BOEING 707

BOEING 367-80 (PROTÓTIPO)
BOEING 707-120 (MODELO ORIGINAL)
BOEING 707-220 (MOTORES MAIS POTENTES)
BOEING 707-320 (FUSELAGEM ALONGADA)
BOEING 707-420 (MOTOR TURBOFAN EUROPEU)
BOEING 707-320B (MOTOR TURBOFAN AMERICANO)
BOEING 707-320C (VERSÃO QUICK CHANGE)
BOEING 707 E3 SENTRY (VIGILÂNCIA / AWACS)
BOEING 707 E6 MERCURY (MILITAR)
BOEING C-137 (MILITAR)
BOEING C-18 (MILITAR)

INTRODUÇÃO
Logo acima, o clássico jato comercial quadrimotor para transporte de passageiros Boeing 707 nas cores da extinta Braniff Airways, na época uma das maiores companhias aéreas americanas. Logo abaixo, o Boeing 707 nas cores da também extinta companhia aérea brasileira Varig, a maior transportadora aérea brasileira da época.
O Boeing 707 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato ou turbofan, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com capacidade para transportar entre 140 e 220 passageiros, dependendo da versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela fabricante norte-americana Boeing Company, na época uma das maiores fabricantes de aeronaves militares do mundo.

Ele foi um dos mais bem sucedidos quadrimotores para voos comerciais internacionais e intercontinentais da história da aviação mundial, um sucesso de vendas, um dos líderes em voos transatlânticos de longo curso por duas décadas seguidas, um dos mais populares aviões para transporte comercial de passageiros na época. Graças a ele a Boeing Company se tornou a maior fabricante de aeronaves comerciais da década de 1960.

Os seus principais concorrentes nas décadas de 1960 e 1970 foram o jato quadrimotor americano Douglas DC-8, também um sucesso de vendas, e os jatos quadrimotores Convair Coronado 880 e Convair Coronado 990, também americanos.

A BOEING COMPANY

A gigante empresa centenária e multinacional Boeing Company é uma das maiores fabricantes de aviões comerciais de grande porte para transporte doméstico, internacional e intercontinental de passageiros no mundo, com mais de 760 unidades e mais de 800 unidades entregues em 2017 e 2018, respectivamente, por exemplo. É uma das mais tradicionais e conhecidas fabricantes de aeronaves comerciais do planeta. Ela foi fundada nos Estados Unidos por Wilhelm Eduard Boing em 1916 e está atualmente sediada em Chicago, no estado de Illinois.


Considerando as receitas brutas de mais de US$ 93 bilhões e mais de US$ 100 bilhões e os lucros líquidos de mais de US$ 8 bilhões e mais de US$ 10 bilhões em 2017 e 2018, respectivamente, ela é uma das maiores fabricantes aeronáuticas e uma das maiores fabricantes aeroespaciais e espaciais do mundo. Ela fabrica aviões comerciais civis para transporte de passageiros, aviões militares, helicópteros militares, convertiplanos militares, satélites, mísseis e foguetes.


A subsidiária da companhia americana focada na fabricação e lançamento de satélites, mísseis e foguetes é a Boeing Defense, Space & Security e a subsidiária focada na fabricação de aviões comerciais é a Boeing Commercial Airplanes.


Ela enfrenta, desde a década de 1990, uma dura concorrência no mercado aeroespacial, de transporte aéreo comercial e de defesa com a gigante europeia Airbus Group, conhecida anteriormente como EADS. A terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do planeta é a brasileira Embraer, entretanto ela não concorre diretamente com a Boeing e com a Airbus, pois os aviões que fabrica são menores, principalmente para a aviação regional.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Logo acima, o clássico interior do Boeing 707, na época uma das mais modernas e confortáveis opções de transporte aéreo internacional e intercontinental disponíveis no mercado mundial, com a então inovadora pressurização e climatização de cabine. Logo abaixo, a antiga cabine de comando do Boeing 707, basicamente formada por instrumentos analógicos, mas completa para voos por instrumentos. Pode-se dizer que nas décadas de 1960 e 1970 era o que havia de mais moderno e seguro em instrumentos para uso na aviação civil.

O Boeing 707 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com cabine pressurizada e trem de pouso triciclo retrátil, com construção convencional em alumínio e ligas metálicas, com motorização turbojato ou turbofan, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com capacidade para transportar entre 140 e 220 passageiros, dependendo da versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela fabricante norte-americana Boeing Company.

