México e Colômbia, dentre outros países da América Latina, fabricado no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no estado brasileiro do Paraná, na fábrica própria da francesa Renault S.A., onde também é fabricada a pickup compacta Renault Duster Oroch, que utiliza a mesma plataforma, motorização, suspensão, câmbio e sistemas eletrônico, elétrico e hidráulico do Renault Duster.


CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO


A família Dacia Duster (pronuncia-se Dâster) de automóveis utilitários esportivos familiares de tamanho médio, da qual o Renault Duster faz parte, é um dos mais bem sucedidos projetos da multinacional europeia Renault S.A., com mais de 2.600.000 unidades fabricadas desde o seu lançamento mundial em 2010, o resultado natural de um projeto criado e desenvolvido em um país em desenvolvimento, a Romênia, cujo projeto estava (e ainda está) focado principalmente no atendimento a mercados emergentes em que, geralmente, as condições de infraestrutura rodoviária, qualidade de combustível e manutenção preventiva e corretiva não são lá muito boas, como o Brasil, por exemplo, com muitos casos de rodovias mal conservadas, combustível adulterado e oficinas mecânicas mal preparadas, sem especialização necessária para atender automóveis sofisticados e refinados, os chamados automóveis premium.


Ela pode ser considerada uma resposta da multinacional francesa Renault S.A. ao forte avanço dos seus concorrentes asiáticos, principalmente os japoneses e sul-coreanos, no mercado mundial de automóveis SUV – Sport Utility Vehicles ou crossovers, geralmente mais confortáveis que hatches e sedans. E como todo mundo sabe, os japoneses e sul-coreanos estão entre os fabricantes mais confiáveis, com melhores avaliações entre consumidores, segundo institutos de pesquisa e publicações especializadas. Então, os franceses e romenos já sabiam que para competir com eles seria necessário criar um veículo pragmático, robusto, confiável, sem complicações desnecessárias, com custo de aquisição e custo de manutenção dentro da média do mercado de SUV’s populares.


Assim, o Renault Duster nasceu na década de 2000, a partir da percepção dos executivos, engenheiros e designers da montadora francesa Renault S.A. e de sua subsidiária romena Dacia Automobile (pronuncia-se Dátcha ou Dácia) sobre o crescente mercado mundial de automóveis de carroceria alta e, portanto, posição de dirigir também alta, com pneus de tamanho médio, com vão livre do solo maior que a distância do solo encontrada em automóveis sedans, tração 4X4, bom espaço interno e aspecto estético externo levemente country. Esses modelos de automóveis também são definidos tecnicamente e mercadologicamente pelas expressões cross-over / all-terrain e off-road, que significa todo terreno e fora-de-estrada, numa tradução livre.


Embora a 1ª geração do Renault Duster esteja encaixada no segmento ou categoria de automóveis de tamanho médio, com bom entre-eixos de quase 2,7 metros, o suficiente para até três adultos na segunda fileira de assentos (no total são duas fileiras), se fosse comercializada nos Estados Unidos ela seria considerada compacta, pois os americanos têm seus próprios critérios de classificação ou categorização de automóveis, geralmente mais exigentes que os demais países. Aqui no Brasil, por exemplo, ela está encaixada no segmento de utilitários esportivos de tamanho médio, ou seja, um degrau acima do segmento de utilitários esportivos compactos, no qual estão, por exemplo, o Ford EcoSport, o Chevrolet Tracker, o Honda HR-V, o Fiat Pulse e o Suzuki Vitara, por exemplo.


Na época, durante a década de 2000, os executivos e investidores da Renault S.A. perceberam que estavam começando a perder mercado em várias partes do planeta, principalmente dentro da Europa Ocidental e da Europa Oriental, porque a marca Renault ainda não havia dado a devida importância para o segmento de SUV’s – Sport Utility Vehicles de perfil popular. Na verdade, para ser mais preciso, até havia algumas opções populares de crossovers, como o Renault Koleos, por exemplo, mas ainda havia necessidade de apresentar ao consumidor europeu e latino-americano algo ainda mais popular, ainda mais apelativo, digamos.


