INDÚSTRIA DA BELEZA (ECONOMIA)

INDÚSTRIA DA BELEZA
INDÚSTRIA DA HIGIENE PESSOAL
INDÚSTRIA COSMÉTICA
SOFISTICAÇÃO E REFINAMENTO
MODA MASCULINA
MODA FEMININA


INTRODUÇÃO

Logo acima, um símbolo inquestionável de elegância, beleza, refinamento e classe, a já falecida ex-primeira dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy, numa imagem da década de 1960, na época ainda casada com seu primeiro marido, John Kennedy. Ela teve dois maridos, o segundo foi o armador grego Aristóteles Onassis, um bilionário. Logo abaixo, a discreta, refinada e elegante rainha Elizabeth II, também já falecida, com um dos seus looks formais clássicos, também da década de 1960.


A moda é um fenômeno social, cultural e estético universal e milenar que, em tese ou a princípio, possibilita ou facilita a identificação ou espelhamento de um indivíduo em um grupo social, ou seja, ela pretende inserir um indivíduo em uma classe social ou um grupo social específico. Trata-se de um conceito complexo, não totalmente preciso, não totalmente estável, não totalmente objetivo e não totalmente prático, que varia conforme o tempo, varia conforme a época.


Ela é considerada um fenômeno social por excelência e está intimamente relacionada com o conceito psicológico de espelhamento, por sua vez dividido em dois subgrupos, a identificação e a projeção. É um objeto multifacetado observado em diversas disciplinas acadêmicas, como filosofia, economia, geografia, estudos culturais, arquitetura, sociologia, psicologia, antropologia e história, por exemplo.


Discussões teóricas revelam a difícil delimitação do tema, havendo divergências contrastantes de autores de uma mesma disciplina. Há, portanto, um debate acadêmico contínuo sobre a conceitualização da moda, sobre o que é moda, o seu alcance e as suas funções sociais. Uma das vertentes científicas que tenta explicar a moda é a psicologia, por meio do conceito de espelhamento, ou seja, “eu me aproximo e me integro a um grupo de pessoas (identificação) e tento e/ou tendo a me afastar de quem eu não gosto ou repudio (projeção), pra isso eu me esforço para usar roupas, calçados e acessórios semelhantes (identificação) ao grupo que eu admiro ou desejo e evitar usar objetos que lembrem o grupo antagônico (projeção).


Dentre todas as definições usadas para conceituar e contextualizar a moda, a mais aceita é que a moda é um instrumento meio subjetivo utilizado pelas camadas sociais e pelos grupos sociais específicos para se diferenciar de outras camadas ou grupos. Por exemplo, os profissionais executivos masculinos de alto e médio escalão do setor financeiro, científico e acadêmico, bancário, governamental, jurídico e empresarial, geralmente urbanos, tendem a usar terno e gravata, ou, alternativamente, camisa de manga longa ou curta combinada com calça social esporte fino ou sarja, enquanto os profissionais masculinos do agronegócio tendem a usar roupas e calçados menos formais, mais robustos ou resistentes, mais adaptados ao seu ambiente de trabalho mais rústico, como calças jeans, botas ou botinas, chapéus ou bonés (para se proteger do sol forte), cintos de temática rural, camisas de manga curta ou até camisetas.


Portanto, a moda pode ser interpretada como uma forma de autoexpressão, autoafirmação e autonomia em um determinado período e lugar e em um contexto específico, de roupas, calçados, estilo de vida, acessórios, maquiagem, penteado e postura corporal, mas também pode ser entendida como algo prático, pois não faria sentido usar terno, gravata e calçado fino em meio a uma plantação de soja ou milho, por exemplo. Se o termo moda for estendido em seu significado, a engenharia / arquitetura e a indústria de veículos também podem ser influenciadas pela moda.


