BELL 407


BELL 407 (A PARTIR DE 1996)
BELL 407GX (DÉCADA DE 2010)
BELL 407GT (VERSÃO MILITAR)
BELL 407GXP (VERSÃO ATUAL)
BELL 407GXi (VERSÃO ATUAL)

INTRODUÇÃO
Logo acima, um exemplar civil do Bell 407, uma aeronave amplamente usada em todos os continentes para transporte executivo, de passeio e de turismo, para uso policial, por empresas de jornalismo, para combate a incêndios florestais e para transporte aeromédico. Logo abaixo, uma versão militar do Bell 407, usada por forças armadas. 

O Bell 407 é um helicóptero monomotor a turbina de pequeno porte projetado para transporte executivo e semi-utilitário, de passeio e de turismo, para uso policial, para coberturas jornalísticas e para transporte aeromédico, criado e fabricado em larga escala no Canadá a partir da década de 1990 pela Bell Helicopter, que utilizou como base para sua criação o helicóptero monomotor de pequeno porte Bell 206L Long Ranger, entretanto com um conjunto de modernizações, mudanças, refinamentos, melhorias e ajustes que tornou o Bell 407 um modelo de helicóptero com personalidade própria, com motor mais potente, com cone de cauda construído em material composto, este mais robusto e mais leve, com conjunto de rotor principal de quatro pás de material composto, este de maior capacidade e com nível de ruído mais baixo, entre outros aspectos.

O confortável helicóptero é motorizado por uma turbina Allison / Rolls Royce com FADEC – Full Authority Digital Engine Control e tem capacidade para transportar um piloto e até seis passageiros em missões típicas dentro de metrópoles, pousando e decolando de helipontos e heliportos, e também para viagens intermunicipais. Em algumas situações, é possível também realizar viagens interestaduais com ou sem escalas para reabastecimento, dependendo da distância entre origem e destino.

Os principais concorrentes do Bell 407 no mercado mundial de helicópteros monomotores é o Airbus H130, conhecido anteriormente como Eurocopter EC130o Leonardo AW119 Koala, conhecido anteriormente como Agusta A119 Koala, o Airbus H125, conhecido anteriormente como Helibras AS350 Esquilo, e o MD 600 Notar, este sem rotor de cauda, fabricado pela MD Helicopters.

A BELL HELICOPTER
Logo acima, o logotipo atual da Bell Helicopter, lançado recentemente, uma alusão à libélula, um ágil inseto voador de aspecto que lembra vagamente o formato um helicóptero. Logo abaixo, o logotipo anterior da empresa.

Atualmente, a Bell Helicopter, conhecida antigamente como Bell Aircraft Corporation, é uma das maiores fabricantes de helicópteros do mundo. Essa fabricante americana de helicópteros foi criada por Lawrence Bell na década de 1930, inicialmente como uma empresa de fabricação de aeronaves de asas fixas e asas rotativas, civis e militares, incluindo a fabricação de aeronaves para o Governo dos Estados Unidos.

Lawrence Bell, conhecido também como Larry Bell, foi um dos pioneiros na fabricação de helicópteros, criando a partir da década de 1940 o seu primeiro helicóptero quase totalmente original a partir de alguns conceitos mais básicos criados e desenvolvidos por um conhecido seu, o estudante universitário Arthur Middleton.

Nas décadas de 1930, 1940 e nas décadas seguintes, a fabricante Bell esteve envolvida na criação, desenvolvimento e fabricação de aviões e helicópteros, militares e civis, totalizando mais de 35.000 unidades, entre asas fixas e asas rotativas. Atualmente, somente a Bell Helicopter existe, como fabricante de helicópteros apenas.

Atualmente, a Bell Helicopter é propriedade da corporação americana Textron Company, proprietária também das marcas de aviões executivos Cessna e Beechcraft, ambas reunidas na fabricante Textron Aviation, e da fabricante de motores aeronáuticos Lycoming Engines.

A sede da Bell Helicopter está localizada em Fort Worth, no estado norte-americano do Texas, fabrica helicópteros em Amarillo, também no Texas, e Mirabel, no Canadá. O representante oficial e principal vendedor da Bell Helicopter no Brasil é a TAM Aviação Executiva, que também presta serviços de manutenção e treinamento.

CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Logo acima, a confortável cabine de passageiros do Bell 407, com capacidade para transportar até cinco passageiros em club seat e mais um passageiro ao lado do piloto, totalizando seis passageiros. Logo abaixo, o cockpit ou cabine de comando do helicóptero, neste caso com um conjunto de aviônicos predominantemente analógico.