Então a fabricante francesa Renault S.A. e sua subsidiária romena Dacia Automobile passaram a correr contra o tempo para retomar o terreno perdido, com uma solução óbvia, aproveitar o máximo possível algum modelo de plataforma já testado, além de motores e câmbios já em produção seriada em outros modelos de automóveis da própria Renault ou da Nissan, já testados e aprovados pelo mercado, portanto reduzindo o máximo possível o risco de introduzir no mercado um automóvel utilitário esportivo completamente novo, portanto mais sujeito a falhas de projeto.


A solução escolhida foi aproveitar a já testada e aprovada plataforma Renault B / Nissan B, para dar origem a uma plataforma mais robusta, mais “casca grossa”, digamos, adaptada para países em desenvolvimento, a plataforma Dacia B0, de baixo custo e de perfil popular, de propriedade compartilhada com a marca Nissan, usada para vários modelos de automóveis, incluindo Renault Logan, Renault Duster, Nissan Kicks, Renault Sandero, Dacia Duster e Renault Captur, dentre mais alguns.


Por exemplo, existem três tipos principais de suspensão traseira para automóveis do tipo utilitário esportivo ou crossover: 1 - O eixo rígido, que é o mais robusto e resistente, indicado para uso mais severo em estradas rurais, bem ou mal conservadas, inclusive com maior capacidade de suportar peso; 2 – O eixo de torção, que é uma solução intermediária, um meio termo, capaz de mostrar algum nível de robustez e resistência bem razoável para transitar em estradas rurais bem conservadas e rodovias pavimentadas em geral, bem ou mal conservadas, com um nível de conforto (suavidade ao rodar) bem razoável, um compromisso entre o conforto e a resistência, um meio termo entre os dois mundos; 3 – A multilink, que é a mais refinada e sofisticada opção, que apresenta um comportamento mais estável em alta velocidade em rodovias, ideal para transitar por vias (ruas, avenidas e rodovias) bem conservadas em geral, sempre com grande conforto, suavidade e estabilidade, com prazer ao dirigir, porém mais complexa e cara, menos robusta que as demais opções e que exige do condutor mais moderação e atenção ao tipo de piso que está transitando.


No caso específico das versões Renault Duster de tração 4X2 dianteira, os projetistas deram preferência ao eixo de torção, justamente já prevendo que o modelo seria adotado em mercados emergentes, como América Latina, incluindo o Brasil, em que o estado de conservação das rodovias não é uma maravilha... Além disso, os blocos dos motores em ferro fundido Renault 2.0 L4 e Renault 1.6 L4, usados na 1ª geração do Renault Duster vendido no Brasil, são mais robustos, aguentam melhor as más condições de uso, de abastecimento e de manutenção típicos do mercado brasileiro...


A FAMÍLIA DUSTER

De modo geral, todos os modelos Renault Duster das três gerações fabricadas pela francesa Renault S.A. e suas subsidiárias são utilitários esportivos médios de construção monobloco em aço galvanizado, fabricados com quatro portas laterais para acesso do motorista e passageiros e uma porta traseira para acesso ao porta-malas. Todas as versões da 1ª geração e da 2ª geração foram fabricadas sobre as plataformas Dacia B0 e Dacia B0+, respectivamente, com algumas melhorias de estrutura, acabamento, eletrônica e mecânica na 2ª geração, principalmente o aumento de robustez da carroceria, cerca de 12% de aumento da rigidez torcional, segundo o fabricante, o que tem reflexo direto na capacidade do veículo em suportar as irregularidades das vias com menos ruídos internos em vias esburacadas ou irregulares.


Todos os modelos Renault Duster das duas primeiras gerações têm motorizações dianteiras e transversais, mas somente a 1ª geração tem versões com tração 4X4, geralmente as versões com motorização mais potente e de preço mais alto. Automóveis com motorização transversal são mais seguros porque em caso de acidente grave com impacto frontal o risco do bloco do motor invadir o habitáculo é menor.


A 3ª geração da família Renault Duster é quase totalmente nova, mas ainda não chegou no Brasil, ela está prevista para 2027 no Brasil, segundo a própria montadora brasileira.


