CIMENTO (CONSTRUÇÃO CIVIL)
CIMENTO
CIMENTO DE PEGA RÁPIDA
O cimento de pega rápida, conhecido também como cimento romano, é outro tipo de cimento. Ele é caracterizado pela porcentagem maior de argila em sua composição, algo em torno de 30% do total. O seu emprego na construção é difícil, quase impossível, porque deve ser preparado em ritmo acelerado no canteiro de obras, em no máximo 15 minutos, e a massa endurece em poucas horas, começando a endurecer em torno de meia hora depois de pronto.
CIMENTO ARTIFICIAL
CIMENTO PORTLAND
INTRODUÇÃO
O cimento é uma substância industrializada em pó originada
pela decomposição térmica do calcário e misturada com outros elementos, usado
em larga escala na construção civil, principalmente na composição de argamassas
para diversos usos, como assentamento de tijolos e revestimento de paredes e
muros, por exemplo. É um importante produto multiuso e muito comum atualmente,
principalmente na construção civil, obtido pela calcinação do calcário em
processo industrial a alta temperatura e adição em menor quantidade de outros
elementos, entre eles o gesso, a argila e restos de minério de ferro.
Ele é diferente da cal, mas o cimento industrializado,
usado em larga escala na construção civil, quando já ensacado pela indústria,
contém uma pequena porcentagem de cal em sua composição. O cimento é um
aglomerante em pó de cor cinza em tom mais ou menos escuro ou tom médio, que
misturado com areia e água dá a consistência e a propriedade necessárias para a
massa. O concreto, por exemplo, é uma massa composta de cimento, água, areia e
pedra, que pode ser brita / britada ou cascalho. Depois de algum tempo, quando
seco, o concreto se torna muito duro e não volta à sua característica pastosa anterior.
O reboco é um outro exemplo de massa, ele é diferente
da massa britada ou concreto, pois possui a areia natural e o cimento e a cal
industrializados, misturados pelo pedreiro ou seu ajudante no momento da
preparação da massa, e não possui a pedra na sua composição. Ele é uma
argamassa usada na fase de acabamento, revestindo de maneira suave, com uma
camada uniforme e elegante, a parede bruta e rústica de alvenaria.
O termo cimento é derivado do latim caementu.
HISTÓRIA
Ilustração antiga na forma de gravura de uma antiga fábrica de cimento Portland, de 1895, na cidade de Itzehoe, no estado de Slechwig-Holstein, na Alemanha. Logo abaixo, um exemplo típico de parede residencial erguida pelo assentamento de tijolos de seis furos, usando argamassa de cimento para o assentamento.


Os construtores do antigo Egito utilizavam como
aglomerante um material obtido a partir do gesso calcinado, ou seja, aquecido.
Entre os antigos gregos e romanos eram usados solos vulcânicos triturados das
proximidades de Pozzuoli ou da ilha de Santorini, que endureciam depois de
misturados com água.
Em 1786, o engenheiro civil inglês John Smeaton criou
uma mistura resistente através da calcinação de calcários argilosos e moles.
Esse é o marco da criação do cimento artificial. Em 1818, o engenheiro civil francês
Louis Vicat obteve resultados semelhantes aos de John Smeaton pela mistura de
componentes argilosos e calcários. Anos depois, em 1824, o construtor inglês
Joseph Aspadin queimou conjuntamente pedras calcárias e argila, transformando-as
num pó fino. Percebeu que obtinha uma mistura que, após secar, tornava-se tão
dura quanto as pedras empregadas nas construções. A mistura, depois de
empregada em construções, não se dissolvia em água. Assim ela foi patenteada
pelo construtor no mesmo ano, com o nome de cimento Portland, que recebeu esse
nome por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às
rochas da ilha britânica de Portland.