Ele foi um dos pioneiros jatos comerciais para transporte de passageiros da história da aviação mundial, o primeiro quadrimotor a jato para transporte intercontinental e um dos maiores, mais velozes e de maior alcance aviões comerciais da época. Ele fez parte do início da era do jato para transporte civil de passageiros, inaugurada em 1950 com o quadrimotor avião para transporte doméstico e internacional de Havilland Comet, seguida anos depois pelo jato bimotor francês Sud Aviation Caravelle, que também não era intercontinental.

Ele é um avião quadrimotor turborreator de médio ou longo alcance, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com cabine de passageiros pressurizada e climatizada, com configuração típica de seis assentos por fileira, separados por um corredor central na classe econômica, e cinco ou quatro assentos por fileira, separados por um corredor na primeira classe.

HISTÓRIA

Logo acima, o icônico Boeing 707 nas cores da American Airlines, na época uma grande companhia aérea americana e atualmente umas das maiores do mundo. Logo abaixo, o jato comercial nas cores da BOAC, na época uma grande companhia aérea estatal britânica, conhecida atualmente como British Airways, a maior do Reino Unido e uma das maiores do mundo.

O projeto do Boeing 707 foi elaborado na década de 1950 pela equipe de engenheiros da Boeing Company para disputar o então novo mercado mundial de transporte aéreo comercial a jato. A ideia era produzir em série e em larga escala um avião a jato com grande alcance internacional e alcance intercontinental, com cabine de passageiros pressurizada e climatizada, com alta velocidade de cruzeiro e um nível de confiabilidade superior para voos transoceânicos, considerando os padrões da época, com redundância de sistemas e aviônicos avançados, para os padrões da época.

Assim como seu principal concorrente Douglas DC-8, o Boeing 707 foi projetado a partir de esboços, pesquisas e desenvolvimentos iniciais de asas enflechadas e motores a jato, documentados por engenheiros alemães durante a década de 1940, a mando do ditador alemão Adolf Hitler e confiscados ou apreendidos pelos Aliados (Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética) após vencerem a guerra contra a Alemanha e seus cúmplices, Itália e Japão.

Após a Segunda Guerra Mundial, o Governo Americano repassou esses projetos para as principais fabricantes americanas de aeronaves civis e militares. Elas então perceberam que poderiam aproveitar pelo menos uma parte das características originais dos projetos militares alemães de asas enflechadas e motores a jato para dar origem a modelos completamente novos de aviões comerciais quadrimotores de grande porte para transporte de passageiros e de carga aérea. Nasceram assim o que viriam a ser dois dos maiores ícones da história da aviação comercial, o Boeing 707 e o Douglas DC-8, tendo entre seus potenciais clientes a companhia aérea americana Pan American Airways, conhecida também como Pan Am, então uma gigante do mercado de transporte aéreo comercial.

Criado e desenvolvido a partir do protótipo militar Boeing 367-80 ou Boeing Dash 80, o projeto do Boeing 707 foi modificado, em relação ao protótipo, a pedido de companhias aéreas potenciais compradoras do modelo, com fuselagem alargada para permitir a fixação de até seis assentos por fileira. Assim, o Boeing 707 foi oficialmente apresentado em 1955 a várias grandes companhias aéreas consideradas na época como potenciais compradoras do avião, à imprensa, a autoridades aeronáuticas e aeroportuárias e a governantes. Com a reação inicial positiva da Pan Am, com sua encomenda inicial de 20 unidades, as demais companhias aéreas dos Estados Unidos, da Europa Ocidental, da Austrália e de outras partes do mundo passaram a olhar para o Boeing 707 com mais atenção e menos ceticismo, já que na época essa companhia aérea americana era considerada uma das líderes de mercado e uma pioneira por natureza.

A razão da relutância inicial de companhias aéreas sobre o Boeing 707 e sobre o Douglas DC-8 não é difícil de entender, as então tecnologias totalmente novas de asas enflechadas, pressurização e motor a jato. Para entender essa relutância inicial é necessário voltar um pouco no tempo, alguns anos: O jato comercial quadrimotor de Havilland Comet representou um dos maiores avanços da história da aviação comercial mundial, ele foi o primeiríssimo avião a jato para transporte comercial de passageiros fabricado em série. Mas o seu início não foi nada agradável, ele tinha um problema de fadiga estrutural que provocava a perda total de controle do avião em pleno voo, com vários acidentes gravíssimos registrados logo no início da sua entrada em serviço. Essa fadiga era causada pelos ciclos constantes de pressurização e despressurização realizadas nas viagens, o que provocava o colapso da estrutura da cabine após poucos anos de uso, com consequente despressurização acidental em pleno voo. Esses acidentes praticamente inviabilizaram a permanência do modelo no mercado mundial de transporte aéreo, resultando na sua descontinuação apenas alguns anos após ter sido lançado.