RENAULT DUSTER (1ª GERAÇÃO)

A bem sucedida 1ª geração do Renault Duster, conhecida também como geração Renault Duster HS, foi criada na França e na Romênia, desenvolvida principalmente na França, na Romênia, no Brasil e na Índia, e fabricada em larga escala na Romênia, no Brasil, na Rússia, na Índia, na Colômbia e na Indonésia a partir de 2010 e nos anos seguintes, principalmente para atender o mercado europeu em geral, latino-americano, sudeste-asiático, russo e africano, e, aqui no Brasil, comercializada somente nas concessionárias de veículos novos da marca Renault.


Aqui no Brasil, o Renault Duster de 1ª geração foi fabricado e comercializado com duas opções de motorização, ambas flex (gasolina e/ou etanol), pois, em principio, pelo menos em tese, a legislação brasileira não permitia e não permite carros de passeio com motorização a diesel. Essa 1ª geração esteve disponível nas concessionárias da marca Renault com um nível razoável de equipamentos de conforto, segurança e desempenho nas versões mais básicas, como a Renault Expression, por exemplo, e um bom nível de equipamentos de conforto, segurança e desempenho nas versões mais caras, como a Renault Dynamique, por exemplo, todas elas com quatro portas laterais, com assentos para cinco pessoas no total, o motorista e quatro passageiros, e uma porta traseira para acesso ao porta-malas.


Com um entre-eixos de exatamente 2,67 metros, na segunda fileira é possível transportar até três adultos com um nível de conforto bastante razoável, mas o mais adequado mesmo são dois adultos nas laterais e uma criança no centro, na cadeirinha. Não há terceira fileira de assentos, portanto a capacidade total é de cinco pessoas mesmo. O porta-malas tem capacidade para 400 litros de bagagens e o tanque de combustível tem capacidade para 50 litros de gasolina e/ou etanol.


O nome Duster é alusão direta à palavra duster, em inglês, que significa espanador (limpador) de objetos ou móveis empoeirados, o que, por sua vez, lembra areia, poeira ou terra, pois o objetivo do Departamento de Marketing da empresa era transmitir ao consumidor a ideia de um veículo robusto, capaz de transitar moderadamente até por estradas rurais. Além disso, o vão livre do solo (distância entre o chão e a base da carroceria) é de 21 centímetros, o suficiente para transitar moderadamente por estradas rurais bem conservadas.


O carro foi projetado na Europa pelos designers David Duran, francês, Emmanuel Klissarov, búlgaro, e Erde Tungaa, mongol, com ênfase no aspecto “musculoso” da família Dacia Duster, já tendo em mente a necessidade de transmitir ao consumidor a ideia de um produto resistente e durável.


A versão top de linha Renault Duster Dynamique 2.0 é, na verdade, completa, com quase tudo o que se exigia, na época, de um carro de porte médio e de médio padrão, incluindo o motor Renault F4R 2.0 L4 16V aspirado flex, com 1.998 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote, acionado por correia dentada, com bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio, injeção eletrônica multiponto e bobinas individuais (uma para cada cilindro), resultando em 138 cavalos de potência e 20 kgfm de torque, o que combinado com o câmbio automático de quatro velocidades ou marchas resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 10 segundos, mesmo lotada de passageiros e bagagem leve.


Já a versão Renault Duster Dynamique 1.6 também possui uma boa variedade de itens de segurança, conforto e desempenho, incluindo o motor Renault K4M 1.6 L4 16V aspirado flex, com 1.598 cilindradas, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote, acionado por correia dentada, com bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio, injeção eletrônica multiponto e bobinas individuais, resultando em 110 cavalos de potência e 16 kgfm de torque, o que, combinado com o câmbio manual de seis velocidades ou marchas resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 12 segundos, mesmo lotada de passageiros e bagagem leve.


Ambos os modelos, Renault Duster Dynamique 2.0 e Renault Duster Dynamique 1.6 foram testados e aprovados pelas revistas Quatro Rodas e Auto Esporte na década de 2010, ambos foram considerados por essas duas revistas e demais publicações especializadas do mercado brasileiro opções válidas de mobilidade para a classe média, com características de resistência, simplicidade, durabilidade, baixo custo de manutenção, conforto e desempenho bastante razoável, com números de consumo de combustível aceitáveis, embora nada excepcionais, com ambos conseguindo rodar 8 e 10 quilômetros com 1 litro de gasolina na cidade, respectivamente, e ambos conseguindo rodar 10 e 13 quilômetros na rodovia, respectivamente, desde que em ritmo de condução moderado.