Atualmente, o cimento Portland é o cimento hidráulico mais utilizado na construção civil. ele foi criado e patenteado em 1824 a partir da concreção do cré ou calcário e da argila em uma fornalha giratória.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
O cimento comum é uma mistura, em forma de pó, de silicatos de cálcio e aluminatos, que pode ser preparado para o emprego na construção civil pela mistura com outros elementos, incluindo a areia e a água, dando origem a uma substância composta pastosa, que pode ser aplicada às superfícies de corpos sólidos, como o tijolo, por exemplo, para fazê-las aderir a outros corpos sólidos idênticos ou diferentes.
Ele é uma importante substância industrializada
usada em larga escala, principalmente na construção civil. Ele é um item básico,
fundamental e absolutamente indispensável, usado na construção civil. É um
material para construção, com importância equivalente ao do tijolo, da areia e da
cal. Em condições ambientes, o cimento Portland é um sólido com aspecto próprio
de pó na cor cinza. Ele é obtido pela decomposição térmica do calcário, com
acréscimo de gesso, argila e escória siderúrgica. O cimento torna-se uma
substância pastosa quando misturado com água, mas quando empregado na construção civil ele não volta ao seu estado anterior pastoso, ou seja, ele endurece definitivamente.
Conhecido também como cimento artificial, ele é um
aglomerante hidráulico que, em contato com a água, produz reação exotérmica de
cristalização de produtos hidratados, ganhando assim resistência mecânica. É o
principal material de construção usado como aglomerante. É uma das principais
commodities mundiais, servindo até mesmo como indicador econômico.
O cimento é o resultado de uma mistura de várias matérias-primas
reduzidas a pó em processo industrial, que depois de ensacado na indústria pode
ser usado na construção civil, sendo adicionado à água e se transformando em
uma pasta plástica capaz de ligar e/ou aglomerar areia, pedras e tijolos.
Depois de endurecido e seco pela ação natural do ambiente em que está ele não
volta ao seu estado anterior, tornando-se um material duro e resistente.
Para quem não sabe, um aglomerante é um produto usado
para dar liga ou pega a uma mistura usada em construções. Ele tem uma
propriedade físico-química fundamental para erguer paredes e rebocá-las, por
exemplo. A grosso modo, pode-se dizer que a liga ou pega é a propriedade que a
argamassa tem de grudar ou aderir em tijolos e depois disso secar naturalmente,
sob a ação do calor ambiente, se endurecendo. Curiosamente, depois do seu
endurecimento natural, a argamassa não volta ao estado pastoso, mesmo quando
molhada ou mergulhada em água.
A rigor, do ponto de vista puramente teórico, o
cimento é um material hidráulico capaz de fazer pega ou liga tanto no ar como
na água, mesmo sem estar misturado com areia. Mas do ponto de vista prático, na grande maioria das situações é
tecnicamente impossível empregar o cimento na construção civil sem misturá-lo a
outros elementos, entre eles a areia e a água.
O calcário é a principal matéria-prima usada na
fabricação do cimento Portland. A partir do processo de industrialização do
calcário se obtém o clínquer, que, por sua vez, é a principal fonte dos elementos
ligantes que compõem o cimento, entre eles os silicatos, o aluminato e o
ferroaluminato. Portanto, o processo industrial ao que o calcário é submetido
consiste em uma espécie de refinamento, digamos, com a separação das substâncias,
úteis ou não, que o compõem.
Outras matérias primas são usadas na fabricação do
cimento Portland, entre elas o gesso, a argila e as escórias siderúrgicas.
No processo industrial de fabricação do cimento
Portland, o gesso, conhecido também como gipsita, é acrescentado em pequena
quantidade, algo em torno de 3% do total do clínquer, para atrasar o tempo de
endurecimento da massa. Caso contrário o tempo de endurecimento da massa seria
curto demais, inviabilizando tecnicamente o seu uso em larga escala.
