INDÚSTRIA DA BELEZA (ECONOMIA)
INDÚSTRIA DA BELEZA
INDÚSTRIA DA HIGIENE PESSOAL
INDÚSTRIA COSMÉTICA
SOFISTICAÇÃO E REFINAMENTO
MODA MASCULINA
MODA FEMININA
INTRODUÇÃO
Logo acima, um símbolo inquestionável de elegância, beleza, refinamento e classe, a já falecida ex-primeira dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy, numa imagem da década de 1960, na época ainda casada com seu primeiro marido, John Kennedy. Ela teve dois maridos, o segundo foi o armador grego Aristóteles Onassis, um bilionário. Logo abaixo, a discreta, refinada e elegante rainha Elizabeth II, também já falecida, com um dos seus looks formais clássicos, também da década de 1960.

A moda é um fenômeno social, cultural e estético universal e milenar que, em tese ou a princípio, possibilita ou facilita a identificação ou espelhamento de um indivíduo em um grupo social, ou seja, ela pretende inserir um indivíduo em uma classe social ou um grupo social específico. Trata-se de um conceito complexo, não totalmente preciso, não totalmente estável, não totalmente objetivo e não totalmente prático, que varia conforme o tempo, varia conforme a época.
Ela é considerada um fenômeno social por excelência e está intimamente relacionada com o conceito psicológico de espelhamento, por sua vez dividido em dois subgrupos, a identificação e a projeção. É um objeto multifacetado observado em diversas disciplinas acadêmicas, como filosofia, economia, geografia, estudos culturais, arquitetura, sociologia, psicologia, antropologia e história, por exemplo.
Discussões teóricas revelam a difícil delimitação do
tema, havendo divergências contrastantes de autores de uma mesma disciplina. Há,
portanto, um debate acadêmico contínuo sobre a conceitualização da moda, sobre
o que é moda, o seu alcance e as suas funções sociais. Uma das vertentes
científicas que tenta explicar a moda é a psicologia, por meio do conceito de
espelhamento, ou seja, “eu me aproximo e me integro a um grupo de pessoas
(identificação) e tento e/ou tendo a me afastar de quem eu não gosto ou repudio
(projeção), pra isso eu me esforço para usar roupas, calçados e acessórios
semelhantes (identificação) ao grupo que eu admiro ou desejo e evitar usar
objetos que lembrem o grupo antagônico (projeção).
Dentre todas as definições usadas para conceituar e
contextualizar a moda, a mais aceita é que a moda é um instrumento meio
subjetivo utilizado pelas camadas sociais e pelos grupos sociais específicos para se
diferenciar de outras camadas ou grupos. Por exemplo, os profissionais
executivos masculinos de alto e médio escalão do setor financeiro, científico e
acadêmico, bancário, governamental, jurídico e empresarial, geralmente urbanos,
tendem a usar terno e gravata, ou, alternativamente, camisa de manga longa ou
curta combinada com calça social esporte fino ou sarja, enquanto os
profissionais masculinos do agronegócio tendem a usar roupas e calçados menos
formais, mais robustos ou resistentes, mais adaptados ao seu ambiente de
trabalho mais rústico, como calças jeans, botas ou botinas, chapéus ou bonés (para
se proteger do sol forte), cintos de temática rural, camisas de manga curta ou até
camisetas.
Portanto, a moda pode ser interpretada como uma forma
de autoexpressão, autoafirmação e autonomia em um determinado período e lugar e
em um contexto específico, de roupas, calçados, estilo de vida, acessórios,
maquiagem, penteado e postura corporal, mas também pode ser entendida como algo
prático, pois não faria sentido usar terno, gravata e calçado fino em meio a
uma plantação de soja ou milho, por exemplo. Se o termo moda for estendido em
seu significado, a engenharia / arquitetura e a indústria de veículos também
podem ser influenciadas pela moda.
A moda exerce forte influência sobre a indústria
têxtil, a indústria calçadista, a indústria cosmética e a indústria de
acessórios pessoais. Embora não se fale muito sobre a influência da moda na
indústria automobilística ou automotiva, na indústria aeronáutica, na indústria
náutica, na indústria moveleira e na construção civil e arquitetura, ela está lá, firme e forte, se
impondo ou tentando se impor, às vezes conseguindo determinar os rumos dessas
atividades produtivas, mas às vezes não, ou seja, exagerando na dose de “originalidade”
e assim sendo rejeitada pelo público. Portanto, caro leitor, nem tudo que reluz
é ouro, se você tem medo de errar, passar vergonha ou dar vexame, então é
melhor se enquadrar “dentro da média” do que está sendo usado atualmente,
evitando ousar demais.
