BAND OF BROTHERS (MINISSÉRIE)

IRMÃOS DE GUERRA (NO BRASIL)
BAND OF BROTHERS (NOS ESTADOS UNIDOS)
BAND OF BROTHERS (NO CANADÁ E NA INGLATERRA)
IRMÃOS DE ARMAS (EM PORTUGAL)
BAND OF BROTHERS (ALEMANHA E FRANÇA)
BAND OF BROTHERS (ESPANHA E ITÁLIA)
BANDA DE HERMANOS (AMÉRICA LATINA)
BAND OF BROTHERS (LIVRO)


INTRODUÇÃO

Band of Brothers – Irmãos de Guerra é uma moderna e icônica minissérie americana e britânica verídica dos gêneros drama, suspense e ação, composta por 10 episódios ou capítulos, com cerca de 1 hora cada episódio, filmados em alta definição e em formato widescreen de cinema, escrita pelos roteiristas Erik Jendresen, Tom Hanks, John Orloff, Eric Max Frye, Graham Yost, Bruce McKenna, Steven Spielber e Erik Bork e produzida pelos icônicos diretores americanos Steven Spielberg e Tom Hanks, com um total de 8 diretores, sendo um diretor para cada um dos episódios 1, 2, 4, 5, 6 e 8, um diretor para os episódios 3 e 10 e um diretor para os episódios 7 e 9, filmada nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, editada nos Estados Unidos e exibida inicialmente pelas redes de TV pagas HBO e BBC, a partir de 2001 e 2022, inicialmente nos Estados Unidos e na Europa e, pouco tempo depois, em outros países, incluindo o Brasil.


Aqui no Brasil, essa emblemática, premiada e elogiada minissérie verídica foi um sucesso de público e de crítica nas décadas de 2000 e 2010, exibida inicialmente, nos primeiros anos de exibição, a partir de 2002, pelo canal de TV paga HBO e, alguns anos depois, pelos canais de TV Band (aberta) e History Channel (paga), até chegar aos serviços de streaming. Atualmente, a minissérie está disponível no canal de TV paga HBO Max e nos serviços brasileiros de streaming Netflix e Prime Video (Amazon), na íntegra, sem cortes, em 10 episódios ou capítulos.


Trata-se de uma minissérie de altíssima qualidade, baseada em fatos reais, produzida pelos estúdios americanos e europeu de TV e cinema DreamWorks, BBC, HBO e Playtone, a minissérie mais cara produzida até então, uma superprodução na qual foram gastos cerca de US$ 125 milhões, em valores da época, o equivalente hoje a cerca de US$ 185 milhões. Até hoje ela é considerada uma das 10 minisséries mais caras de toda a história da indústria de TV e cinema.


Ela conta a história, no passado, dos eventos reais ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente entre 1941 e 1945, relacionados principalmente à atuação específica dos Estados Unidos nessa guerra, principalmente quando os combatentes americanos estavam em território europeu, após a base militar americana em Pearl Harbor, no Havaí, ter sido atacada pelo Japão, marcando a entrada efetiva dos Estados Unidos nessa guerra (antes disso, os Estados Unidos apenas forneciam armas, munições e informações para as nações amigas, mas não se envolviam diretamente no conflito), com uma grande e complexa sequência de eventos relacionados com pelo menos seis partes principais, o treinamento dos combatentes americanos no estado americano da Geórgia, o desembarque das tropas americanas na região francesa da Normandia, a Operação Market Garden, a Batalha das Ardenas e, finalmente, o desfecho, com duas partes, a Captura do Ninho das Águias (residência oficial de Hitler) e o desmonte do Campo de Concentração de Judeus em Landsberg, dentro da Alemanha, um evento que chocou os combatentes americanos, até mesmo aqueles mais acostumados com os horrores da guerra.