A pega do cimento é o fenômeno químico compreendido
entre a preparação da massa até o seu emprego definitivo no canteiro de obras. Quando cessa a pega o processo de endurecimento da massa continua até
mesmo depois da secagem completa. A pega pode ser mais lenta em temperaturas
ambiente mais baixas e mais rápida em temperaturas mais altas, desde que não
sejam temperaturas muito altas. O sulfato e o clorureto de cálcio são duas
substâncias que podem prolongar a pega, por mais tempo. Também é possível
prolongar a pega acrescentando água, desde que não seja em volume exagerado.
A massa tende a endurecer mais rápido em contato com o
ar.
COMPOSIÇÃO DO CIMENTO
O cimento é composto de clínquer e de adições que
distinguem os diversos tipos existentes, conferindo diferentes propriedades
mecânicas e químicas a cada um. As adições também são ou não utilizadas em
função de suas distribuições geográficas:
CLÍNQUER
O clínquer é o principal item na composição de
cimentos Portland, sendo a fonte de silicato tricálcico, cuja composição
química é (CaO)3SiO2, e silicato dicálcico, cujo composição química é
(CaO)2SiO2. Esses compostos possuem acentuada característica de ligante
hidráulico e estão diretamente relacionados com a resistência mecânica do
material após a hidratação.
A produção do clínquer é o núcleo do processo de
fabricação de cimento, sendo a etapa mais complexa e crítica em termos de
qualidade e custo. As matérias-primas necessárias para a obtenção do clínquer são
abundantemente encontradas em jazidas de diversas partes do planeta, sendo de cerca
de 85% de calcário, cerca de 10% de argila e pequenas porcentagens de minério de ferro.
GESSO
O gesso (ou gipsita), com a fórmula CaS O4 2h2O, é
adicionado em cerca de 3% da massa de clínquer e tem a função de estender o
tempo de pega do cimento, ou seja, o tempo para início do endurecimento. Sem
essa adição, o tempo de pega do cimento seria de poucos minutos, inviabilizando
o uso. Devido a isso, o gesso é uma adição obrigatória, presente desde os
primeiros tipos de cimento Portland.
ESCÓRIA SIDERÚRGICA
.
A escória, de aparência semelhante a areia grossa, é
um subproduto de alto-fornos, reatores que produzem o ferro gusa a partir de
uma carga composta por minério de ferro e carvão vegetal ou coque, fonte de
carbono. Entre diversas impurezas como outros metais, se concentram na escória
silicatos, que apesar de rejeitados no processo de metalização, proporcionam características de ligante hidráulico.
Sendo um subproduto, este material tem menor custo em
relação ao clínquer e é utilizado também por elevar a durabilidade do cimento,
principalmente em ambientes com presença de sulfatos. Porém, a partir de certo
grau de substituição de clínquer a resistência mecânica passa a diminuir.
ARGILA POZOLÂNICA
As agilas pozolanas ativadas reagem espontaneamente
com CaO em fase aquosa, por conterem elevado teor de sílica ativa SiO2. Essa
característica levou ao uso de argilas pozolanas como ligante hidráulico
complementar ao clínquer, com a característica de tornar os concretos mais
impermeáveis, o que é útil na construção de barragens, por exemplo. Pra quem
não sabe, a impermeabilidade é a característica que um corpo tem de manter isolada
a umidade. Isso significa que ele não deixa atravessar em si a água e o ar úmido ou vapor.
As argilas pozolanas são originalmente argilas
contendo cinzas vulcânicas, encontradas na região de Pozzuoli, Itália.
Atualmente, materiais com origens diferentes mas com composições semelhantes
também são considerados pozolânicos, tais como as pozolanas ativadas
artificialmente e alguns subprodutos industriais como cinzas volantes
provenientes da queima de carvão mineral.
O processo de ativação de argilas é amplamente
praticado pela própria indústria de cimentos, é geralmente realizado em fornos
rotativos semelhantes àqueles utilizados na fabricação de clínquer ou mesmo em
antigos fornos de clínquer adaptados, trabalhando a temperaturas mais baixas,
de até 900° Celsius ou centígrados, e menor tempo de residência.