Sofisticação e refinamento são dois conceitos
próximos, às vezes usados como sinônimos de elegância, e também influenciam a
moda. Também são três termos meio subjetivos, meio complexos, não totalmente
precisos, não totalmente estáveis, não totalmente objetivos e não totalmente
práticos, pois também variam conforme o tempo, variam conforme a época e variam
conforme a região. O que era sofisticado, elegante e refinado no passado pode
não ser mais atualmente. E pior ainda, às vezes o que era considerado elegante
no passando, as “roupas exageradas” da nobreza ocidental e oriental na idade
média, por exemplo, seriam consideradas ridículas se fossem usadas hoje em dia.
Nas décadas mais recentes, o exemplo mais curioso, e
que certamente está entre as exceções, foi o da rainha Elizabeth II, com seus looks com cores fortes. É
impressionante, ela conseguia usar aquelas roupas, mas não cair no ridículo,
provavelmente por causa do peso de seu título de rainha e sua autoconfiança.
Ela podia, mas ninguém mais podia. Tente imaginar uma mulher comum andando na
rua hoje em dia com aqueles tailleurs
vermelhíssimos, amarelíssimos ou verdíssimos: Impossível.
A palavra sofisticação pode ter relação com
tecnologia, um smartphone ou celular de último tipo, com processador ultra-rápido, por
exemplo, pode ser considerado sofisticado, mas a palavra sofisticação pode
também ter relação com comportamento. Por exemplo: Aquele “cara chato”, aquele
sujeito “asqueroso / fedido”, mal educado, arrogante, narcisista /
exibicionista, machista, mau-caráter e abusado te convida pra almoçar no final
de semana, mas você não quer ser indelicada e usa uma estratégia discreta,
elegante e refinada para recusar, diz que já tem compromisso ou diz que já tem
namorado... Na verdade, você não tem compromisso nenhum e não tem namorado
nenhum, você disse uma “mentirinha inocente” para evitá-lo... Mas se isso for “longe
demais”, se ele continuar insistindo, você será obrigada a dizer a verdade,
encontre uma forma sincera e franca de dizer que não tem interesse, simples
assim...
CONCEITO E CONTEXTO
Logo acima, a beleza levada ao extremo, a belíssima atriz, modelo e diretora de cinema americana Angelina Jolie, sempre um exemplo de elegância e refinamento, uma referência em termos de estética e moda, com um look social muito chique, usado em um evento público alguns anos atrás. Logo abaixo, a cantora americana Madonna, também muito elegante, em um dos seus videoclipes. Ela também sabe ser refinada, mas só quando quer, quando “acorda inspirada”, só quando “dá vontade”.

A moda é uma forma de expressão social, por meio dela você diz ou tenta dizer ao mundo quem você é. A moda exerce forte influência sobre a indústria cosmética, sobre a indústria têxtil, sobre a indústria calçadista e sobre a indústria de acessórios pessoais. A indústria cosmética, por exemplo, engloba a indústria que fabrica e distribui produtos cosméticos, ou seja, produtos de beleza, embora o termo produtos de beleza possa ser estendido também para outros ramos, como calçadista, de higiene pessoal e de acessórios. Geralmente, o termo indústria cosmética inclui cosméticos de cor (para alterar ou realçar as cores da pele e dos cabelos), como base e rímel; produtos para cuidados com a pele, como hidratantes e produtos de limpeza; produtos para cuidados com os cabelos, como shampoos ou xampus, condicionadores e tinturas, para coloração, limpeza e tratamento capilar; e produtos de higiene pessoal, como espuma de banho e sabonete.
O segmento de fabricação da indústria de cosméticos é
dominado por um pequeno número de corporações multinacionais que surgiram no
início do século XX, mas a distribuição e a venda de cosméticos são realizadas
em uma ampla gama de empresas diferentes, geralmente as varejistas ou lojas de
e-commerce, embora também possam ser comercializados diretamente pelos
fabricantes, como o caso específico da Avon, que utiliza o trabalho das
revendedoras. Os cosméticos devem ser seguros quando utilizados pelos
consumidores de acordo com as instruções do rótulo ou da maneira convencional
ou esperada. Uma medida que um fabricante pode tomar para garantir a segurança
de um produto cosmético é a realização de testes.