Evitando cometer os mesmos erros de projeto da fabricante britânica de Havilland (não confundir com a fabricante canadense de Havilland Canada), a Boeing Company e a Douglas Aircraft iniciaram o desenvolvimento de seus respectivos modelos em seguida, anos depois, e conseguiram convencer companhias aéreas de todos os continentes de que os seus aviões eram seguros.

A certificação do Boeing 707 foi conquistada pela Boeing Company em 1958, um ano antes da Douglas Aircraft alcançar a certificação do seu Douglas DC-8. A então recém criada FAA - Federal Aviation Administration foi a primeira autoridade aeronáutica do mundo a emitir o certificado dos dois modelos, o da Boeing e o da Douglas. O primeiro modelo certificado foi o Boeing 707-120, o modelo original da família Boeing 707, com motores turbojato Pratt & Whitney JT3C, que durante a fase de desenvolvimento foi submetido a uma variedade de modificações e ajustes para torná-lo tecnicamente adequado ao avião civil, já que sua origem era militar.

O Boeing 707 passou a ser usado também pela American Airlines (americana), Braniff Airways (americana), BOAC (britânica), Air France, Sabena (belga), Qantas Airways (australiana), El Al (israelense), TAP (portuguesa) e, é claro, a companhia aérea brasileira Varig, a maior do Brasil na época.

FAMÍLIA BOEING 707

Logo acima, O Boeing 707 nas cores da extinta Pan American Airways, conhecida também como Pan Am, na época uma grande companhia aérea americana. Logo abaixo, o Boeing 707 nas cores da Air France, na época uma grande companhia aérea francesa e, atualmente, uma das integrantes do grupo Air France KLM, um dos maiores grupos de transporte aéreo do mundo.

Quando o Boeing 707 foi lançado, no fim da década de 1950, era mais fácil fabricantes de aeronaves quadrimotoras convencerem autoridades aeronáuticas e companhias aéreas sobre os níveis de segurança combinados com a viabilidade econômica de seus projetos, para viajar sobre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico, o que não acontece hoje em dia, pois as aeronaves comerciais bimotoras estão mais confiáveis que antigamente. Essa é uma das explicações para o sucesso de vendas do quadrimotor Boeing 707 e de seu principal concorrente Douglas DC-8 nas décadas de 1960 e 1970.

No caso específico do Boeing 707, ele conseguiu apresentar resultados de desempenho superiores aos aviões quadrimotores a pistão da época, para viagens intercontinentais, como o Douglas DC-6 e Lockheed Constellation, por exemplo. O jato da Boeing Company tinha uma velocidade de cruzeiro maior; com teto de serviço mais alto, portanto menos sujeito ao mau tempo; tinha um alcance maior; uma capacidade de assentos e de transporte de bagagens maior; e um custo operacional menor.

Ele foi fabricado nos Estados Unidos, em Everett, próxima de Seattle, na Costa Oeste dos Estados Unidos, próxima à fronteira com o Canadá, no estado de Washington (não confundir com a capital Washington), e as companhias aéreas americanas Pan Am, American Airlines, TWA e Continental Airlines foram as primeiras operadoras do modelo.

BOEING 707-120

O Boeing 707-120 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com asas enflechadas, cabine pressurizada e trem de pouso triciclo retrátil, com construção convencional em alumínio e ligas metálicas, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela Boeing Company, na época uma grande fabricante de aviões militares, tornando-se a partir de então a maior fabricante de aviões comerciais do mundo.

Ele foi o primeiro modelo de série da família Boeing 707 a sair da linha de produção da Boeing Company em 1958, é o modelo original a partir do qual todos os demais modelos foram criados, desenvolvidos e fabricados pela Boeing e foi usado como base para dar origem a dois outros grandes sucessos do mercado mundial de transporte aéreo comercial, o best seller bimotor Boeing 737 e o trimotor Boeing 727, também um sucesso de vendas. Ele foi projetado com asas com cerca de 35º de enflechamento e cabine com quase 3,8 metros de largura, o suficiente para fixar seis assentos por fileira, separados por um corredor central. A sua fuselagem tem quase 44 metros de comprimento total, incluindo o cockpit e o cone de cauda, com uma envergadura (distância entre as duas pontas de asas) de cerca de 40 metros, com peso máximo de decolagem de cerca de 112.000 kg.