Ambas as versões possuem ar condicionado e ar quente; dois airbags frontais; direção hidráulica; freios a discos ventilados na frente e tambores atrás, com ABS (sistema antitravamento); bancos dianteiros com ajustes manuais de altura e inclinação; suspensão independente McPherson na dianteira, com molas helicoidais e amortecedores, e semi-independente por eixo de torção na traseira; vidros dianteiros com acionamento elétrico e trava central elétrica das portas, com alarme; sistema de áudio com rádio AM/FM e CD Player; computador de bordo; faróis de neblina; rodas de liga leve de 17 ou 16 polegadas e sensor de estacionamento; entre outros itens.


O veículo é considerado seguro, com as versões latina e europeia conseguindo alcançar uma média de três estrelas nos testes de segurança do LatinNCAP – Latin Car Assessment Programme e do EuroNCAP – European Assessment Programme, porém não conseguiu alcançar nenhuma estrela na versão indiana no teste do GlobalNCAP – Global Assessment Programme, pois neste caso a versão era mais simples, sem ABS e sem airbag, por exemplo.


Porém, por outro lado, o veículo foi criticado por publicações especializadas pelo acabamento interno simples demais, principalmente nas versões básicas, com excesso de plástico duro nas peças de encaixe e fixação, principalmente nas portas, no painel e no console central, além do nível de ruído interno elevado, tanto na cidade, em baixa velocidade, quanto na rodovia, em alta velocidade, tanto com origem no funcionamento do motor quanto com origem na própria estrutura e peças de encaixe e fixação.


Atualmente, é possível encontrar no mercado nacional de automóveis usados muitas unidades da linha Renault Duster de 1ª geração por preços entre R$ 40 mil e R$ 70 mil, em bom estado de conservação, incluindo algumas unidades com blindagem nível IIIA, recomendadas para quem mora em grandes e médias cidades, por uma razão óbvia...


RENAULT DUSTER (2ª GERAÇÃO)

A fabricação em série e a comercialização da 2ª geração do Renault Duster foi iniciada no Brasil em 2021, embora a fabricação em série e a comercialização do Dacia Duster tenha iniciado mais cedo no exterior, em 2017, na Europa, por exemplo, a partir da fábrica da Dacia Automobile na Romênia, principalmente para atender o respectivo mercado interno e para exportação para países vizinhos. A 2ª geração da família Dacia Duster também foi e/ou é fabricada na Colômbia (apenas montagem a partir de kits do tipo CKD), na Nigéria e na Rússia, neste caso até 2022.


O carro foi projetado na Europa pelos designers David Durand, francês, e Laurens van den Acker, holandês, mas dessa vez tendo em mente algo mais harmônico, mais bonito, mais refinado, mais bem resolvido, com aspecto mais premium e elegante, portanto diferente da 1ª geração, que não é bonita mesmo, não adianta “forçar a barra”. Embora seja montado na plataforma Dacia B0+ ou B-Zero-Plus, que é só um pouco diferente da plataforma Dacia B0, usada na 1ª geração, o Renault Duster de 2ª geração é quase totalmente diferente do Renault Duster de 1ª geração, pouco da 1ª geração foi aproveitado na 2ª geração.


Tanto foi assim que a partir da 2ª geração da família Dacia Duster, conhecida também como geração Dacia Duster HM, o Renault Duster entrou (ou tentou entrar, depende do ponto de vista de cada um) no mercado mundial de automóveis premium, especificamente no caso das versões mais caras, que obviamente são mais completas, solucionando alguns problemas e/ou limitações da 1ª geração, incluindo um aumento na rigidez torcional, uma melhoria de acabamento interno em geral, mais refinado, e mais eletrônica embarcada.


Portanto, nas versões mais caras, como Renault Duster Iconic, por exemplo, ele passou a servir como um complemento no portfólio da Renault S.A., uma opção mais barata entre os veículos premium da marca francesa, vendido sempre com carrocerias de quatro portas laterais e uma porta traseira para acesso ao porta-malas. Por exemplo, a versão Renault Duster Iconic 1.3 TCe Turbo tem preço de R$ 176 mil (novo), na concessionária, em 2026, mas sempre há promoções, com descontos de até R$ 10 mil, basta ficar atento aos sites da montadora e das concessionárias.