A agência reguladora americana FDA – Food and Drug Administration, por exemplo, ocasionalmente
realiza testes como parte de seu programa de pesquisa ou ao investigar
possíveis problemas de segurança com um produto que se pretende colocar no
mercado. Tanto a indústria de cosméticos quanto os consumidores podem se
beneficiar dos recursos da FDA sobre testes de produtos, principalmente no
aspecto de segurança de sua utilização. Aqui no Brasil, o órgão público
equivalente à FDA é a Anvisa – Agência
Nacional de Vigilância Sanitária, com funções semelhantes.
As maiores empresas de cosméticos, produtos de beleza
e higiene pessoal do mundo são L'Oréal ,
Unilever, Procter & Gamble, Estée Lauder, Coty, Nivea, Chanel, Johnson
& Johnson, LMVH e Shiseido,
sendo esta última japonesa. O gigantesco volume de mercado da indústria de
cosméticos, produtos de beleza e higiene pessoal em todo o mundo foi de cerca
de US$ 600 bilhões (dólares) em 2025, por exemplo, de acordo com algumas fontes.
Quem disse que franceses não tomam banho? Pois saiba que um dos principais
mercados mundiais dessa indústria está justamente na Europa, atrás apenas da
América do Norte (EUA e Canadá) e da China. Além disso, a América Latina também
é uma grande consumidora desse tipo de produto, incluindo o Brasil.
|
MAIORES MULTINACIONAIS DE PRODUTOS DE BELEZA DO
MUNDO |
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|
GRUPO |
ORIGEM |
MARCAS |
FATURAMENTO |
|
L’Oreal |
França |
Garnier, Loreal, Niely, Saint Laurent, Prada,
Cor&Ton, Colorama, Valentino e Armani, |
US$ 40 bilhões |
|
Unilever |
Reino Unido |
Dove, Rexona, Seda, Lux, TRESemmé, Clear e CloseUp |
US$ 50 bilhões |
|
Estée Lauder |
Estados Unidos |
|
US$ 18 bilhões |
|
P&G |
Estados Unidos |
Gillete, Pantene, Oral B, Head & Sholders, Aussie
e Always, |
US$ 84 bilhões |
|
Beiersdorf |
Alemanha |
Nivea |
US$ 11 bilhões |
|
Shiseido |
Japão |
|
US$ 6,3 bilhões |
|
Coty |
Estados Unidos |
Monange e Risqué |
US$ 6 bilhões |
|
LVMH |
França |
Sephora, Louis Vuitton e Dior |
US$ 85 bilhões |
|
Puig |
Espanha |
|
US$ 5,5 bilhões |
|
Kao |
Japão |
|
US$ 10 bilhões |
|
Johnson / Kenvue |
Estados Unidos |
Listerine e Sempre Livre |
US$ 94 bilhões |
Os valores / números acima são aproximados e podem não
estar absolutamente precisos. Para números mais precisos consulte diretamente
os respectivos fabricantes. O Brasil também é um grande mercado da indústria de
beleza, com faturamento bruto total em 2025 de cerca de R$ 170 bilhões (reais),
segundo algumas fontes. E sim, índios também tomam banho. Desde a “descoberta”
do Brasil pelos portugueses, em 1500, eles já tomavam banho todos os dias e
anos depois descobriu-se que eles já usavam produtos naturais, como óleo de
andiroba, por exemplo, para os cabelos e pele. Atualmente, eles também usam
produtos de higiene industrializados, como sabonetes.
