ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO (FILME)

ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO (NO BRASIL)
ALIEN – O 8º PASSAGEIRO (NO BRASIL)
ALIEN (ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E INGLATERRA)
ALIEN – EL OCTAVO PASEJERO (ESPANHA E AMÉRICA LATINA)
ALIEN – LE HUITIÈME PASSAGER (NA FRANÇA)


INTRODUÇÃO

Alien – O Oitavo Passageiro é um clássico filme dos gêneros ficção científica, drama, suspense e terror, um longa metragem escrito, produzido e filmado em definição padrão nos Estados Unidos e na Inglaterra, na década de 1970, concluído antes do final dessa década e com lançamento em cinemas americanos, europeus e brasileiros em 1979 e 1980, dirigido pelo britânico Ridley Scott e tendo como atriz principal ou protagonista a americana Sigourney Weaver, como a tenente Ellen Ripley, além das talentosas participações dos atores e atrizes coadjuvantes e antagonista Tom Skerritt, Veronica Cartwright, John Hurt e Iam Holm, estes dois já falecidos, todos eles entre os personagens principais, coadjuvantes e antagonistas de cinema mais marcantes das décadas de 1970 e 1980.


O filme contou com a atuação de alguns atores e atriz de primeira linha, desempenhando papéis coadjuvantes e antagonista, dentre eles e ela o americano Tom Skerritt, como Arthur Dallas, o capitão da nave espacial civil cargueira Nostromo, encarregado de conduzir a nave do planeta Thedus até o planeta Terra, com mais de 20.000.000 de toneladas de minério; a britânica Veronica Cartwright, como a navegadora Joan Lambert; o britânico John Hurt, interpretando o primeiro oficial Thomas Kane; o britânico Iam Holm, interpretando o cientista e médico de bordo Ash; o americano Harry Stanton, interpretando o mecânico Samuel Brett; e o americano Yaphet Kotto, interpretando o também mecânico Dennis Parker, totalizando sete personagens, além, é claro, da criatura alienígena que dá o título ao filme, como o “oitavo passageiro” da nave.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Alien – O Oitavo Passageiro, cujo título original, em inglês, é Alien (pronuncia-se Eilien ou Êlhen), é um clássico filme americano e britânico de ficção científica da década de 1970, dirigido pelo britânico Ridley Scott, cujo roteiro foi escrito e reescrito pelo menos oito vezes, começando por Dan O’Brannon e Ronald Shusett, os dois roteiristas principais, mas com algumas cenas acrescentadas por David Giler, Walter Hill e Gordon Carroll, até chegar à versão final de roteiro aprovada por David O’Brannon, Ronald Shusett, Ridley Scott e pela própria 20th Century Fox, o estúdio de cinema responsável pela distribuição do filme.


Pelo menos uma parte do roteiro final aprovado foi baseada em alguns filmes de ficção científica pouco conhecidos de anos anteriores ao lançamento do filme, como, por exemplo, o americano The Thing From Another World, de 1951; o também americano Forbidden Planet, de 1956; e o italiano Terrore Nello Spazio ou Planeta dos Vampiros, de 1965;  além de alguns livros e revistas de quadrinhos ou gibis, como, por exemplo, Junkyard, da década de 1970; e Stranger Relation, também da década de 1970, todos esses também abordando, em alguma medida, algumas questões filosóficas, sociológicas, psicológicas, políticas, sociais, religiosas e comportamentais ou sentimentais.


Além deles, o filme clássico de terror e suspense Tubarão, de 1975, um grande sucesso do cinema americano, dirigido pelo icônico Steven Spielberg, serviu de inspiração ou referência, em alguma medida,  para o diretor Ridley Scott conduzir as gravações.


O filme é estrelado pela já conhecida atriz principal Sigouney Weaver, a icônica interprete da tenente Ellen Ripley, uma mulher emocionalmente forte e estável, disciplinada, determinada e resiliente, ao contrário da personagem coadjuvante Joan Lambert, mais sensível, medrosa, pessimista e emocionalmente frágil, interpretada com excelência por Veronica Cartwight, dentre outros atores muito bons. Já o principal antagonista (vilão) da história não é um ser humano, é uma criatura alienígena não inteligente, ou seja, é puramente instintiva, de comportamento muito agressivo e que utiliza corpos de seres humanos como incubadores de embriões ou fetos, para reprodução de novos indivíduos da mesma espécie alienígena...


Ele conta a história, no futuro, do drama e suspense sério pelo qual passa a tripulação de uma nave civil de transporte espacial de cargas chamada Nostromo, de propriedade da empresa terrestre de mineração Weyland-Yutani, cujos executivos e investidores inescrupulosos e gananciosos sujeitam a própria tripulação da nave a um tipo de trabalho que não é, originalmente, o seu perfil, ou seja, os tripulantes são, na prática, obrigados a executar um trabalho que não é deles, eles não foram originalmente treinados para lidar com a pesquisa e exploração espacial de formas de vida desconhecidas...