O confortável helicóptero monomotor Bell 407 é um projeto da década de 1990, ele é um derivado mais potente do Bell 206L Long Ranger a turbina, este, por sua vez, um derivado alongado do pequeno Bell 206 Jet Ranger também a turbina, ambos grandes sucesso de vendas. Dentre as principais diferenças entre o Bell 407 e seus irmãos mais velhos está o rotor de cauda de quatro pás, com cubo e pás em material composto, mais resistente que o alumínio e o aço e livre de corrosão. Além disso a aeronave possui um cone de cauda de material composto de fibra de carbono, também mais robusta que equivalentes em metal.

Esse best seller fabricado no Canadá pela Bell Helicopter foi criado e desenvolvido a partir da percepção dos investidores e executivos da Bell Helicopter de que havia demanda no mercado mundial por um modelo de helicóptero mais potente e mais moderno que o seu irmão mais velho Bell 206L Long Ranger, entretanto com a mesma capacidade de transportar passageiros. A Bell Helicopter focou a fabricação e a oferta do Bell 407 para o mercado civil, como aeronave semi-utilitária de asas rotativas para usos variados, desde transporte de executivos até coberturas jornalísticas, passeio e turismo, combate a incêndios florestais e operações policiais, transporte aeromédico, busca e resgate de pessoas desaparecidas e/ou acidentadas e resgate de pessoas em situação de calamidade e/ou emergência. Entretanto, dezenas de unidades para uso militar também foram fabricadas.

Em linhas gerais, o Bell 407 pode ser operado por um piloto e tem capacidade para transportar até seis passageiros, totalizando sete assentos. São cinco assentos em club seat (frente a frente) na parte detrás da cabine e um assento ao lado do piloto. O Bell 407 tem rotor principal com quatro pás de material composto e o rotor de cauda com duas pás. A fuselagem do Bell 407 é fabricada em alumínio e ligas metálicas e sua cauda é fabricada em material composto de fibra de carbono. A velocidade de cruzeiro é de cerca de 240 km/h.

O nível de ruído do Bell 407 é menor que o nível de ruído de seu irmão menor e mais velho, o Bell 206 Jet Ranger, porém o Bell 407 tem mais ruído que seu principal e moderno concorrente europeu Airbus H130, conhecido anteriormente como Eurocopter EC-130, com rotor de cauda carenado Fenestron. É comum o uso do Bell 407 no transporte de maca com enfermo ou acidentado, com espaço suficiente para um paramédico e um acompanhante do paciente.

Entre os pontos positivos do Bell 407 é possível destacar o fácil acesso dos passageiros aos cinco assentos traseiros em club seat por duas amplas portas laterais corrediças, uma de cada lado, e o fácil acesso do piloto e de mais um passageiro aos dois assentos da frente, também por duas portas, uma de cada lado, totalizando quatro portas. Além disso, a motorização Allison / Rolls Royce 250-C47 com FADEC – Full Authority Digital Engine Control tem potência suficiente para operar com a cabine lotada de passageiros, mesmo em dias quentes.

O FADEC - Full Authority Digital Engine Control é um sistema computadorizado que controla o funcionamento do motor, ele mantém o motor funcionando dentro dos parâmetros estabelecidos pelo fabricante da aeronave, aumentando a segurança e melhorando a durabilidade do motor e o consumo de combustível.

Outro ponto positivo do Bell 407 é a integridade da estrutura (fuselagem e cauda) de alumínio, ligas metálicas e material composto, composta inclusive por uma coluna estrutural que atravessa a fuselagem do teto ao piso, reforçando a sensação de viajar em uma máquina confiável. Além disso, a marca Allison / Rolls Royce é tradicional no mercado aeronáutico, com boa reputação e baixíssimo índice de falhas em pleno voo. Na operação diária, o risco de falhas é baixíssimo, desde que, é claro, a aeronave seja submetida regularmente a oficinas de manutenção confiáveis, certificadas por autoridades aeronáuticas.

Em caso de falha do motor em pleno voo, o que é raríssimo, é possível proceder a operação de auto-rotação. Por isso a necessidade de treinamento completo do profissional responsável pela operação da aeronave. É aconselhável que o proprietário da aeronave não “economize” no treinamento do seu empregado.