Ele foi projetado, desenvolvido e fabricado pela Boeing Company com os antigos motores turbojato Pratt & Whitney JT3C, mas é bom frisar que, na época, ele era um dos mais modernos aviões comerciais para transporte de passageiros, os seus motores a jato eram uma novidade na época, eles permitiram o aumento de velocidade, de alcance e de confiabilidade, com 13.000 libras de potência / empuxo em cada motor, totalizando 52.000 libras, o suficiente para dar-lhe uma velocidade de cruzeiro de quase 900 km/h, lembrando que na época os aviões turboélice e pistão não passavam de 600 km/h.

Duas sub-versões do Boeing 707-120 foram fabricadas, o Boeing 707-138, com fuselagem um pouco mais curta e alcance um pouco maior, adotado pela companhia aérea australiana Qantas Airways; e o Boeing 707-120B, com as mesma dimensões do Boeing 707-120, mas com um motorização mais moderna, a turbofan Pratt & Whitney JT3D, mais econômica e com menor nível de ruído que a motorização turbojato, com potência / empuxo aumentado para 17.000 libras, com peso máximo de decolagem aumentado para 117.000 kg .

BOEING 707-220

O Boeing 707-220 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos.

Ele é um modelo diretamente derivado do Boeing 707-120, com quase todas as suas especificações técnicas, incluindo as mesmas dimensões e sistemas, exceto a motorização Pratt & Whitney JT4A mais potente, com 15.800 libras de potência / empuxo em cada motor, totalizando 63.200 libras, com capacidade para operar em aeroportos quentes e altos. A sua principal operadora foi a Braniff Airways, mas apenas 5 unidade foram fabricadas.

BOEING 707-320

O Boeing 707-320 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, dependendo configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950.

Ele foi o terceiro modelo de série a sair da linha de produção da Boeing Company, um derivado direto do modelo original Boeing 707-120, com aumento do comprimento da fuselagem e da envergadura (distância entre as pontas das asas), com aumento da capacidade de combustível, com consequente aumento de alcance, com peso máximo de decolagem aumentado para 137.000 kg e com motorização turbojato Pratt & Whintney JT4A mais potente.

No total, foram fabricadas 69 unidades do Boeing 707-320.

BOEING 707-420

O Boeing 707-420 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, dependendo da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos.

Ele foi um dos primeiros modelos de aeronaves comerciais do mundo a usar o primeiro modelo de motor turbofan civil fabricado em série na história da indústria aeronáutica, o Rolls Royce Conway, com baixa taxa de bypass. Ele é um derivado direto da versão Boeing 707-320, mantendo as mesmas dimensões e demais especificações técnicas, exceto a motorização turbofan, que reduziu o consumo de combustível, o nível de ruído e a produção de fumaça durante seu funcionamento, além do aumento de confiabilidade proporcionado pelo funcionamento em voo de cruzeiro com temperatura mais baixa.

Ele foi operado principalmente pela companhia aérea britânica BOAC, conhecida atualmente como British Airways, pela alemã Lufhansa, pela israelense El Al e pela Varig, esta brasileira. No total, foram fabricadas 37 unidades do Boeing 707-420, todas para exportação.

BOEING 707-320B

O Boeing 707-320B é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos.

Ele foi um dos primeiros modelos de aeronaves comerciais do mundo a usar o segundo modelo de motor turbofan civil fabricado em série na história da indústria aeronáutica, o Pratt & Whitney JT3D, com baixa taxa de bypass. Ele é um derivado direto da versão Boeing 707-320, mantendo quase as mesmas dimensões e demais especificações técnicas, exceto a motorização turbofan, que reduziu o consumo de combustível, o nível de ruído e a produção de fumaça durante seu funcionamento, além do aumento de confiabilidade proporcionado pelo funcionamento em voo de cruzeiro com temperatura mais baixa.

O seu peso máximo de decolagem foi aumentado para 149.000 kg. Uma sub-versão, a Boeing 707-320B Advanced, foi fabricada, com algumas melhorias. A partir de 1965, ele teve seu peso máximo de decolagem aumentado para 152.000 kg. No total, foram fabricadas 175 unidades do Boeing 707-320B e suas sub-versões.

BOEING 707-320C

O Boeing 707-320C é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan Pratt & Whitney JT3D com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar entre 120 e 190 passageiros, dependendo da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos.