Essa 2ª geração do automóvel da Renault S.A. começou a ser fabricada na Romênia, a partir de 2017, no Brasil, na Colômbia, na Rússia e na Nigéria, a partir de 2021, quase totalmente remodelada, quase totalmente reformulada, mais bonita que os modelos da 1ª geração, ambas as gerações, aliás, mantendo o conceito de carroceria do tipo monobloco, portanto dentro da categoria crossover. No entanto, mudou quase tudo, exceto a distância entre-eixos, que continuou praticamente a mesma, 2,67 metros, o que não é ruim, aliás.


A principal responsável por essa mudança para melhor foi a então nova plataforma mundial Dacia B0+, uma sub-versão melhorada da plataforma Dacia B0, que, por sua vez, é uma versão melhorada da plataforma Renault-Nissan B, por sua vez desenvolvida em conjunto, na década de 2000, pelos grupos empresariais Renault S.A. e Nissan Motor e adotada em vários modelos de utilitários esportivos, de hatches, de sedans e de minivans dessas marcas, incluindo a Nissan Livina (van), o Renault Clio de 3ª geração e o Nissan March (hatch compacto), dentre outros, mas mantendo algumas características positivas em todas as três plataformas, como, por exemplo, a motorização transversal.


Na prática, melhorou em relação à geração anterior, ficou mais moderno, mais confortável, mais sofisticado e mais refinado, inclusive com novos recursos tecnológicos, principalmente nas versões top de linha, como Renault Duster Iconic, por exemplo, com o aparelho de ar-condicionado e ar quente; a direção elétrica progressiva, com volante multifuncional e com coluna de direção ajustável em altura e profundidade; um sistema multimídia com tela de 8 polegadas, com conectividade Android Auto e Apple CarPlay, com entrada USB para arquivos de áudio em MP3 e GPS nativo, integrado ao sistema multimídia; piloto automático com controlador de velocidade (não confundir com controle adaptativo de cruzeiro), airbags frontais, laterais e de cortina (as primeiras unidades fabricadas tinham apenas airbags frontais); freios a discos ventilados nas rodas dianteiras e tambores nas rodas traseiras, com ABS ou antibloqueio; controle de estabilidade e controle de tração; porta-malas maior, com capacidade de 475 litros, segundo o fabricante; vidros elétricos, trava central elétrica e alarme, com chave presencial (somente na Iconic); carregador de celular por indução; faróis principais com acendimento automático, luzes de posição em LED, faróis de neblina (opcional nas versões básicas) e lanternas traseiras de LED (a partir de 2026); bancos revestidos em couro (opcional), com assentos dianteiros com regulagens de altura e inclinação e pontos de fixação Isofix para cadeirinhas infantis no banco traseiro; brake-light e alarme de ponto cego (somente top de linha); vários porta-copos; sensor de estacionamento e câmera de ré; e rodas de liga leve de 16 ou 17 polegadas, dependendo da versão; dentre outros itens.


Na prática, é um carro premium, mas que não cobra uma pequena fortuna por isso. E com a vantagem do bom valor de revenda, já que se trata de um carro descomplicado. Ok, eu reconheço, é quase premium, mas falta pouco, chegou perto, está quase lá. Para os consumidores mais exigentes ele ainda não é premium. Depende do ponto de vista de cada um.


De modo geral, o desempenho e o consumo não são pontos fortes da 2ª geração da família Dacia Duster, mas os números estão dentro da média dos seus principais concorrentes: De modo geral, as versões turbo têm melhor desempenho que as versões aspiradas. De modo geral, as versões aspiradas consomem mais e as versões turbo consomem menos. A versão Renault Duster Iconic 1.3 TCe Turbo gera 170 cavalos de potência e 27 kgfm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 10 segundos. Já a versão Renault Duster 1.6 Intense gera 120 cavalos e 16 kgfm e tem aceleração em 14 segundos. De modo geral, o consumo do Renault Duster Iconic 1.3 TCe Turbo, que é uma versão top de linha, é de 11 quilômetros na cidade (aqui sim um bom número) e 14 na rodovia, com um litro de gasolina. De modo geral, o consumo do Renault Duster Intense 1.6 CVT, que é uma versão intermediária, é de 10 quilômetros na cidade e 11 na rodovia.