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MAIORES FABRICANTES DE PRODUTOS DE BELEZA DO BRASIL |
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GRUPO |
ORIGEM |
MARCAS |
FATURAMENTO |
|
Natura |
1969 |
Natura e Avon |
R$ 23 bilhões |
|
Boticário |
1977 |
Boticário, Eudora e Vult |
R$ 35 bilhões |
|
Unilever |
1929 |
Dove, Seda e Lux |
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L’Oreal |
1959 |
Garnier, Loreal, Niely, Cor&Ton e Colorama |
R$ 19,5 bilhões |
|
P&G |
1977 |
Gillete, Pantene, Oral B, Head & Sholders e
Always |
|
|
Beiersdorf |
1912 |
Nivea |
|
|
Johnson / Kenvue |
1933 |
Listerine e Sempre Livre |
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|
Jequiti |
2006 |
Vários, incluindo perfumes, hidratantes, sabonetes,
xampus e condicionadores |
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Mary Kay |
1998 |
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Hinode |
1988 |
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A INDÚSTRIA DA BELEZA
Quem disse que homem não pode ser elegante, refinado, delicado e chique ao mesmo tempo, sem perder a masculinidade? Pode sim. Logo acima, o ator britânico Henry Cavill e seu personagem Napoleon, do filme UNKLE. Logo abaixo, mais uma imagem do mesmo filme, a Itália é considerada um dos principais redutos do bom gosto mundial. Quer ser o bonitão do bairro, chamar a atenção das garotas? Preste atenção nos italianos.
A indústria da beleza é um dos ramos da atividade industrial relacionada com o segmento dos produtos cosméticos, ou seja, aqueles produtos industrializados de uso tópico que são utilizados principalmente para realçar a beleza de mulheres e homens em geral, disfarçar imperfeições físicas e/ou reduzir a aparência de velhice, além de atrair ou agradar pessoas em geral por meio do odor agradável.
No contexto da indústria da beleza também pode ser incluído o segmento dos produtos de higiene pessoal, que são usados para simples limpeza diária e/ou para evitar o mau cheiro decorrente diretamente da sujeira e suor. Nenhum desses dois segmentos é supérfluo, mas é óbvio que o segmento de higiene pessoal é mais básico e essencial. Ambos os segmentos estão diretamente relacionados com a autoestima do indivíduo, inclusive dos homens, que, naturalmente, são menos cuidadosos neste aspecto.
Trata-se de um mercado global multibilionário diretamente
influenciado pela moda, que, por sua vez, é um símbolo de expressão social e de
autoafirmação. A moda é tudo aquilo que ajuda você a se diferenciar dos demais,
uma roupa, uma calçado, um carro, uma casa ou apartamento em bairro nobre, um
barco, uma bicicleta, um clube com piscina e quadra de futebol, uma academia de ginástica, etc.
No caso específico da indústria da beleza, esse mercado engloba a produção e
comercialização de cosméticos, produtos para a pele, cuidados com o cabelo,
fragrâncias (não confundir fragrância com flagrância, são parônimas) e
procedimentos estéticos. Focada na estética, autocuidado e, frequentemente, na
busca por padrões de juventude, ela abrange desde da fabricação industrial até
salões de beleza.
Um pouco de vaidade não é pecado, pelo contrário,
pode ser construtiva e saudável, desde que usada com moderação, sem arrogância. Ninguém é
melhor do que ninguém, mas um pouco de vaidade, na dose certa, pode te ajudar a
cuidar melhor de si mesmo, principalmente do seu corpo, que precisa de higiene
e exercícios físicos diários. Os pontos-chave dessa indústria da beleza são a higiene
pessoal, a perfumaria, a maquiagem, os dermocosméticos e os tratamentos
estéticos, incluindo as cirurgias estéticas, como plásticas faciais, no caso
das mulheres, e implantes de cabelos, no caso dos homens, por exemplo.
Atualmente, a indústria da beleza é impulsionada pelos influenciadores digitais, que, por sua vez, utilizam as redes sociais para fazer propaganda de produtos de beleza em geral, incluindo cosméticos, calçados, roupas íntimas e itens esportivos, além de também oferecer cursos ou dicas de moda. Dentre os maiores influenciadores digitais do Brasil estão as belas atrizes Paolla Oliveira e Bruna Marquezine, além do consultor de moda masculina Tiago Leite, que tem um site na Internet sobre moda masculina, com várias dicas. O link está abaixo, no rodapé desta página.
Por outro lado, como nada no mundo é perfeito, a
indústria da beleza é criticada por criar padrões de beleza inalcançáveis pelas
pessoas comuns, supostamente gerando sentimentos de inadequação e inferioridade
para lucrar com a venda de produtos e procedimentos estéticos.