Essa minissérie, indiscutivelmente a maior produção televisiva já realizada até então, contou com a atuação de dezenas de atores e atrizes de primeira linha (mais de 95% do elenco principal foi formada por homens), desempenhando papéis principais, coadjuvantes e/ou antagonistas, um grande e talentoso elenco, incluindo o inglês Damian Lewis, interpretando o disciplinado, ético e honrado major americano Richard Winters, que vive discretamente um dilema moral interior, que é o dilema real de todo bom soldado, “matar ou morrer”; o americano Ron Livingston, como o capitão americano Lewis Nixon, que além de passar pelos horrores da guerra vive uma crise no casamento, uma crise administrada à distância, por meio de cartas para sua esposa; o americano Matthew Settle, como o capitão americano Ronald Speirs; o americano David Schwimmer, como o ambicioso, exigente, polêmico, impopular, meio inescrupuloso e infeliz capitão Herbert Sobel, “quase um vilão”, que foi rebaixado de posto durante a guerra; o inglês Richard Warden, como o tenente americano Harry Welsh; o ator americano Neal McDonough, como o tenente americano Lynn Comptom; o americano Donald Walhberg, como o tenente americano Clifford Lipton; o britânico Ross McCall, como o cabo americano Joseph Liebgott; o americano Frank John Hughes, como o sargento americano William Guarnere;  o americano Scott Grimes, como o oficial americano Donald Malarkey; o ator americano Rick Gomes, como o sargento americano George Luz; o ator americano Simon Pegg, como o sargento americano William Evans; o americano Eion Bailey, como o soldado americano David Webster; o americano James Madio, como o sargento americano Frank Perconte; o ator americano Kirk Acevedo, como o sargento americano Joseph Toye; o ator americano Michael Kudlitz, como o sargento americano Denver Rendleman; o ator americano Richard Speight, como o sargento americano Warren Muck; o ator inglês Dexter Fletcher, como o sargento americano John Martin; o ator irlandês Michael Fassbender, como o sargento americano Burton Chistenson; o ator britânico Doug Allen, como o cabo americano Alton Moore; o ator inglês Nolan Hemmings, como o sargento americano Charles Grant; o ator escocês James McAvoy, como o cabo americano James Miller; o ator britânico Tom Hardy, como o cabo americano John Janovec; o ator britânico Jamie Bamber, como o tenente americano Jack Foley; o ator irlandês Andrew Scott, como o operador de rádio americano John Hall; o ator irlandês Jason O’Mara, como o tenente americano Thomas Meehan; e o ator americano Colin Hanks (filho de Tom Hanks), como o primeiro-tenente americano Henry Jones; dentre outros atores e atrizes talentosos.


Essa multipremiada minissérie possui um ótimo roteiro, preciso, muito bem costurado, escrito por Erik Jendresen, John Orloff, Eric Max Frye, Graham Yost, Bruce McKenna e Erik Bork, mas com participação de Steven Spielberg e Tom Hanks em alguns trechos. Ela é baseada em fatos reais, tendo como referência principal o livro best-seller Band of Brothers – Companhia de Heróis, escrito pelo historiador americano Stephen Ambrose, e possui uma sequência cronológica precisa de acontecimentos que abrange o período de 1941, ainda dentro do território americano, durante o treinamento prévio para a entrada do US Army ou Exército dos Estados Unidos em território europeu, e 1945, já no final da II Guerra Mundial, quando combatentes aliados americanos, britânicos, canadenses, franceses (já libertos e recompostos), soviéticos e poloneses invadem a Alemanha para colocar um ponto final na guerra, quando ocorre o desfecho da trama televisiva, com a ocupação americana e francesa da cidade alemã de Berschtesgaden e o seu Ninho da Águia, residência oficial do então ditador alemão.