E essa inexperiência lhes custa muito caro...


O filme conta uma história em que, no futuro, cientistas e grandes corporações privadas, com autorização dos governos mundiais, buscam novas formas de produzir substâncias capazes de alongar a vida de seres humanos, produzir remédios reparadores de tecidos e/ou órgãos humanos, além de produzir armas biológicas, ou seja, venenos, a partir da pesquisa de formas de vida desconhecidas disponíveis em outros planetas, incluindo criaturas alienígenas não inteligentes.


O que, a princípio, seria algo nobre, a pesquisa científica para melhorar a qualidade de vida de seres humanos, se torna um desastre, uma tragédia anunciada, uma “lambança”, como se costuma dizer aqui no Brasil, um mau exemplo de como uma pequena parte da humanidade, inclusive parte das elites industriais, se tornou moralmente e eticamente decadente e inescrupulosa, corrupta, gananciosa, sujeitando outros seres humanos, estes sim inocentes, a riscos altíssimos...


Trata-se de um dos mais emblemáticos e impressionantes filmes da década de 1970, um dos mais elogiados pela crítica mundial e bem aceito pelo público, considerado um cult do cinema, inclusive, com um orçamento de US$ 11 milhões, em valores da época, e uma ótima arrecadação de US$ 104 milhões, em valores atuais, incluindo a arrecadação nos primeiros anos de exibição no cinema e em licenciamentos posteriores para TV aberta, TV paga, mídias físicas e streaming.


O filme foi levado massivamente para as telas de TV aberta e TV paga, disponibilizado em mídias físicas, como VHS, DVD e Blu-ray, anos depois, e disponibilizado, nos anos mais recentes, pelas plataformas de streaming.


No mesmo ano e nas décadas seguintes, inúmeros outros filmes de alta qualidade voltaram a abordar o mesmo tema sério, a hipótese (ou já é uma certeza? pense nisso...) da existência de inúmeras espécies de seres alienígenas no Universo, desde seres mais simples, como bactérias e vírus, por exemplo, até seres mais complexos, parte deles inteligente e racional e outra parte irracional, dentre eles Jornada nas Estrelas, de 1979; Chegada, de 2016; Revolt, de 2017; Predador, de 1987; Sputnik, de 2020; e Duna, de 2021; dentre outros.


A impressionante estética do filme, incluindo cenários, guarda-roupas (figurino) e a criatura alienígena, esteve a cargo dos designers Hans Giger, Ron Cobb e Chris Foss, dentre outros, enquanto a fotografia esteve a cargo de Derek Vanlint. Além disso, a direção de arte esteve sob a responsabilidade de Michael Seymour e a edição de imagens e sons sob a responsabilidade de Terence Rawlings, o que resultou na alta qualidade e na sofisticação do filme em geral, considerando os padrões da época, é claro, considerado entre os melhores filmes da década de 1970 e que até hoje impressiona pelo realismo.


Os dublês Bolaji Badejo, Eddie Powell e Roy Scammell, que interpretaram a criatura alienígena, foram escolhidos a dedo pela produção do filme. O primeiro, por exemplo, tinha 2,2 metros de altura e apenas 70 kg, ou seja, era muito magro, portanto tinha o biotipo adequado para entrar no traje fantasia da criatura, tratada pela produção do filme como um Xenomorfo, um ser puramente instintivo, sem sentimentos / emoções e sem capacidade de raciocínio.


O filme foi recebido, na época e nas décadas seguintes, com avaliações positivas da crítica internacional. O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes relatou que 98% das 135 críticas do filme, encontradas na grande mídia, foram positivas. Mais recentemente, uma enquete simples entre usuários do buscador Google, aqui no Brasil, apontou uma aprovação próxima de 87% dos espectadores do filme.


ROTEIRO

No futuro, a tripulação técnica de uma nave cargueira que faz o transporte de uma grande quantidade minérios de um planeta distante para o planeta Terra tem o seu sono induzido interrompido no meio da viagem pelo computador da própria nave, que, supostamente, recebe uma mensagem de pedido de socorro originado em um planeta de ambiente inóspito.


Num primeiro momento, parte da tripulação da nave se recusa a atender o suposto pedido de socorro, mas é informada que tem a obrigação de atendê-lo, de acordo com as normas de navegação espacial, semelhantes à navegação marítima atual do nosso planeta, na qual embarcações próximas de uma embarcação acidentada qualquer tem obrigação de prestar socorro aos sobreviventes.


O editor deste blog optou por não fazer revelações ou dar muitos detalhes sobre o roteiro. O texto do post traz apenas um breve resumo, muito sucinto, sobre os 30 minutos iniciais do filme, o suficiente para o leitor tomar a decisão de assisti-lo ou não.