Por exemplo: Um estudo realizado por SS Agrawal e
Pallavi Sharma sobre produtos clareadores de pele vendidos na Índia,
constatou-se que o mercúrio foi detectado em todas as amostras de cremes
clareadores de pele, na faixa de 0,14 ppm a 0,36 ppm. Esse estudo também
observou que nenhuma das marcas testadas inclui mercúrio como ingrediente na
embalagem, o que pode induzir os consumidores a erro quanto aos riscos à saúde.
Em um relatório da OMS - Organização Mundial da Saúde,
afirmou-se que produtos clareadores de pele podem causar leucemia, câncer de
fígado e rim e também podem resultar em graves problemas de pele. Apesar desses
riscos à saúde, mulheres negras em várias partes do mundo continuam comprando
cremes clareadores de pele. Portanto, consulte um médico e um psicólogo antes
de usar produtos desse tipo.
A pesquisa de Choma e Prusaczyk com mulheres de cor
nos Estados Unidos e na Índia mostra que a vigilância crônica do tom de pele
prevê insatisfação com o tom de pele e clareamento da pele.
IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS
Alguns dos componentes encontrados nas fórmulas dos cosméticos, bem como os insumos utilizados na sua produção, têm demonstrado impacto ambiental negativo. Por exemplo, o óleo de palma é encontrado em batons e xampus, ele está associado à destruição de florestas e habitats de espécies ameaçadas de extinção, incluindo orangotangos, tigres, elefantes e rinocerontes.
Além disso, os testes em animais têm sido uma
controvérsia na indústria cosmética. Os testes em animais realizados incluem o
teste de irritação ocular de Draize, onde os produtos químicos de teste são
aplicados nos olhos dos coelhos e deixados durante vários dias, e testes de
toxicidade como LD 50, onde a toxicidade de uma substância é testada
determinando a concentração na qual ela matará 50% dos animais de teste.
Devido à indignação pública, bem como a considerações
financeiras e de tempo, os testes em animais na indústria cosmética têm diminuído
constantemente ao longo do tempo e substituídos por testes sem animais. Um
desses testes sem animais é o ToxCast da Agência de Proteção Ambiental, que tem
uma precisão semelhante à dos testes em animais, mas obtém resultados com
custos econômicos menores e em menos tempo.
A proibição da União Europeia à comercialização de
produtos cosméticos testados em animais entrou em vigor em 2013. Existem
algumas exceções a essa lei. Os dados de testes em animais para cosméticos
podem ser utilizados se os dados relativos ao ingrediente utilizado no
cosmético tiverem origem em testes realizados em produtos não cosméticos. Em
segundo lugar, se um país fora da União Europeia exigir testes em animais e o
produto cosmético tiver sido testado nesse país, a proibição também não se
aplica. Os testes de cosméticos em animais continuam a ser legais em vários
países, como os Estados Unidos, o Japão, a Rússia e a China.
Em alguns casos, os testes cosméticos são realizados
em humanos, o que também leva a uma discussão relacionada às melhores práticas
e à ética.
A MODA
Logo acima, mais um símbolo de elegância e classe, a já falecida apresentadora brasileira de TV, cantora e atriz Hebe Camargo, numa sequência de imagens das décadas de 2000 e 2010. Exuberante sim, é verdade, mas ela podia. Hebe era Hebe. Bem humorada, ela passou por vários canais de TV ao longo de sua carreira, Tupi, Record, SBT, Rede TV! e Band. Logo abaixo, mais uma imagem icônica, ela conseguiu o que parecia impossível, superar a si mesma com um deslumbrante look em um evento de gala. Absolutamente perfeito. Um detalhe curioso, mesmo cercada de muito luxo, ela sempre foi caracterizada pela modéstia.
A palavra moda é definida de várias maneiras diferentes e sua aplicação, às vezes, pode não ser bem clara, ou seja, não é um termo preciso e 100% objetivo. Embora esse termo conote diferença ou diferenciação entre grupos sociais, também pode conotar mesmice, como em referência às “modas dos anos 1960”, implicando uma uniformidade geral para uma época. Moda também pode significar as últimas tendências, mas muitas vezes pode fazer referência às modas de uma época anterior e/ou de uma região do planeta, levando ao reaparecimento de modas de um período de tempo diferente.