A FAMÍLIA 407

A família Bell 407 é uma bem sucedida produção seriada de modelos de helicópteros monomotores multifunção, com mais de 1.400 unidades fabricadas desde o início da produção seriada, em 1996. Ela é formada por um modelo original de helicóptero monomotor, o Bell 407, um projeto da década de 1990, com construção mista em em alumínio e material composto, com motorização turboshaft, com rotor principal de quatro pás e rotor de cauda de duas pás, com capacidade para transportar até sete passageiros. Essa família é composta também por sete versões diretamente derivadas do modelo original, inclusive três delas para uso exclusivamente militar:
  • Bell 407 - Modelo original de produção;
  • Bell 407 Observation - Versão militar de reconhecimento e observação;
  • Eagle 407 HP - Modelo retrofitado, convertido pela Eagle Copter, do Canadá, com turbina Honeywell HTS900, mais potente, com 1.000 shp disponíveis na decolagem;
  • Northrop Grumman MQ-8C Fire Scout - Um modelo de drone fabricado a partir da fuselagem do Bell 407, operado pela Marinha dos Estados Unidos. A aeronave está em fase de desenvolvimento;
  • Bell 407AH - Versão policial e militar;
  • Bell 407GX - Versão civil atualizada, com aviônicos EFIS Garmin G1000H e controles de voo melhorados;
  • Bell 407GT - Versão militar, com aviônicos EFIS Garmin G1000H, controles de voo melhorados, câmera infravermelho, metralhadora, suporte para mísseis leves e equipamentos para busca e resgate;
  • Bell 407GXP - Versão com motor Rolls Royce / Allison 250-C47B / 8 e aviônicos Garmin G1000H;
  • Bell 407GXi - Versão civil aprimorada, com motor Rolls Royce / Allison 250-C47E / 4 e aviônicos Garmin G1000H NXi

MERCADO

Logo acima, um exemplar de matrícula americana do Bell 407 para operações policiais nos Estados Unidos. Várias forças policiais e militares nos Estados Unidos, no Canadá e na América Latina utilizam a aeronave, incluindo a Polícia Rodoviária Federal do Brasil. Logo abaixo, o conjunto de instrumentos EFIS Garmin G1000H das versões mais recentes do Bell 407, dentro do conceito glass cockpit, inclusive homologado para voos por instrumentos.

O Bell 407 foi considerado por anos um símbolo de status. Porém, a boa fama da máquina nunca esteve e não está limitada a apenas símbolo de posição social, pelo contrário, o Bell 407 é considerado uma aeronave de vocação executiva, de turismo e semi-utilitária, sendo usado desde o início de sua fabricação em série para trabalhos de combate a incêndios florestais, uso policial combatendo criminalidade nas grandes metrópoles, resgate de pessoas em situações de calamidade pública e/ou emergência, transporte aeromédico e transporte de medicamentos e médicos para atendimento em regiões de difícil acesso.

Anos depois do início da produção para o mercado civil, a Bell Helicopter passou a oferecer versões militares do Bell 407, para usos variados, incluindo patrulha e transporte militar em geral, para uso por forças armadas de diversos países. Várias versões civis do Bell 407 foram oferecidas para o mercado civil e para governos de diversos países. A versão mais recente é o Bell 407GXi, que é uma versão atualizada do Bell 407 e inclui uma discreta melhoria na capacidade de transportar passageiros ou bagagens e uma pequena redução no seu custo operacional em relação às versões anteriores do mesmo modelo.

Mais de 1.400 unidades do Bell 407 foram fabricadas desde a década de 1990. É um dos modelos de helicópteros mais vendidos no mundo.

De modo geral, o custo operacional por quilômetro voado de um helicóptero monomotor a turbina com capacidade para até seis passageiros é maior que o custo operacional por quilômetro voado de uma aeronave de asa fixa turboélice com capacidade semelhante de transportar passageiros. Porém, o helicóptero tem flexibilidade operacional e versatilidade absolutamente insuperáveis para operar em regiões metropolitanas ou entre cidades próximas, com tráfego de automóveis intenso.

Por exemplo, a região metropolitana de São Paulo e outras cidades vizinhas têm uma das maiores concentrações de helicópteros para uso executivo, aeromédico, policial e de turismo do mundo.

O principal concorrente do Bell 407 no mercado mundial de helicópteros monomotores é o Airbus H130 / Eurocopter EC-130, um modelo de aeronave bem moderno, com rotor de cauda Fenestron e com uma espécie de carenagem criada para proteger o rotor de cauda. Este sistema é útil para evitar, em voo, que o rotor de cauda seja afetado por aves, e para evitar, nos pousos e decolagens, que seja afetado por galhos de plantas, e reduz o risco de ser afetado por cascalho.