A moda exerce forte influência sobre a indústria têxtil, a indústria calçadista, a indústria cosmética e a indústria de acessórios pessoais. Embora não se fale muito sobre a influência da moda na indústria automobilística ou automotiva, na indústria aeronáutica, na indústria náutica, na indústria moveleira e na construção civil e arquitetura, ela está lá, firme e forte, se impondo ou tentando se impor, às vezes conseguindo determinar os rumos dessas atividades produtivas, mas às vezes não, ou seja, exagerando na dose de “originalidade” e assim sendo rejeitada pelo público. Portanto, caro leitor, nem tudo que reluz é ouro, se você tem medo de errar, passar vergonha ou dar vexame, então é melhor se enquadrar “dentro da média” do que está sendo usado atualmente, evitando ousar demais.


Sofisticação e refinamento são dois conceitos próximos, às vezes usados como sinônimos de elegância, e também influenciam a moda. Também são três termos meio subjetivos, meio complexos, não totalmente precisos, não totalmente estáveis, não totalmente objetivos e não totalmente práticos, pois também variam conforme o tempo, variam conforme a época e variam conforme a região. O que era sofisticado, elegante e refinado no passado pode não ser mais atualmente. E pior ainda, às vezes o que era considerado elegante no passando, as “roupas exageradas” da nobreza ocidental e oriental na idade média, por exemplo, seriam consideradas ridículas se fossem usadas hoje em dia.


Nas décadas mais recentes, o exemplo mais curioso, e que certamente está entre as exceções, foi o da rainha Elizabeth II, com seus looks com cores fortes. É impressionante, ela conseguia usar aquelas roupas, mas não cair no ridículo, provavelmente por causa do peso de seu título de rainha e sua autoconfiança. Ela podia, mas ninguém mais podia. Tente imaginar uma mulher comum andando na rua hoje em dia com aqueles tailleurs vermelhíssimos, amarelíssimos ou verdíssimos: Impossível.


A palavra sofisticação pode ter relação com tecnologia, um smartphone ou celular de último tipo, com processador ultra-rápido, por exemplo, pode ser considerado sofisticado, mas a palavra sofisticação pode também ter relação com comportamento. Por exemplo: Aquele “cara chato”, aquele sujeito “asqueroso / fedido”, mal educado, arrogante, narcisista / exibicionista, machista, mau-caráter e abusado te convida pra almoçar no final de semana, mas você não quer ser indelicada e usa uma estratégia discreta, elegante e refinada para recusar, diz que já tem compromisso ou diz que já tem namorado... Na verdade, você não tem compromisso nenhum e não tem namorado nenhum, você disse uma “mentirinha inocente” para evitá-lo... Mas se isso for “longe demais”, se ele continuar insistindo, você será obrigada a dizer a verdade, encontre uma forma sincera e franca de dizer que não tem interesse, simples assim...


CONCEITO E CONTEXTO

Logo acima, a beleza levada ao extremo, a belíssima atriz, modelo e diretora de cinema americana Angelina Jolie, sempre um exemplo de elegância e refinamento, uma referência em termos de estética e moda, com um look social muito chique, usado em um evento público alguns anos atrás. Logo abaixo, a cantora americana Madonna, também muito elegante, em um dos seus videoclipes. Ela também sabe ser refinada, mas só quando quer, quando “acorda inspirada”, só quando “dá vontade”.

A moda é uma forma de expressão social, por meio dela você diz ou tenta dizer ao mundo quem você é. A moda exerce forte influência sobre a indústria cosmética, sobre a indústria têxtil, sobre a indústria calçadista e sobre a indústria de acessórios pessoais. A indústria cosmética, por exemplo, engloba a indústria que fabrica e distribui produtos cosméticos, ou seja, produtos de beleza, embora o termo produtos de beleza possa ser estendido também para outros ramos, como calçadista, de higiene pessoal e de acessórios. Geralmente, o termo indústria cosmética inclui cosméticos de cor (para alterar ou realçar as cores da pele e dos cabelos), como base e rímel; produtos para cuidados com a pele, como hidratantes e produtos de limpeza; produtos para cuidados com os cabelos, como shampoos ou xampus, condicionadores e tinturas, para coloração, limpeza e tratamento capilar; e produtos de higiene pessoal, como espuma de banho e sabonete.