O vão livre do solo, o espaço entre o solo e o assoalho do carro pode ser considerado um ponto forte da 2ª geração da família Dacia Duster, variando entre 21 centímetros e 23 centímetros, dependendo da versão. É mais que o suficiente para o trânsito moderado em estradas rurais bem conservadas. E é o suficiente para o uso off-road ou cross-over / all-terrain leve em estradas rurais, sem extravagâncias de nenhum tipo. É o suficiente para você chegar até a fazenda ou sítio da família lá no interior, mas não abuse.


O veículo é considerado seguro, conseguindo alcançar três estrelas nos testes de segurança do LatinNCAP – Latin Car Assessment Programme, um programa público de avaliação do nível de segurança dos veículos vendidos no mercado latino-americano, e nos testes do EuroNCAP – Europan Assessment Programme, o programa público europeu de avaliação dos níveis de segurança dos veículos comercializados na Europa Ocidental.


Atualmente, é possível encontrar no mercado nacional de automóveis usados unidades seminovas e usadas da linha Renault Duster de 2ª geração por preços entre R$ 80 mil (bom estado de conservação) e 120 mil (ótimo estado de conservação), enquanto as unidades novas, na concessionária, estão com preços a partir de R$ 130 mil, neste caso com motor Renault 1.6 L4 aspirado e câmbio manual.


Parte das unidades de 2ª geração do Renault Duster fabricadas no Brasil foi e/ou é exportada para a Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, dentre outros países.


RENAULT DUSTER (3ª GERAÇÃO)

A fabricação em série da 3ª geração do Renault Duster já foi iniciada no exterior, ela foi iniciada na Romênia, em 2023, na Turquia, em 2024, e na Índia, em 2025,  e será iniciada no Brasil em 2027, como parte de um gigantesco investimento da Renault S.A. para atender alguns de seus principais mercados, a Europa Ocidental e a Europa Oriental (incluindo Ucrânia), a América Latina (incluindo México, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a Austrália, a Nova Zelândia, a Índia, a Turquia e o Egito, mas não descartando totalmente a possibilidade de estender o produto para outros mercados, seja por meio de produção própria ou terceirização de produção.


Mais uma vez a família Dacia Duster servirá nesses mercados como produtos de nível de entrada das marcas Renault, Dacia e Nissan, mas com suas versões top de linha entrando definitivamente (agora sim, não há como dizer não) na camada inferior do mercado de automóveis premium, provavelmente em torno de R$ 180 mil (novo), assim como ocorreu (ou quase ocorreu) na geração anterior, já que seus modelos Megane e-Tech (totalmente elétrico) e Renault Koleos (médio premium) continuam com preços acima de R$ 280 mil, aqui no Brasil, por exemplo, portanto menos acessíveis pra classe média.


Por outro lado, nessa 3ª geração da família Dacia Duster, conhecida também como geração Dacia Duster P1310, a marca Renault entrou definitivamente e pra valer no mercado mundial de automóveis populares elétricos e/ou híbridos plug-in e híbridos leves, graças à novíssima plataforma Renault-Nissan CMF-B / Renault-Nissan RGMP, altamente modular, que também serve e/ou serviu de base para a montagem do Renault Clio de 5ª geração, do Renault Captur de 2ª geração, do Mitsubishi ASX de 2ª geração, do Nissan Kicks de 2ª geração, do Renault Kardian e do Renault Boreal, sendo que de todos esses somente o Kicks, o Kardian e o Boreal estão no Brasil, atualmente.


Ainda não está claro qual será a configuração de motorização, câmbio e sistemas elétricos e eletrônicos que será adotada na versão nacional do novo Renault Duster de 3ª geração, mas provavelmente o veículo contará com pelo menos uma versão turbo flex 1.3 e uma versão híbrida 1.6 aspirada, com suspensão traseira multilink e sistema multimídia de 10 polegadas combinada com painel de instrumentos digital de 7 polegadas.


O veículo já foi testado pelo EuroNCAP – Europan Assessment Programme e pelo ANCAP – Australasian New Car Assessment Programme, ambos em 2024, que estão mais exigentes que os testes realizados anteriormente, com novos requisitos, tendo alcançado três estrelas em ambos os testes, graças inclusive ao uso intensivo de aços de alta resistência na montagem do monobloco.