Essa excelente minissérie americana e britânica, considerada até mesmo pelos mais exigentes críticos de cinema e de TV uma obra-prima, inclusive alcançando merecidíssimos sete prêmios Emmy Awards em 2002, por sua vez considerado o “Oscar na TV”, também foi um sucesso de público e um sucesso financeiro, resultando no retorno financeiro aos seus investidores, principalmente as produtoras DreamWorks Televison, Playtone (de propriedade do próprio Tom Hanks), HBO / Warner / Discovery e BBC (a TV pública do Reino Unido), que investiram cerca de US$ 125 milhões (dólares) em sua produção, em valores da época, e ainda hoje é considerada uma minissérie atual. Atualmente, o catálogo de filmes, séries e minisséries da DreamWorks Television é distribuído pelo grupo americano Paramount Global, dentre outros distribuidores.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Band of Brothers (pronuncia-se Bénd óv Bróders) é uma moderna e icônica minissérie verídica americana e britânica de ação, suspense e drama, produzida em temporada única de 10 episódios com cerca de 1 hora cada episódio, lançada nos Estados Unidos e na Europa em 2001 e 2002 pelo canal de TV americano HBO / Warner e pelo canal de TV europeu BBC, e posteriormente em outros países, incluindo o Brasil e outros países da América Latina, pelo canal HBO (paga), Band (aberta) e History Channel (paga), até chegar aos serviços de streaming. Atualmente e alguns anos atrás, a minissérie também está e estava disponível no canal de TV paga HBO Max e nos serviços brasileiros de streaming Netflix, Prime Video (Amazon) e Fox, por exemplo.


Depois de terem trabalhado juntos no projeto bem sucedido do filme O Resgate do Soldado Ryan, de 1998, os diretores e produtores americanos de TV e cinema Steven Spielberg e Tom Hanks decidiram se unir em torno de um novo e ousado projeto, uma minissérie verídica, baseada no livro Band Of Brothers – Companhia de Heróis, do historiador americano Stephen Ambrose, que, por sua vez, abrange a fase de treinamento nos Estados Unidos e a atuação no campo de batalha europeu da Companhia E, conhecida também como Companhia Easy, do 506º Regimento de Infantaria Paraquedista, que fazia parte da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos, durante a II Guerra Mundial, entre 1941 e 1945, começando pelo desembarque de tropas na Normandia, uma região litorânea francesa, na época ocupada pelo Exército da Alemanha.


Para produzir Band of Brothers, uma grande minissérie com abordagem sensível, delicada e empática sobre a brutalidade da guerra e as suas consequências psicológicas nos combatentes e na população civil, um produto de mídia de grande orçamento, foram escolhidos vários profissionais experientes, dentre eles os diretores de cinema e TV Steven Spielberg e Tom Hanks, que já tinham inúmeros produtos de mídia bem sucedidos em seus currículos desde a década de 1980, principalmente filmes.


Um detalhe importante, pra quem não sabe Spielberg é descendente de judeus, por isso mesmo há em seu currículo alguns produtos de mídia que tratam da questão judaica / israelense, como, por exemplo, a obra-prima A Lista de Schindler, um filme recomendado pelo blog.


CONTEXTO E ROTEIRO

A aclamada minissérie Band of Brothers, uma das mais relevantes produções da história da TV americana e britânica sobre a II Segunda Guerra Mundial, conta a violenta, complicada e dramática história real de pelo menos 50 corajosos combatentes estadunidenses do US Army ou Exército dos Estados Unidos que foram envolvidos e/ou se envolveram no mais sangrento conflito da história da humanidade, que, por sua vez, resultou em mais de 50.000.000 de mortos em várias partes do mundo, de várias nacionalidades.


Vale lembrar que antes da guerra as Forças Armadas dos Estados Unidos já possuíam um dos maiores efetivos ou contingentes do mundo, os Estados Unidos eram considerados o 5º maior poder militar do mundo, com pelo menos 400.000 soldados, marinheiros, aviadores, fuzileiros, estrategistas e pessoal administrativo, de logística e de inteligência, dentre outros, a grande maioria formada por homens. Na época, os civis convocados para a guerra pelo Governo Americano eram, obviamente, obrigados a se apresentar, resultando em mais de 12.000.000 de pessoas, homens e mulheres, desempenhando as mais diversas funções.


Na época, as Forças Armadas dos Estados Unidos eram formadas pela Marinha, pelo Exército (incluindo a sua Aeronáutica, ou seja, na época ela ainda era uma divisão interna do Exército), Guarda Costeira e Fuzileiros Navais, sendo considerada a 5ª maior Forças Armadas do mundo, tornando-se a maior do mundo durante e após a II Segunda Guerra Mundial, posto mantido até hoje.