O segmento de fabricação da indústria de cosméticos é dominado por um pequeno número de corporações multinacionais que surgiram no início do século XX, mas a distribuição e a venda de cosméticos são realizadas em uma ampla gama de empresas diferentes, geralmente as varejistas ou lojas de e-commerce, embora também possam ser comercializados diretamente pelos fabricantes, como o caso específico da Avon, que utiliza o trabalho das revendedoras. Os cosméticos devem ser seguros quando utilizados pelos consumidores de acordo com as instruções do rótulo ou da maneira convencional ou esperada. Uma medida que um fabricante pode tomar para garantir a segurança de um produto cosmético é a realização de testes.


A agência reguladora americana FDA – Food and Drug Administration, por exemplo, ocasionalmente realiza testes como parte de seu programa de pesquisa ou ao investigar possíveis problemas de segurança com um produto que se pretende colocar no mercado. Tanto a indústria de cosméticos quanto os consumidores podem se beneficiar dos recursos da FDA sobre testes de produtos, principalmente no aspecto de segurança de sua utilização. Aqui no Brasil, o órgão público equivalente à FDA é a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com funções semelhantes.


As maiores empresas de cosméticos, produtos de beleza e higiene pessoal do mundo são L'Oréal , Unilever, Procter & Gamble, Estée Lauder, Coty, Nivea, Chanel, Johnson & Johnson, LMVH e Shiseido, sendo esta última japonesa. O gigantesco volume de mercado da indústria de cosméticos, produtos de beleza e higiene pessoal em todo o mundo foi de cerca de US$ 600 bilhões (dólares) em 2025, por exemplo, de acordo com algumas fontes. Quem disse que franceses não tomam banho? Pois saiba que um dos principais mercados mundiais dessa indústria está justamente na Europa, atrás apenas da América do Norte (EUA e Canadá) e da China. Além disso, a América Latina também é uma grande consumidora desse tipo de produto, incluindo o Brasil.


MAIORES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS DE BELEZA DO MUNDO

GRUPO

ORIGEM

MARCAS

FATURAMENTO

L’Oreal

França

Garnier, Loreal, Niely, Saint Laurent, Prada, Cor&Ton, Colorama, Valentino e Armani,

US$ 40 bilhões

Unilever

Reino Unido

Dove, Rexona, Seda, Lux, TRESemmé, Clear e CloseUp

US$ 50 bilhões

Estée Lauder

Estados Unidos

 

US$ 18 bilhões

P&G

Estados Unidos

Gillete, Pantene, Oral B, Head & Sholders, Aussie e Always,

US$ 84 bilhões

Beiersdorf

Alemanha

Nivea

US$ 11 bilhões

Shiseido

Japão

 

US$ 6,3 bilhões

Coty

Estados Unidos

Monange e Risqué

US$ 6 bilhões

LVMH

França

Sephora, Louis Vuitton e Dior

US$ 85 bilhões

Puig

Espanha

 

US$ 5,5 bilhões

Kao

Japão

 

US$ 10 bilhões

Johnson / Kenvue

Estados Unidos

Listerine e Sempre Livre

US$ 94 bilhões


Os valores / números acima são aproximados e podem não estar absolutamente precisos. Para números mais precisos consulte diretamente os respectivos fabricantes. O Brasil também é um grande mercado da indústria de beleza, com faturamento bruto total em 2025 de cerca de R$ 170 bilhões (reais), segundo algumas fontes. E sim, índios também tomam banho. Desde a “descoberta” do Brasil pelos portugueses, em 1500, eles já tomavam banho todos os dias e anos depois descobriu-se que eles já usavam produtos naturais, como óleo de andiroba, por exemplo, para os cabelos e pele. Atualmente, eles também usam produtos de higiene industrializados, como sabonetes.