Assim como a escória siderúrgica, as argilas pozolanas
frequentemente têm menor custo comparadas ao clínquer e só podem substituí-lo
até um determinado grau.
CALCÁRIO
.
O calcário é composto basicamente de carbonato de
cálcio, com a fórmula CaCO3, e é encontrado abundantemente na natureza. Ele é
empregado como elemento de preenchimento, capaz de penetrar nos interstícios
das demais partículas e agir como lubrificante, tornando o produto mais
plástico e não prejudicando a atuação dos demais elementos. O calcário é também
um material de diluição do cimento, utilizado para reduzir o teor de outros
componentes de maior custo, desde que não ultrapassando os limites de
composição ou reduzindo a resistência mecânica a níveis inferiores ao que
estabelece a norma ou especificação. O calcário também alimenta o blaine do
cimento, tornando o cimento mais volumoso.
TIPOS DE CIMENTOS
O cimento de pega lenta, conhecido também como cimento Portland, é o tipo mais usado atualmente em quase todo o mundo, uma unanimidade dentro da construção civil. Ele tem origem na cozedura, até o ponto de uma fusão incipiente, dos calcários com teor de argila superior ao das cales hidráulicas ou de outras misturas.
O teor de argila do cimento Portland está em torno de 20% do total. Ele tem densidade, pega e resistência maior que as das cales. Ele tem um aspecto de pó muito fino, com textura próxima ao da farinha de trigo, mas com a cor totalmente diferente, algo entre os vários tons escuros ou médios de cinza e, eventualmente, com tom meio esverdeado.
Ele tem peso específico alto, em torno de 3.000 kg e 3.200 kg por metro cúbico, com densidade entre 1,1 e 1,5.
CIMENTO DE PEGA RÁPIDA
O cimento de pega rápida, conhecido também como cimento romano, é outro tipo de cimento. Ele é caracterizado pela porcentagem maior de argila em sua composição, algo em torno de 30% do total. O seu emprego na construção é difícil, quase impossível, porque deve ser preparado em ritmo acelerado no canteiro de obras, em no máximo 15 minutos, e a massa endurece em poucas horas, começando a endurecer em torno de meia hora depois de pronto.
Esse cimento tem densidade entre 0,7 e 1,0 e peso
específico entre 2.800 kg e 3.000 kg por metro cúbico. A sua cor típica é o
amarelo, podendo também apresentar cores entre o cinza e o vermelho. Na
verdade, é um tipo de cimento que com o passar dos anos teve seu uso
drasticamente reduzido.
PROCESSO DE PRODUÇÃO
O cimento é produzido a partir do calcário, em fornos
industriais, num processo conhecido como calcinação:
MINERAÇÃO
As fábricas de cimento tipicamente se instalam ao lado
de jazidas de calcário e argila de modo a minimizar os custos de transporte. A
extração desses materiais se realiza em geral em lavras de superfície, com
auxílio de explosivos. As rochas extraídas são britadas até atingirem tamanhos
de aproximadamente 20 centímetros ou menos e transportadas para a fábrica em
transportadores de correia.
CLÍNQUER
A produção de clínquer envolve uma série de processos
interdependentes em linha. Há ainda processos de preparação e estocagem de
matérias-primas, moagem de cimento e limpeza de gases de exaustão.
PRÉ-HOMOGENEIZAÇÃO
As jazidas de calcário e argila apresentam variações
de composição ao longo de suas extensões. Por outro lado, a qualidade do
produto e a estabilidade do processo de produção requerem materiais
quimicamente homogêneos. Para isso, são empregados sistemas de empilhamento e
recarregamento com longas pilhas de material, de modo a criar camadas
horizontais provenientes de diferentes lotes, que posteriormente são misturadas
no próprio processo de recarregamento.