Mas uma coisa é certa, iniciar uma nova moda ou emplacar uma moda diferente exige coragem, bom gosto e disposição para enfrentar os olhares curiosos. Enquanto “o que está na moda” pode ser definido por uma elite estética, estimada e muitas vezes rica, que torna um visual exclusivo, como casas de moda e alta-costura, esse “visual” ou “look” pode ser ignorado por subculturas e grupos sociais que não são considerados de elite e, portanto, excluídos ou desinteressados de fazer a distinção do que é moda, simplesmente por não estarem bem informados sobre o assunto ou não terem interesse em se atualizar nesse sentido. Portanto, estar na moda não significa necessariamente receber o devido “reconhecimento pelo esforço” de estar na moda.
O conceito de moda é muitas vezes ampliado para outros
tópicos que se diferenciam explicitamente do que a moda representa. Moda é
diferente de modismo, pois o modismo tende a ser mais volátil e aleatório,
enquanto a moda é um processo melhor estruturado, quase que avalizado ou
aprovado por um grupo social e adotado pela indústria da beleza, em sentido
amplo. Também é diferente de inovação, que, em tese, altera a vida social de
maneira mais profunda e duradoura, geralmente de modo mais prático e menos
subjetivo. A moda não é um estilo, não necessariamente, pois o estilo pode
formar, por sua vez, referências culturais que podem ser usadas pela moda. Algo
similar acontece com as trends, em
inglês, traduzindo tendências, em português, que podem ser um caminho com o
qual a moda pode se alinhar, sendo que as trends
englobam o que é, foi e pode ser estabelecido pela moda.
A etimologia da palavra “moda” em diferentes línguas
possui diferentes significados. Do latim “modus” se destacam algumas versões:
francês e alemão (mode), italiano e espanhol (moda), que significa “maneira”. O
termo em inglês fashion, traduzindo
moda, em português, vem do francês
“façon”, que tem sentido de produzir e fazer coisas junto a outras pessoas. O
sentido literal da palavra foi perdendo sua função originária e, no século XVI,
passou a ser usado para impor uma ideia de moda, uma diferenciação de
classes sociais e/ou grupos sociais.
A estudiosa da moda Susan B. Kaiser afirma que todos nós
somos “forçados a aparecer” diante dos outros. Segundo ela, todos são avaliados
pela seu traje e a avaliação inclui a consideração de cores, materiais,
silhueta e como as roupas aparecem no corpo. Roupas idênticas em estilo e
material também parecem diferentes dependendo da forma do corpo do usuário.
Embora os termos moda, vestuário, traje, uniforme e estilo sejam
frequentemente usados juntos, a moda difere de todos. Vestuário descreve o
material e a vestimenta técnica, desprovida de qualquer significado ou conexão
social, você simplesmente veste algo para não sair por aí pelado; já o termo traje
passou a significar fantasias ou disfarces; o termo uniforme tem o significado de vestuário usado por um grupo profissional ou uma organização, com o objetivo de padronização; enquanto o termo estilo tem
significado mais perene, como o estilo clássico, por exemplo, geralmente se
referindo a roupas, calçados e acessórios mais convencionais, mais sérios, digamos,
que duram muito tempo e raramente saem de moda.
O rótulo de alta-costura foi inventado pelos membros
da Chambre Syndicale de la Haute Couture em Paris. Geralmente, a alta-costura
está associada à atividade de criar e produzir roupas sob medida para mulheres
e homens, principalmente mulheres. Assim, o (a) costureiro (a) tira as medidas do
(a) cliente com fita métrica flexível e cria esboços (desenhos) de roupas sob
medida. O (a) cliente escolhe os esboços que mais lhe agrada e paga por cada
peça produzida artesanalmente, por costureiras (os) especializadas (os). É
claro que isso não sai barato, pois há trabalho artesanal, experiente e
talentoso envolvido, mas o cliente é recompensado pelo conforto de usar uma
peça que se encaixa perfeitamente em seu corpo.
Portanto, a alta-costura é mais aspiracional, ela é inspirada
na arte, no design e na cultura e, na maioria dos casos, reservada à elite econômica, para
ser usada em momentos especiais, geralmente eventos públicos ou privados
importantes, um casamento ou aniversário, por exemplo, ou de comemoração de uma
data especial.