MAIORES FABRICANTES DE PRODUTOS DE BELEZA DO BRASIL

GRUPO

ORIGEM

MARCAS

FATURAMENTO

Natura

1969

Natura e Avon

R$ 23 bilhões

Boticário

1977

Boticário, Eudora e Vult

R$ 35 bilhões

Unilever

1929

Dove, Seda e Lux

 

L’Oreal

1959

Garnier, Loreal, Niely, Cor&Ton e Colorama

R$ 19,5 bilhões

P&G

1977

Gillete, Pantene, Oral B, Head & Sholders e Always

 

Beiersdorf

1912

Nivea

 

Johnson / Kenvue

1933

Listerine e Sempre Livre

 

Jequiti

2006

Vários, incluindo perfumes, hidratantes, sabonetes, xampus e condicionadores

 

Mary Kay

1998

 

 

Hinode

1988

 

 


A INDÚSTRIA DA BELEZA

Quem disse que homem não pode ser elegante, refinado, delicado e chique ao mesmo tempo, sem perder a masculinidade? Pode sim. Logo acima, o ator britânico Henry Cavill e seu personagem Napoleon, do filme UNKLE. Logo abaixo, mais uma imagem do mesmo filme, a Itália é considerada um dos principais redutos do bom gosto mundial. Quer ser o bonitão do bairro, chamar a atenção das garotas? Preste atenção nos italianos.

A indústria da beleza é um dos ramos da atividade industrial relacionada com o segmento dos produtos cosméticos, ou seja, aqueles produtos industrializados de uso tópico que são utilizados principalmente para realçar a beleza de mulheres e homens em geral, disfarçar imperfeições físicas e/ou reduzir a aparência de velhice, além de atrair ou agradar pessoas em geral por meio do odor agradável.


No contexto da indústria da beleza também pode ser incluído o segmento dos produtos de higiene pessoal, que são usados para simples limpeza diária e/ou para evitar o mau cheiro decorrente diretamente da sujeira e suor. Nenhum desses dois segmentos é supérfluo, mas é óbvio que o segmento de higiene pessoal é mais básico e essencial. Ambos os segmentos estão diretamente relacionados com a autoestima do indivíduo, inclusive dos homens, que, naturalmente, são menos cuidadosos neste aspecto.


Trata-se de um mercado global multibilionário diretamente influenciado pela moda, que, por sua vez, é um símbolo de expressão social e de autoafirmação. A moda é tudo aquilo que ajuda você a se diferenciar dos demais, uma roupa, uma calçado, um carro, uma casa ou apartamento em bairro nobre, um barco, uma bicicleta, um clube com piscina e quadra de futebol, uma academia de ginástica, etc. No caso específico da indústria da beleza, esse mercado engloba a produção e comercialização de cosméticos, produtos para a pele, cuidados com o cabelo, fragrâncias (não confundir fragrância com flagrância, são parônimas) e procedimentos estéticos. Focada na estética, autocuidado e, frequentemente, na busca por padrões de juventude, ela abrange desde da fabricação industrial até salões de beleza.


Um pouco de vaidade não é pecado, pelo contrário, pode ser construtiva e saudável, desde que usada com moderação, sem arrogância. Ninguém é melhor do que ninguém, mas um pouco de vaidade, na dose certa, pode te ajudar a cuidar melhor de si mesmo, principalmente do seu corpo, que precisa de higiene e exercícios físicos diários. Os pontos-chave dessa indústria da beleza são a higiene pessoal, a perfumaria, a maquiagem, os dermocosméticos e os tratamentos estéticos, incluindo as cirurgias estéticas, como plásticas faciais, no caso das mulheres, e implantes de cabelos, no caso dos homens, por exemplo.


Atualmente, a indústria da beleza é impulsionada pelos influenciadores digitais, que, por sua vez, utilizam as redes sociais para fazer propaganda de produtos de beleza em geral, incluindo cosméticos, calçados, roupas íntimas e itens esportivos, além de também oferecer cursos ou dicas de moda. Dentre os maiores influenciadores digitais do Brasil estão as belas atrizes Paolla Oliveira e Bruna Marquezine, além do consultor de moda masculina Tiago Leiteque tem um site na Internet sobre moda masculina, com várias dicas. O link está abaixo, no rodapé desta página.