MERCADO

É notável o volume de vendas de utilitários esportivos nos Estados Unidos, um sonho de consumo ou objeto de desejo dos norte-americanos, em geral mais espaçosos e confortáveis. No Canadá, na Europa, na China, na Índia, no Brasil e na Austrália essa tendência também existe e é forte. Em 2019, aqui no Brasil, por exemplo, todos eles juntos somaram quase 27% do número total de automóveis fabricados, de um total de 2.261.967 unidades fabricadas, incluindo hatches e sedans, principalmente os compactos.


Atualmente, aqui no Brasil, eles são mais da metade dos automóveis de passeio produzidos, com mais de 1.000.000 de unidades comercializadas em 2025, por exemplo. Eles ultrapassaram as vendas de carros hatches compactos populares, inclusive. E não é difícil entender o porquê: Conforto e praticidade. Além disso, as rodovias, avenidas e ruas brasileiras são mal conservadas e por isso o consumidor brasileiro tende a escolher os utilitários esportivos, graças principalmente ao vão livre do solo maior, as rodas / pneus maiores (portanto mais robustos, capazes de suportar melhor as irregularidades da vias) e, geralmente, aos componentes mais robustos das suspensões.


SUV’S MAIS VENDIDOS NO BRASIL EM 2019

POSIÇÃO

MODELO

UNIDADES

Jeep Renegade

68.726

Jeep Compass

60.362

Hyundai Creta

57.460

Nissan Kicks

56.062

Honda HR-V

49.488

Volkswagen T-Cross

37.081

Ford EcoSport

34.206

Renault Captur

28.660

Renault Duster

26.090

10ª

Citroen C4 Cactus

16.438


SUV’S MAIS VENDIDOS NO BRASIL EM 2022

POSIÇÃO

MODELO

UNIDADES

Chevrolet Tracker

70.806

Volkswagen T-Cross

65.341

Jeep Compass

63.564

Hyundai Creta

56.062

Jeep Renegade

51.398

Fiat Pulse

50.522

Corolla Cross

42.506

Volkswagen Nivus

39.463

Nissan Kicks

38.983

10ª

Renault Duster

22.690

 

SUV’S MAIS VENDIDOS NO BRASIL EM 2025

POSIÇÃO

MODELO

UNIDADES

Volkswagen T-Cross

92.837

Hyundai Creta

76.156

Jeep Compass

61.255

Honda H-RV

61.227

Chevrolet Tracker

60.867

Corolla Cross

59.674

Nissan Kicks

58.388

Fiat Fastback

57.297

Volkswagen Nivus

48.690

10ª

Volkswagen Tera

48.139


A Renault S.A. possui uma rede de 298 concessionárias, principalmente em grandes e médias cidades no Brasil. O projeto vencedor do Renault Duster / Dacia Duster acumula mais de 2.600.000 unidades vendidas até o momento, em mais de 16 anos de fabricação. Aqui no Brasil, foram mais de 430.000 unidades fabricadas.


Para clientes mais exigentes e de poder aquisitivo mais alto, Renault S.A. coloca à disposição os modelos Renault Megane E-Tech e Renault Koleos, com preços a partir de R$ 280 mil, novo, na concessionária. Já o utilitário esportivo médio Renault Boreal está disponível a partir de R$ 180 mil, novo, na concessionária. Mas, lembrando, sempre há promoções, basta ficar atento.


Aqui no Brasil, as unidades novas do Renault Duster estão disponíveis com 3 anos de garantia ou 100.000 quilômetros rodados. Porém, um eventual serviço de blindagem das unidades novas pode resultar na perda de garantia do veículo. Portanto, neste caso específico, é necessário consultar antes uma concessionária para se informar melhor sobre este detalhe. Mesmo assim, com ou sem garantia, este blog recomenda a blindagem nível IIIA, principalmente para quem mora em grandes e médias cidades, por uma razão óbvia...


ONDE COMPRAR


REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Dacia_Duster
  • UOL Carros:
  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Renault-Nissan_B_platform
  • Renault (divulgação): Imagens
  • Wikimedia: Imagens

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