Os materiais provenientes das pilhas de
pré-homogeneização são introduzidos em moinhos para que se misturem e atinjam
granulometria e umidade adequadas aos processos posteriores. Esse processo,
também chamado de "moagem de cru", faz uso de gases quentes residuais
do forno de clinquerização, empregados como fonte de calor para secagem. No
jargão da indústria, o produto da moagem é chamado de "farinha" e de
fato se assemelha a farinha de trigo com tom bege. A farinha é armazenada em
silos que também promovem homogeneização e absorvem eventuais assincronias
entre o forno e os moinhos de cru.
Os motivos para a redução de tamanho das partículas
são a homogeneização e o aumento da superfície exposta que intensifica reações
químicas e trocas de calor entre as partículas e os gases no interior do forno.
PRÉ-AQUECIMENTO
A quase totalidade dos fornos de cimento atualmente
operantes contam com torres de pré-aquecimento, responsáveis por remover a
umidade ainda restante no material, geralmente inferior a 1%, e iniciar a
descarbonatação do calcário. Os fornos de maior capacidade e mais modernos
contam com torres maiores capazes de completar quase totalmente o processo de
descarbonatação.
Os pré-aquecedores mais comuns são torres de ciclones.
Dispostos em elevadas estruturas que frequentemente ultrapassam 100 metros de
altura. Diversos separadores ciclônicos, equipamentos capazes de retirar
partículas sólidas de uma corrente de gases, são interligados entre si através
de dutos de imersão utilizados para troca térmica que ocorre em torno de 80%
entre a “farinha” alimentada e gases quentes provenientes do forno.
Através da seqüência de ciclones fluem os gases
quentes provenientes do forno, em contracorrente com a matéria prima. A medida
que esta se mistura com o fluxo de gases, ocorre transferência de calor e
transferência de massa. Nos primeiros trechos do processo elimina-se a umidade
superficial, enquanto a temperatura permanece próxima à temperatura de ebulição
da água. A partir deste ponto, o material sólido contendo apenas umidade
intergranular passa a ser aquecido gradativamente. No fim do processo, o
material atinge de 700° Celsius a 1000° Celsius ou centígrados, o suficiente
para que a água esteja eliminada e para se iniciarem decomposições químicas da
matéria-prima.
Na busca de maior produção e redução de custo estudos
deram origem a mais um estágio no pré-aquecedor conhecido como calcinador
responsável por 60% a 95% da calcinação da “farinha crua” nos fornos rotativos
para cimento, baixando a carga térmica na zona de queima e como consequência
aumentando da vida útil do revestimento refratário.
CLINQUERIZAÇÃO
Parte das reações de descarbonatação e a formação de
silicatos de cálcio e aluminatos de cálcio ocorrem no interior do forno de
cimento. Os fornos de cimento são na maioria rotativos, cilindros horizontais
de até 160 metros de comprimento. Um leve ângulo de inclinação combinado ao
lento movimento de rotação (de 0,5 rpm a 4,0 rpm) permite que o material
percorra o cilindro à medida que desliza pelas paredes. Internamente, há um
revestimento de material refratário que protege a carcaça do forno das altas
temperaturas e conserva o calor no seu interior.
A matéria-prima permanece no forno por um tempo de
aproximadamente 4 horas e atinge temperaturas de clinquerização de 1.400° Celsius
ou centígrados, suficientes para torná-la incandescente e pastosa. A menor
temperatura produz cal e a maior temperatura apenas aumenta o consumo
energético. A capacidade de produção de um forno médio é 3.000 toneladas a
4.000 toneladas por dia, os maiores fornos do mundo produzem até 10.000 toneladas
por dia.