Por outro lado, como nada no mundo é perfeito, a indústria da beleza é criticada por criar padrões de beleza inalcançáveis pelas pessoas comuns, supostamente gerando sentimentos de inadequação e inferioridade para lucrar com a venda de produtos e procedimentos estéticos.


Por exemplo: Um estudo realizado por SS Agrawal e Pallavi Sharma sobre produtos clareadores de pele vendidos na Índia, constatou-se que o mercúrio foi detectado em todas as amostras de cremes clareadores de pele, na faixa de 0,14 ppm a 0,36 ppm. Esse estudo também observou que nenhuma das marcas testadas inclui mercúrio como ingrediente na embalagem, o que pode induzir os consumidores a erro quanto aos riscos à saúde.


Em um relatório da OMS - Organização Mundial da Saúde, afirmou-se que produtos clareadores de pele podem causar leucemia, câncer de fígado e rim e também podem resultar em graves problemas de pele. Apesar desses riscos à saúde, mulheres negras em várias partes do mundo continuam comprando cremes clareadores de pele. Portanto, consulte um médico e um psicólogo antes de usar produtos desse tipo.


A pesquisa de Choma e Prusaczyk com mulheres de cor nos Estados Unidos e na Índia mostra que a vigilância crônica do tom de pele prevê insatisfação com o tom de pele e clareamento da pele.


IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS

Alguns dos componentes encontrados nas fórmulas dos cosméticos, bem como os insumos utilizados na sua produção, têm demonstrado impacto ambiental negativo. Por exemplo, o óleo de palma é encontrado em batons e xampus, ele está associado à destruição de florestas e habitats de espécies ameaçadas de extinção, incluindo orangotangos, tigres, elefantes e rinocerontes.


Além disso, os testes em animais têm sido uma controvérsia na indústria cosmética. Os testes em animais realizados incluem o teste de irritação ocular de Draize, onde os produtos químicos de teste são aplicados nos olhos dos coelhos e deixados durante vários dias, e testes de toxicidade como LD 50, onde a toxicidade de uma substância é testada determinando a concentração na qual ela matará 50% dos animais de teste.


Devido à indignação pública, bem como a considerações financeiras e de tempo, os testes em animais na indústria cosmética têm diminuído constantemente ao longo do tempo e substituídos por testes sem animais. Um desses testes sem animais é o ToxCast da Agência de Proteção Ambiental, que tem uma precisão semelhante à dos testes em animais, mas obtém resultados com custos econômicos menores e em menos tempo.


A proibição da União Europeia à comercialização de produtos cosméticos testados em animais entrou em vigor em 2013. Existem algumas exceções a essa lei. Os dados de testes em animais para cosméticos podem ser utilizados se os dados relativos ao ingrediente utilizado no cosmético tiverem origem em testes realizados em produtos não cosméticos. Em segundo lugar, se um país fora da União Europeia exigir testes em animais e o produto cosmético tiver sido testado nesse país, a proibição também não se aplica. Os testes de cosméticos em animais continuam a ser legais em vários países, como os Estados Unidos, o Japão, a Rússia e a China.


Em alguns casos, os testes cosméticos são realizados em humanos, o que também leva a uma discussão relacionada às melhores práticas e à ética.


A MODA

Logo acima, mais um símbolo de elegância e classe, a já falecida apresentadora brasileira de TV, cantora e atriz Hebe Camargo, numa sequência de imagens das décadas de 2000 e 2010. Exuberante sim, é verdade, mas ela podia. Hebe era Hebe. Bem humorada, ela passou por vários canais de TV ao longo de sua carreira, Tupi, Record, SBT, Rede TV! e Band. Logo abaixo, mais uma imagem icônica, ela conseguiu o que parecia impossível, superar a si mesma com um deslumbrante look em um evento de gala. Absolutamente perfeito. Um detalhe curioso, mesmo cercada de muito luxo, ela sempre foi caracterizada pela modéstia.