OPINIÃO DO BLOG

Há quem diga que os melhores filmes são aqueles que tratam de maneira responsável os assuntos sérios, outros afirmam que os melhores filmes são aqueles cujos roteiros se inspiram em bons livros e outros dizem que os melhores filmes são aqueles baseados em fatos reais. Além disso, há aqueles que dizem que uma boa comédia é aquela que ridiculariza os vícios, ilusões, fraquezas morais e falhas de caráter da humanidade e, portanto, contribuem, de uma forma ou de outra, para a reflexão da própria humanidade sobre seu comportamento. São, portanto, filmes construtivos, embora sejam apenas comédias, sem grandes pretensões intelectuais.


No caso específico do filme Alien – O Oitavo Passageiro, trata-se de ficção científica de altíssima qualidade, com roteiro sofisticado, escrito por pelo menos dois craques do cinema, Dan O’Brannon e Ronald Shusett, que aborda com responsabilidade e seriedade o tema da suposta vida alienígena fora do planeta Terra, portanto há verossimilhança no filme, o que é um pré-requisito para ser classificado como um filme com roteiro acima da média, acima dos filmes comuns, portanto digno de ser visto pelos olhos mais exigentes e atentos a detalhes.


Os atores e atrizes são de primeira linha; o roteiro é ótimo; a trilha sonora, depressiva, é adequada para esse tipo de filme; os efeitos especiais são muito bons, considerando os padrões da época, é claro; e a direção é muito boa. O filme tem verossimilhança no roteiro, principalmente nos detalhes de aspecto científico, e, no geral, apresenta um tema válido, a suposta existência de vida alienígena fora do planeta Terra.


A maioria dos filmes do gênero terror, produzida até hoje pela indústria cinematográfica mundial, é lixo, não presta... Mas Alien – O Oitavo Passageiro está entre os mais notáveis e respeitados filmes desse polêmico gênero, ele possui verossimilhança no roteiro, não é “uma bobagem qualquer”, não é um “filme descartável”, não é um filme “sem pé nem cabeça”, ele tem um sentido filosófico, sociológico, psicológico, sentimental ou emocional, científico, político e até religioso...


O filme teve algumas versões. Uma das versões mais recentes do filme, chamada Edição de 20º Aniversário, com imagem e som restaurados e remasterizados, para ser comercializada por meio de DVD e Blu-ray, com adição de algumas cenas, totalizando aproximadamente 117 minutos, é, sem dúvida, uma das melhores.


Não há dúvida, Alien – O Oitavo Passageiro, de 1979, é uma obra prima, ele é recomendado pelo blog e é considerado indispensável para quem quer entender de cinema. O filme deu origem a uma franquia de cinema, com pelo menos cinco sequências, Aliens, de 1986; Alien 3, de 1992; Alien – Resurrection, de 1997; Prometheus, de 2012; e Alien – Covenant, de 2017. Todos esses filmes da sequência são bons, mas não alcançaram o status de obra prima do primeiro filme da série de filmes, de 1979.


Só pra se ter uma idéia de como esse filme é respeitado no mundo inteiro, ele foi escolhido, em 2002, para ser preservado na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, além de ter sido vencedor do Oscar de efeitos especiais, em 1980.


FICHA TÉCNICA
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

  • Origem: Estados Unidos;
  • Duração: 117 minutos (DVD);
  • Gênero: Ficção científica, drama, suspense e terror;
  • Vídeo: Panavision, SD e HD em cores (DVD e Blu-ray);
  • Áudio: Estéreo e Dolby (DVD e Blu-ray);
  • Mídias disponíveis: TV’s aberta e paga, DVD, Blu-ray e streaming;
  • Formato: Cinema (Widescreen em DVD);
  • Roteiro: Dan O’Brannon e Ronald Shusett;
  • Direção: Ridley Scott;
  • Produção: Gordon Carroll, David Giler, Ivor Powell e Walter Hill (Brandywine Productions);
  • Distribuição: 20th Century Fox (cinema, TV’s aberta e paga, mídias físicas e streaming);
  • Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, John Hurt, Iam Holm, Harry Stanton e Yaphet Kotto, dentre outros.
  • Trilha sonora: Jerry Goldsmith;
  • Fotografia: Derek Vanlint;
  • Efeitos especiais:
  • Direção de arte: Michael Seymour;
  • Designers: Hans Giger, Ron Cobb e Chris Foss;
  • Edição: Terence Rawlings;
  • Restauração:
  • Idioma principal: Inglês, com dublagem para português;
  • Orçamento: US$ 11 milhões (valores da época);
  • Receita bruta total: US$ 104 milhões (até o momento);
  • Opinião do blog: Ótimo;


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REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alien,_o_Oitavo_Passageiro
  • Fox / Disney (divulgação): Imagens
  • Wikimedia: Imagens

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