Para dar conta de um roteiro tão complexo e sofisticado e para alcançar o maior realismo possível nas filmagens de Band of Brothers foram necessários nada menos que 8 diretores de alto nível, incluindo o próprio Tom Hanks na direção de um dos episódios, todos sob a supervisão de ninguém menos que o icônico diretor americano Steven Spielberg, que, aliás, é um especialista em temas complexos, polêmicos, complicados e delicados.


Além disso, foram usadas cidades cenográficas, aeródromos, estúdios de cinema e áreas costeiras abertas nos Estados Unidos e na Europa e foram necessários cerca de 10.000 atores figurantes durante as filmagens, com cerca de 700 armas reais, mas com munição de festim, e 400 armas cenográficas, ou seja, não reais. Também foram utilizados nas filmagens tanques de guerra clássicos reais restaurados e um avião clássico real restaurado Douglas C-47 Skytrain usado durante a guerra.


Trata-se de uma das mais emblemáticas e impressionantes minisséries da década de 2000, um marco na história da TV mundial, que recebeu imediatamente o devido reconhecimento, se tornando um dos produtos de mídia sobre a II Segunda Guerra Mundial mais elogiados pela crítica mundial e bem aceito pelo público, considerado um cult da TV, inclusive, com um gigantesco orçamento de US$ 125 milhões, incluindo os gastos com produção, filmagens, edição e marketing, conseguindo alcançar mais de 10.000.000 de telespectadores nos Estados Unidos na primeira exibição. O sucesso dessa minissérie verídica, durante a sua primeira exibição, só não foi maior porque, coincidentemente e infelizmente, ocorreram neste mesmo ano os atentados de 11 de Setembro do grupo terrorista islâmico Al-Qaeda contra o país, o que desviou a atenção do público para o ocorrido.


Anos depois, com as reprises de Band of Brothers em território americano, a infeliz coincidência foi corrigida e quem perdeu algum episódio da exibição anterior pode ver ou rever a minissérie, chegando também às TV pagas e abertas de outros países, incluindo o Brasil, chegando também às mídias físicas, como DVD’s e Blu-ray’s, por exemplo, e, finalmente, aos grandes serviços streaming, como Netflix e Amazon Prime, por exemplo.


A minissérie possui um roteiro sensível, empático, delicado e por que não dizer respeitoso, já que trata com seriedade a dor física dos ferimentos dos soldados atingidos, com uma abordagem humana sobre dramas humanos, com uma produção e uma direção verossimilhante, ou seja, ela parece real quando assistimos. De modo geral, essa é uma das principais diferenças entre minisséries boas e minisséries ruins, a verossimilhança.


Além disso, a direção de arte, cinematografia e fotografia estiveram sob a responsabilidade do inglês Remi Adefarasim e do canadense Joel Ransom, a edição de imagens e sons sob a responsabilidade de Billy Fox, Oral Norrie Ottey, Frances Parker e John Richards, o que resultou na alta qualidade e na sofisticação da minissérie em geral, considerada uma das melhores séries sobre guerras já realizadas.


A minissérie foi muito bem recebida na época pela crítica internacional e pela imprensa em geral, com avaliações positivas, ou seja, praticamente todos ou quase todos os críticos gostaram da minissérie. Nas décadas seguintes essa minissérie passou com a ser tratada como um cult da TV e do streaming pela crítica internacional. O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes relatou que 94% dos críticos de cinema e TV gostaram da minissérie, uma porcentagem baseada em uma compilação de 34 críticas disponíveis na grande imprensa, incluindo Washington Post, New York Times, CNN, USA Today e The Guardian, por exemplo. Já no agregador Metacritic a avaliação positiva foi de 86%, baseada em 28 resenhas ou artigos. Mais recentemente, uma enquete simples entre usuários do buscador Google, aqui no Brasil, apontou uma aprovação próxima de 95% dos espectadores do filme.


O editor deste blog optou por não fazer revelações ou dar muitos detalhes sobre o roteiro dessa minissérie de TV da década de 2000. O texto do post traz apenas um breve resumo, muito sucinto, sobre os primeiros episódios da minissérie, o suficiente para o leitor tomar a decisão de assisti-la ou não.


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REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Sobel
  • Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Band_of_Brothers
  • Wikimedia: Imagens

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