A palavra moda é definida de várias maneiras diferentes e sua aplicação, às vezes, pode não ser bem clara, ou seja, não é um termo preciso e 100% objetivo. Embora esse termo conote diferença ou diferenciação entre grupos sociais, também pode conotar mesmice, como em referência às “modas dos anos 1960”, implicando uma uniformidade geral para uma época. Moda também pode significar as últimas tendências, mas muitas vezes pode fazer referência às modas de uma época anterior e/ou de uma região do planeta, levando ao reaparecimento de modas de um período de tempo diferente.


Mas uma coisa é certa, iniciar uma nova moda ou emplacar uma moda diferente exige coragem, bom gosto e disposição para enfrentar os olhares curiosos. Enquanto “o que está na moda” pode ser definido por uma elite estética, estimada e muitas vezes rica, que torna um visual exclusivo, como casas de moda e alta-costura, esse “visual” ou “look” pode ser ignorado por subculturas e grupos sociais que não são considerados de elite e, portanto, excluídos ou desinteressados de fazer a distinção do que é moda, simplesmente por não estarem bem informados sobre o assunto ou não terem interesse em se atualizar nesse sentido. Portanto, estar na moda não significa necessariamente receber o devido “reconhecimento pelo esforço” de estar na moda.


O conceito de moda é muitas vezes ampliado para outros tópicos que se diferenciam explicitamente do que a moda representa. Moda é diferente de modismo, pois o modismo tende a ser mais volátil e aleatório, enquanto a moda é um processo melhor estruturado, quase que avalizado ou aprovado por um grupo social e adotado pela indústria da beleza, em sentido amplo. Também é diferente de inovação, que, em tese, altera a vida social de maneira mais profunda e duradoura, geralmente de modo mais prático e menos subjetivo. A moda não é um estilo, não necessariamente, pois o estilo pode formar, por sua vez, referências culturais que podem ser usadas pela moda. Algo similar acontece com as trends, em inglês, traduzindo tendências, em português, que podem ser um caminho com o qual a moda pode se alinhar, sendo que as trends englobam o que é, foi e pode ser estabelecido pela moda.


A etimologia da palavra “moda” em diferentes línguas possui diferentes significados. Do latim “modus” se destacam algumas versões: francês e alemão (mode), italiano e espanhol (moda), que significa “maneira”. O termo em inglês fashion, traduzindo moda, em português, vem do francês “façon”, que tem sentido de produzir e fazer coisas junto a outras pessoas. O sentido literal da palavra foi perdendo sua função originária e, no século XVI, passou a ser usado para impor uma ideia de moda, uma diferenciação de classes sociais e/ou grupos sociais.


A estudiosa da moda Susan B. Kaiser afirma que todos nós somos “forçados a aparecer” diante dos outros. Segundo ela, todos são avaliados pela seu traje e a avaliação inclui a consideração de cores, materiais, silhueta e como as roupas aparecem no corpo. Roupas idênticas em estilo e material também parecem diferentes dependendo da forma do corpo do usuário.


Embora os termos moda, vestuário, traje, uniforme e estilo sejam frequentemente usados juntos, a moda difere de todos. Vestuário descreve o material e a vestimenta técnica, desprovida de qualquer significado ou conexão social, você simplesmente veste algo para não sair por aí pelado; já o termo traje passou a significar fantasias ou disfarces; o termo uniforme tem o significado de vestuário usado por um grupo profissional ou uma organização, com o objetivo de padronização; enquanto o termo estilo tem significado mais perene, como o estilo clássico, por exemplo, geralmente se referindo a roupas, calçados e acessórios mais convencionais, mais sérios, digamos, que duram muito tempo e raramente saem de moda.


O rótulo de alta-costura foi inventado pelos membros da Chambre Syndicale de la Haute Couture em Paris. Geralmente, a alta-costura está associada à atividade de criar e produzir roupas sob medida para mulheres e homens, principalmente mulheres. Assim, o (a) costureiro (a) tira as medidas do (a) cliente com fita métrica flexível e cria esboços (desenhos) de roupas sob medida. O (a) cliente escolhe os esboços que mais lhe agrada e paga por cada peça produzida artesanalmente, por costureiras (os) especializadas (os). É claro que isso não sai barato, pois há trabalho artesanal, experiente e talentoso envolvido, mas o cliente é recompensado pelo conforto de usar uma peça que se encaixa perfeitamente em seu corpo.