RESFRIAMENTO
Há dois principais tipos de resfriadores empregados
atualmente. Os fornos mais antigos ainda operantes utilizam resfriadores
satélites, cilindros menores solidários ao movimento de rotação do forno,
acoplados à carcaça do mesmo. Já os fornos construídos a partir da década de 1980
geralmente são dotados de resfriadores de grelha, com ventilação forçada,
possibilitando maior taxa de transferência de calor entre o clínquer e o ar
entrante. Desta forma, se reduz a temperatura de saída do material, recuperando
parte da energia associada ao mesmo, aumentando a eficiência do sistema.
Além da eficiência energética, os resfriadores têm
suma importância na qualidade do produto. O tempo e o perfil de resfriamento do
mesmo são essenciais para a determinação de suas propriedades químicas finais.
Lentos processos de resfriamento levam à transformação de silicato tricálcico,
instável à alta temperatura, em silicato dicálcico o que diminui a resistência
do cimento.
Hoje os resfriadores modernos além de propiciarem uma
ótima troca térmica também possibilitam a recuperação de gases quentes que são
reutilizados no processo de fabricação, o ar secundário, auxiliar na combustão
na zona de queima; o ar terciário, auxiliar na combustão do calcinador; e o ar
de excesso, na troca de calor do moinho de matéria prima. O produto (clínquer)
ainda é moído e diluído em gesso, calcário e/ou escória siderúrgica para se
chegar ao produto final.
COMBUSTÍVEIS
A produção de cimento consome muito combustível.
Geralmente utiliza-se uma combinação de diversos produtos como óleo, gás natural, coque de
petróleo e resíduos industriais. Cerca de 7% das emissões de gás carbônico ou CO2 no planeta são decorrentes da produção de cimentos e cales, devido à combustão e
ao processo de descarbonatação da matéria-prima, mas as indústrias, na maioria dos
países, têm tomado iniciativas de modernização dos sistemas para reduzir a poluição e/ou têm sido obrigadas a fazer essas modernizações pelos respectivos governos.
Aproveita-se as altas temperaturas e o tempo de
permanência dos gases no forno para empregar combustíveis de difícil utilização
em queimas, como pneus picados. Em outras condições, esse tipo de combustível
poderia emitir altas concentrações de substâncias extremamente tóxicas, tais
como dioxinas e furanos, devido à queima incompleta. Além disso, o calcário e a
cal contidos na mistura, têm a característica de reagir com o enxofre
proveniente dos combustíveis, evitando maiores emissões de óxidos de enxofre na
atmosfera e prevenindo, por exemplo, a ocorrência de chuva ácida.
COPROCESSAMENTO
O coprocessamento é uma técnica já há muito tempo
utilizada em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, que consiste em
transformar resíduos em combustíveis alternativos e/ou substitutos de matéria
prima, desta forma reduzindo o consumo de combustível fóssil e assim contribuindo
com o meio ambiente.