A moda é única, autorrealizável e pode ser uma parte
fundamental da identidade de alguém, um instrumento de autoafirmação. Assim
como na arte, o objetivo das escolhas de moda de uma pessoa não é
necessariamente agradar a todos, mas ser uma expressão de gosto pessoal e de
seu lugar no mundo. É uma maneira socialmente aceitável e segura de se
distinguir dos outros e, ao mesmo tempo, satisfaz (pelo menos em tese) a autoestima
do indivíduo ou a necessidade do indivíduo de adaptação social e imitação.
Segundo os sociólogos e filósofos europeus Georg Simmel
e Gilles Lipovetsky a moda apresenta-se como um mecanismo para promover divisão
de classes sociais e grupos sociais. Se fizermos um julgamento de valor sobre a
moda, ela pode ser vista como algo bom ou algo ruim, mas depende do ponto de vista
de cada pessoa. Simmel, por exemplo, aponta que a moda é a forma sociológica
intrínseca pela qual a divisão de classes e a busca pela distinção se
manifestam. Em suma, é o mecanismo de classe que dá à moda sua natureza efêmera
e mutável. Lipovetsky, por outro lado, argumenta que houve divisão de classes em
inúmeras sociedades sem que isso gerasse a moda, ou seja, a moda não é a
causadora (ou não é culpada, se fizermos julgamento de valor) da divisão de classes,
o fenômenos da divisão de classes é mais complexo, não depende exclusivamente da moda.
O problema da moda é a sua efemeridade, ela é volúvel,
é instável: É cansativo se manter na moda 24 horas por dia, 7 dias por semana, porque
ela muda periodicamente e o que está na moda hoje pode não estar mais na moda
daqui a um, dois, três ou cinco anos. Por isso o recomendado é usá-la com
moderação, não levá-la ao pé-da-letra, não levá-la a sério demais. Alguns
autores mais críticos tratam a moda como a “religião do bom gosto” e, como
toda religião, ela é um pouco neurótica, apegada demais às regras e proibições.
Portanto, não leve a moda a sério demais, senão você vai enlouquecer,
querida...
10 MANDAMENTOS DO
REFINAMENTO
.
1º - Não soltais “pum” em público;
2º - Não arrotais em público;
3º - Escovais os dentes 3 vezes ao dia (de manhã, após
o almoço e antes de dormir) e usais enxaguante bucal / antisséptico pelo menos 1
vez ao dia;
4º - Não falais palavrões em público;
5º - Não façais gestos obscenos em público;
6º - Para evitar mal cheiro, usais diariamente
antitranspirante / desodorante nas axilas e talcos antissépticos nos calçados;
7º - Tomais pelo menos 1 banho por dia;
8º - Não aprontais “barraco” em público;
9º - Não abusais da intimidade alheia, portanto sejais
discreto (a), respeitoso (a) e educado (a) com o seu próximo;
10º - Não façais xixi fora do vaso;
MODA FEMININA
Logo acima, a ex-primeira dama, dona de casa e influencer brasileira Michelle Bolsonaro, que teve autorização do marido para fazer propaganda de uma marca de cosméticos, a Augustin Fernandes. Logo abaixo, a belíssima influencer e atriz brasileira Paolla Oliveira, uma atriz da TV Globo. Os influencers são pessoas que aproveitam sua exposição na mídia, principalmente nas redes sociais, para assinar contratos de publicidade com grandes marcas de produtos de consumo. É uma forma criativa e válida de obter uma renda extra.
A chamada
moda feminina é um dos dois principais segmentos da moda e, geralmente, ela
está relacionada com a indústria da beleza, o que, por sua vez, tem relação
direta e/ou indireta com vestuário, produtos de higiene e cosméticos, como, por
exemplo, desodorantes e antitranspirantes, maquiagem em geral e limpeza de pele, shampoos /
xampus e condicionadores, hidratantes de pele, protetores solares e repelentes
de insetos, bolsas e vestidos, óculos de sol e, é claro, relógios.
Mas a moda feminina
pode ter um sentido estendido, pode ter um sentido mais amplo, ela pode ser
relacionada também para outros segmentos da economia e seus objetos, como
procedimentos cirúrgico-estéticos faciais para corrigir imperfeições ou reduzir
os sinais de velhice, aparelhos ortodônticos (correção da arcada dentária) e cirurgias
oftalmológicas (corretivas de visão, como miopia, por exemplo), dentre outros.