Portanto, a alta-costura é mais aspiracional, ela é inspirada na arte, no design e na cultura e, na maioria dos casos, reservada à elite econômica, para ser usada em momentos especiais, geralmente eventos públicos ou privados importantes, um casamento ou aniversário, por exemplo, ou de comemoração de uma data especial.


A moda é única, autorrealizável e pode ser uma parte fundamental da identidade de alguém, um instrumento de autoafirmação. Assim como na arte, o objetivo das escolhas de moda de uma pessoa não é necessariamente agradar a todos, mas ser uma expressão de gosto pessoal e de seu lugar no mundo. É uma maneira socialmente aceitável e segura de se distinguir dos outros e, ao mesmo tempo, satisfaz (pelo menos em tese) a autoestima do indivíduo ou a necessidade do indivíduo de adaptação social e imitação.


Segundo os sociólogos e filósofos europeus Georg Simmel e Gilles Lipovetsky a moda apresenta-se como um mecanismo para promover divisão de classes sociais e grupos sociais. Se fizermos um julgamento de valor sobre a moda, ela pode ser vista como algo bom ou algo ruim, mas depende do ponto de vista de cada pessoa. Simmel, por exemplo, aponta que a moda é a forma sociológica intrínseca pela qual a divisão de classes e a busca pela distinção se manifestam. Em suma, é o mecanismo de classe que dá à moda sua natureza efêmera e mutável. Lipovetsky, por outro lado, argumenta que houve divisão de classes em inúmeras sociedades sem que isso gerasse a moda, ou seja, a moda não é a causadora (ou não é culpada, se fizermos julgamento de valor) da divisão de classes, o fenômenos da divisão de classes é mais complexo, não depende exclusivamente da moda.


O problema da moda é a sua efemeridade, ela é volúvel, é instável: É cansativo se manter na moda 24 horas por dia, 7 dias por semana, porque ela muda periodicamente e o que está na moda hoje pode não estar mais na moda daqui a um, dois, três ou cinco anos. Por isso o recomendado é usá-la com moderação, não levá-la ao pé-da-letra, não levá-la a sério demais. Alguns autores mais críticos tratam a moda como a “religião do bom gosto” e, como toda religião, ela é um pouco neurótica, apegada demais às regras e proibições. Portanto, não leve a moda a sério demais, senão você vai enlouquecer, querida...


10 MANDAMENTOS DO REFINAMENTO

.

1º - Não soltais “pum” em público;

2º - Não arrotais em público;

3º - Escovais os dentes 3 vezes ao dia (de manhã, após o almoço e antes de dormir) e usais enxaguante bucal / antisséptico pelo menos 1 vez ao dia;

4º - Não falais palavrões em público;

5º - Não façais gestos obscenos em público;

6º - Para evitar mal cheiro, usais diariamente antitranspirante / desodorante nas axilas e talcos antissépticos nos calçados;

7º - Tomais pelo menos 1 banho por dia;

8º - Não aprontais “barraco” em público;

9º - Não abusais da intimidade alheia, portanto sejais discreto (a), respeitoso (a) e educado (a) com o seu próximo;

10º - Não façais xixi fora do vaso;


MODA FEMININA

Logo acima, a ex-primeira dama, dona de casa e influencer brasileira Michelle Bolsonaro, que teve autorização do marido para fazer propaganda de uma marca de cosméticos, a Augustin Fernandes. Logo abaixo, a belíssima influencer e atriz brasileira Paolla Oliveira, uma atriz da TV Globo. Os influencers são pessoas que aproveitam sua exposição na mídia, principalmente nas redes sociais, para assinar contratos de publicidade com grandes marcas de produtos de consumo. É uma forma criativa e válida de obter uma renda extra.