Também há outros modelos modernos de aeronaves monomotoras de asas rotativas para cinco ou seis passageiros disponíveis no mercado civil, concorrentes do Bell 407, inclusive a venda no Brasil, incluindo o Leonardo AW119 Koala / Agusta A119 Koala, o Airbus H125 / Helibras AS350 Esquilo e o MD Helicopters MD 600 Notar, este sem rotor de cauda.

Entre os principais operadores governamentais do Bell 407 estão os seguintes:
  • Força Aérea de El Salvador;
  • Força Aérea do Iraque;
  • Exército do Iraque;
  • Departamento de Polícia de Nassau (EUA);
  • Exército da Jamaica;
  • Força Aérea do México;
  • Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos;
  • Polícia Rodoviária Federal do Brasil;
  • Patrulha Rodoviária do Kansas (EUA);

FICHA TÉCNICA
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

BELL 407
  • Capacidade: 1 piloto e até 6 passageiros;
  • Motorização (potência): 1 X Rolls Royce 250-C47, com FADEC (810 shp);
  • Velocidade de cruzeiro: Aprox. 240 km / h;
  • Comprimento total: Aprox. 13 metros;
  • Largura da fuselagem: Aprox. 2,3 metros;
  • Altura total: Aprox. 3,6 metros;
  • Alcance: Aprox. 460 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas);
  • Peso máximo de decolagem: Aprox. 2.270 kg;
  • Teto de serviço: Aprox. 5.600 metros;
  • Preço (no Brasil): US$ 2,3 milhões (usado / bom estado de conservação); 

BELL 407 GXP
  • Capacidade: 1 piloto e até 6 passageiros;
  • Motorização (potência): 1 X Rolls Royce M250, com FADEC (
  • Velocidade de cruzeiro: Aprox. 240 km / h;
  • Aviônicos: EFIS Garmin G1000H;
  • Comprimento total: Aprox. 13 metros;
  • Largura da fuselagem: Aprox. 2,3 metros;
  • Altura total: Aprox. 3,6 metros;
  • Alcance: Aprox. 460 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas);
  • Peso máximo de decolagem: Aprox. 2.300 kg;
  • Teto de serviço: Aprox. 5.600 metros;
  • Preço

ONDE COMPRAR

No Brasil, o Bell 407 começou a voar já na década de 1990, várias unidades estão disponíveis hoje no mercado brasileiro de aeronaves usadas, em bom estado de conservação e a preços razoáveis. A importação de unidades usadas desse modelo de aeronave também é possível para compradores brasileiros, porém, somando todos os impostos e taxas, o preço final da aeronave já nacionalizada pode sofrer um acréscimo de cerca de 20% em relação ao preço inicial no exterior:
Não é aconselhável comprar sozinho (a), sem acompanhamento, uma aeronave se não entende do assunto. É aconselhável buscar assessoria profissional especializada e confiável no Brasil para a seleção, a negociação de compra, o cumprimento de todos os trâmites burocráticos relacionados à importação e nacionalização, hangaragem, manutenção e treinamento de tripulação.

Várias empresas idôneas no Brasil oferecem esse tipo de serviço de assessoria e manutenção, entre elas a TAM Aviação Executiva, a Japi Aeronaves, a Líder Aviação, a Global Aircraft, a Goal Aircraft e a Icon Aviation. Algumas delas oferecem também o serviço de gerenciamento de aeronaves e treinamento de tripulação.

SEGURANÇA DE VOO

Estatisticamente, em números aproximados, a aviação comercial e a aviação executiva são os meios de transporte mais seguros que existem, com cerca de três acidentes graves com vítimas fatais para cada um milhão de viagens realizadas, considerando a média mundial. Porém, se forem levados em consideração apenas os números de países desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos, países da Europa Ocidental, o Japão, a Coreia do Sul e a Austrália, os números de acidentes para cada um milhão de viagens são ainda menores, na média cerca de um acidente grave com vítimas fatais.

Até o momento, os modelos da família de helicópteros monomotores a turbina Bell 407 se envolveram e/ou foram envolvidos em 64 ocorrências graves com vítimas fatais em várias partes do mundo, o equivalente a cerca de 5% do número total de aeronaves fabricadas.

TRÊS VISTAS


VEJA TAMBÉM

REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA
  • Wikipédia: https://en.wikipedia.org/wiki/Bell_407
  • Bell (divulgação): Imagens
  • Wikimedia: Imagens

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