De modo geral, a moda feminina engloba estilos,
tendências e comportamento, funcionando como forma de autoexpressão, autoafirmação, autoconfiança e identidade pessoal. Ela vai além de roupas, calçados e acessórios funcionais, envolvendo
criatividade, design (harmonia e proporção) e a representação social do corpo.
Pode ser dividida em moda comercial (prática e vestível) ou moda conceitual
(expressão de ideias e arte).
A moda feminina é frequentemente utilizada para elevar
a autoestima da mulher e transmitir uma mensagem à sociedade através de um
estilo único.
MODA
MASCULINA
Logo acima, mais um exemplo icônico de como o homem pode ser elegante, refinado, delicado e chique ao mesmo tempo, mas sem perder a masculinidade, o ator britânico Daniel Craig na pele do personagem James Bond, o famoso agente secreto. Logo abaixo, os integrantes da banda de música pop brasileira JAMZ, sempre bem vestidos. A moda ajuda o indivíduo a expressar sua personalidade, é como se fosse um cartão de visitas.

A chamada moda masculina também é um dos dois principais segmentos da moda e, geralmente, ela também está relacionada com a indústria da beleza, o que, por sua vez, tem relação direta e/ou indireta com vestuário, produtos de higiene e cosméticos, como, por exemplo, desodorantes e antitranspirantes, loções para barba, shampoos / xampus e condicionadores, hidratantes de pele (sim, homem também pode usar hidratante de pele), protetores solares e repelentes de insetos, sapatos e tênis, óculos de sol e, é claro, relógios.
Mas a moda
masculina pode ter um sentido estendido, pode ter um sentido mais amplo, ela
pode ser relacionada também para outros segmentos da economia e seus objetos,
como procedimentos cirúrgico-estéticos de implantes de cabelos (a calvície é um
problema quase que exclusivamente masculino, que afeta fortemente a autoestima
dos homens), aparelhos ortodônticos (correção da arcada dentária, também um
fator que afeta a autoestima dos homens) e cirurgias oftalmológicas (corretivas
de visão, como miopia, por exemplo), bicicletas, artigos esportivos em geral,
automóveis e barcos.
Segundo a
SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo de Consumo a demanda do público masculino
brasileiro por produtos de beleza em geral, incluindo cosméticos, higiene
pessoal e vestuário em geral, está crescendo ininterruptamente desde a década
de 2000, com exceção óbvia dos anos de pandemia. Por exemplo, segundo a ABIHPEC
– Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e
Cosméticos, as vendas anuais de produtos masculinos de higiene pessoal e beleza
foram de mais de R$ 30 bilhões (reais) nos anos mais recentes, com tendência de
alta.
DICAS DO TIAGO
GALERIA DE IMAGENS
SADE (NOTHING CAN COME)
JAMZ (MÚSICA POP)
SADE (BY YOUR SIDE)
TINA TURNER (LOSE YOU)
LADY KIER (DEEE-LITE)
A-HA (MÚSICA POP)
JANJA (PRIMEIRA-DAMA DO BRASIL)

VESPER (007 - CASSINO)
REFERÊNCIA E SUGESTÃO DE
LEITURA
- Tiago Leite: https://metodogai.com/e-book-guia-de-looks-copy/
- Guia do Novo Homem – Editora Online
- Correio Braziliense: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/01/5063532-moda-e-politica-os-looks-de-janja-vao-alem-e-evidenciam-sua-personalidade.html
- Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Cosmetic_industry
- O Globo / Globo.com: https://oglobo.globo.com/ela/gente/jackie-kennedy-ficou-horrorizada-com-namoro-entre-filho-madonna-24006188
- ABIHPEC - Associação: https://abihpec.org.br/mercado-masculino-avanca-94-em-5-anos/
- O Globo / Globo.com: https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2024/05/michelle-bolsonaro-faz-publi-de-perfume-com-bolsonaro-flavio-e-eduardo-como-garotos-propaganda.ghtml
- Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Moda
- Universa / UOL: https://www.uol.com.br/universa/noticias/reuters/2012/11/01/guias-de-estilo-britanicos-ajudam-homens-a-se-vestir-como-james-bond.htm
- Fisa (Venezuela): https://www.fisa.com.ve/QuienesSomos.html
- Wikimedia: Imagens


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