A chamada moda feminina é um dos dois principais segmentos da moda e, geralmente, ela está relacionada com a indústria da beleza, o que, por sua vez, tem relação direta e/ou indireta com vestuário, produtos de higiene e cosméticos, como, por exemplo, desodorantes e antitranspirantes, maquiagem em geral e limpeza de pele, shampoos / xampus e condicionadores, hidratantes de pele, protetores solares e repelentes de insetos, bolsas e vestidos, óculos de sol e, é claro, relógios.


Mas a moda feminina pode ter um sentido estendido, pode ter um sentido mais amplo, ela pode ser relacionada também para outros segmentos da economia e seus objetos, como procedimentos cirúrgico-estéticos faciais para corrigir imperfeições ou reduzir os sinais de velhice, aparelhos ortodônticos (correção da arcada dentária) e cirurgias oftalmológicas (corretivas de visão, como miopia, por exemplo), dentre outros.


De modo geral, a moda feminina engloba estilos, tendências e comportamento, funcionando como forma de autoexpressão, autoafirmação, autoconfiança e identidade pessoal. Ela vai além de roupas, calçados e acessórios funcionais, envolvendo criatividade, design (harmonia e proporção) e a representação social do corpo. Pode ser dividida em moda comercial (prática e vestível) ou moda conceitual (expressão de ideias e arte).


A moda feminina é frequentemente utilizada para elevar a autoestima da mulher e transmitir uma mensagem à sociedade através de um estilo único.


MODA MASCULINA

Logo acima, mais um exemplo icônico de como o homem pode ser elegante, refinado, delicado e chique ao mesmo tempo, mas sem perder a masculinidade, o ator britânico Daniel Craig na pele do personagem James Bond, o famoso agente secreto. Logo abaixo, os integrantes da banda de música pop brasileira JAMZ, sempre bem vestidos. A moda ajuda o indivíduo a expressar sua personalidade, é como se fosse um cartão de visitas.

A chamada moda masculina também é um dos dois principais segmentos da moda e, geralmente, ela também está relacionada com a indústria da beleza, o que, por sua vez, tem relação direta e/ou indireta com vestuário, produtos de higiene e cosméticos, como, por exemplo, desodorantes e antitranspirantes, loções para barba, shampoos / xampus e condicionadores, hidratantes de pele (sim, homem também pode usar hidratante de pele), protetores solares e repelentes de insetos, sapatos e tênis, óculos de sol e, é claro, relógios.


Mas a moda masculina pode ter um sentido estendido, pode ter um sentido mais amplo, ela pode ser relacionada também para outros segmentos da economia e seus objetos, como procedimentos cirúrgico-estéticos de implantes de cabelos (a calvície é um problema quase que exclusivamente masculino, que afeta fortemente a autoestima dos homens), aparelhos ortodônticos (correção da arcada dentária, também um fator que afeta a autoestima dos homens) e cirurgias oftalmológicas (corretivas de visão, como miopia, por exemplo), bicicletas, artigos esportivos em geral, automóveis e barcos.


Segundo a SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo de Consumo a demanda do público masculino brasileiro por produtos de beleza em geral, incluindo cosméticos, higiene pessoal e vestuário em geral, está crescendo ininterruptamente desde a década de 2000, com exceção óbvia dos anos de pandemia. Por exemplo, segundo a ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, as vendas anuais de produtos masculinos de higiene pessoal e beleza foram de mais de R$ 30 bilhões (reais) nos anos mais recentes, com tendência de alta.


DICAS DO TIAGO








GALERIA DE IMAGENS


SADE (NOTHING CAN COME)


JAMZ (MÚSICA POP)


SADE (BY YOUR SIDE)


TINA TURNER (LOSE YOU)


LADY KIER (DEEE-LITE)


A-HA (MÚSICA POP)


JANJA (PRIMEIRA-DAMA DO BRASIL)


VESPER (007 - CASSINO)


REFERÊNCIA E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Guia do Novo Homem – Editora Online
  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Cosmetic_industry
  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Moda
  • Wikimedia: Imagens

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