VEJA TAMBÉM
- Amazônia
- ATR-42
- ATR-72
- Abdução (Ufologia)
- Saab JAS 39 Gripen NG
- Extraterrestre (Ufologia)
- Beechcraft Corporation
- Programa FX2 (Força Aérea Brasileira)
- Controle de Qualidade
- Agricultura e Pecuária
- Pesos e Medidas
- Ônibus Espacial
- UFO/ OVNI (Ufologia)
- Galvanização (Química)
- Cessna 208B Grand Caravan
- Cessna Citation
- Intelbras (Telecomunicações)
- HDL (Segurança Eletrônica)
- Leucotron (Telecomunicações)
- Bombardier Learjet
- Apicultura (Mel e Própolis)
- Neiva (Indústria Aeronáutica)
- Caso ET de Varginha
- Cirrus Aircraft
- Satélites (Telecomunicações)
- Indústria Automobilística
- Disco Voador (Ufologia)
- Agronegócios / Agribusiness (Economia)
- Granito e Mármore (Construção Civil)
- Rumo ALL (Companhia Ferroviária)
- Aquecimento Global
- Embraer KC-390
- Saneamento Básico
- Bombardier (Indústrias de Veículos)
- Embraer
- Transportes no Brasil (Logística)
- Energia Solar Fotovoltaica
- Operação Prato (Ufologia)
- Energia Elétrica
- Boeing 737
- Paul Mauriat (Música)
- Área 51 (Ufologia)
- Conexão ADSL (Telecomunicações)
- Aeroporto Campo de Marte
- Material Composto
- Segurança Privada
- Novatel Teleinformática
- Echostar Corporation
- Drones
- Nobreak (Informática)
- Piper Aircraft
- James Bond (Cinema)
- Embarcações (Indústria Naval)
- Roteadores (Telecomunicações)
- Aeroporto de Congonhas
- Aeroporto Santos Dumont
- Cal (Construção Civil)
- Embraer EMB-314 Super Tucano
- Embraer AMX (Força Aérea Brasileira)
- Pastagem ou Pasto (Agropecuária)
- Maconha (Segurança Pública)
- Ford do Brasil
- Airbus A320
- General Motors do Brasil
- FAB - Força Aérea Brasileira
- Areia (Construção Civil)
- Argamassa (Construção Civil)
- Embraer E-190
- Concreto (Construção Civil)
- Franquia de Internet (Telecomunicações)
- Crase (Gramática)
- Embraer E-195
- Airbus A321
- Casa C-295 (Força Aérea Brasileira)
- Airbus A319
- Computador (Informática)
- Aço (Siderurgia)
- Volkswagen Delivery
- Açúcar (Agroindústria)
- Música Eletrônica (Indústria Fonográfica)
- Unidade Embraer Botucatu
- Bateria (Química e Física)
- Ford Ranger
- Aeronaves (Indústria Aeronáutica)
- Chevrolet S10
- Água (Biologia e Química)
- Ford F-250
- Kia Bongo
- Circuito Eletrônico (Eletrônica)
- Conservação de Alimentos (Culinária)
- Aviação Agrícola (Agricultura)
- Álcool (Agroindústria)
- Abrasivos (Indústria)
- Lockheed Hercules (Força Aérea Brasileira)
- Alumínio (Metalúrgica)
- Antibióticos (Medicina e Veterinária)
- Hyundai HD 80
- Hyundai HD 78
- Aquecedor Solar de Água
- Fibrocimento NT (Construção Civil)
- Caminhões Mercedes-Benz Atego
- Honda HA-420 HondaJet
- Água Oxigenada (Química)
- Atmosfera (Química e Física)
- IRPF - Imposto de Renda de Pessoa Física
- Navios (Engenharia Naval)
- Barcos (Engenharia Naval)
- Bicicleta (Ciclismo)
- Mata Bicheiras (Agropecuária)
- Hughes Network Systems
- Contêineres (Transporte de Cargas)
- Modem (Telecomunicações)
- Embraer EMB-203 Ipanema
- Tijolo (Construção Civil)
- Aquífero Guarani (Geografia)
REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA
- Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br/port/conama/reuniao/dir1337/PropResol_EmissaoFontesFixas_GtFontesFixas_13e14dez10.pdf
- Grupo Votorantim: http://www.votorantimcimentos.com.br/produtos/cimentos-votoran/
- Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cimento
- Manual do Construtor / João Baptista Pianca
- Leroy Merlin: https://www.leroymerlin.com.br/cimentos-e-argamassas
- Cimento Apodi: http://www.cimentoapodi.com.br/componentes-do-cimento/
- Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%ADnquer
- Universidade Federal do Paraná: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe6iEAF/cimento-portland
- Pinterest: Imagens
- Wikimedia: Imagens
Comentários
Postar um comentário
Você pode ajudar voluntariamente a melhorar ainda mais a qualidade geral deste artigo ou conteúdo. Por gentileza, faça um comentário, se achar necessário, se perceber algum equívoco, imprecisão ou erro.