Ele é um derivado direto da versão Boeing 707-320, com um reforço estrutural em sua fuselagem, com piso reforçado, inclusive, para transporte de cargas, e uma ampla porta de carga para introdução facilitada de contêineres ou paletes em sua fuselagem. Ele foi um sucesso de vendas da família Boeing 707, ajudando a manter as vendas da família em um patamar suficiente para manter a linha de produção até a década de 1970, com mais de 330 unidades fabricadas, muitas delas com capacidade aumentada para até 220 passageiros, em alta densidade.

MERCADO

Logo acima, o jato comercial Boeing 707 nas cores da extinta companhia aérea americana TWA, na época uma das maiores dos Estados Unidos. Logo abaixo, o Boeing 707 nas cores da companhia aérea americana Continental Airlines, posteriormente, décadas depois, fundida com a United Airlines, que atualmente é uma das maiores do mundo.

O jato quadrimotor para transporte comercial de passageiros Boeing 707 foi um dos aviões civis de grande porte mais conhecidos e admirados da história da aviação, ele foi um dos aviões mais populares nas décadas de 1960 e 1970, com mais de 860 unidades fabricadas, de 1958 até 1978, quando sua produção seriada foi encerrada. A família Boeing 707 conseguiu completar mais de 60 anos de atividades de transporte comercial de passageiros e cargas em todos os continentes do planeta, com algumas unidades ainda em atividade, convertidas em cargueiras. Ele não é mais utilizado para transporte comercial de passageiros.

Por mais de 30 anos, o Boeing 707 manteve o status de um dos maiores e mais confortáveis aviões comerciais para transporte de passageiros do mundo, com vida útil projetada para cerca de 60.000 horas de voo.

A Boeing Company americana enfrenta atualmente uma dura concorrência com a Airbus S.A.S. europeia pela liderança do mercado mundial de transporte aéreo comercial. De modo geral, aeronaves bimotoras apresentam custo operacional bem mais baixo que aeronaves quadrimotoras de tamanho e capacidade semelhantes. Porém, até onde se sabe, ainda não há tecnologia comercialmente viável no planeta para gerar simultaneamente 280.000 libras de potência (o caso do Airbus A380) ou simultaneamente 266.000 libras de potência (o caso do Boeing 747-8) com o uso de apenas dois motores. Portanto, a única solução para transportar simultaneamente e confortavelmente 450 passageiros ou mais é a aeronave impulsionada por quatro motores, o quadrimotor ou quadrirreator.

Grandes companhias aéreas preferem transportar simultaneamente o maior número possível de passageiros no menor número possível de aeronaves em viagens internacionais e intercontinentais, em função de algo que em Economia e Administração de Empresas costumam chamar de economia de escala.

Porém, o problema atual das aeronaves quadrimotoras (quatro motores) e trimotoras (três motores) é o excesso de complexidade dos sistemas elétrico, hidráulico, eletrônico e mecânico, que exige mais atenção e mais tempo na manutenção e na operação, o que eleva seus custos de manutenção e reduz sua competitividade. Isso explica porque quase todos os modelos de aviões quadrimotores e trimotores de grande porte saíram de linha de produção seriada tão logo os bimotores de tamanho semelhante ganharam o nível de confiabilidade necessário para sobrevoar oceanos, desertos e florestas.

No curto, médio e longo prazos, dependendo de cada caso, é uma tendência natural a substituição gradativa das versões mais antigas do Boeing 747, do Douglas DC-8, do Boeing 707, do McDonnell Douglas DC-10, do Lockheed L-1011 Tristar, e do McDonnell Douglas MD-11 por alternativas mais racionais e econômicas, principalmente bimotores, até mesmo para transporte de cargas, sem que isso signifique redução dos níveis de segurança, já que o índice de falhas dos motores turbofan produzidos pelas grandes marcas internacionais Rolls-Royce, Pratt & Whitney e General Electric continua sendo gradativamente reduzido para níveis baixíssimos.

NO BRASIL

O Boeing 707 foi um dos modelos de aeronaves comerciais de grande porte mais bem sucedidos também aqui no Brasil, durante as décadas de 1960 e 1970. Ele foi utilizado intensivamente pela Varig – Viação Aérea Riograndense para viagens internacionais e intercontinentais, com 19 unidades adquiridas. Posteriormente, anos depois, a aeronave foi utilizada também pelas companhias aéreas Transbrasil e Vasp – Viação Aérea São Paulo, principalmente versões cargueiras.

Durante a década de 1990 e 2000, o modelo de avião passou a ser usado também por outras empresas, a Skyjet, a Fly, a Skymaster, a Brasair, a Beta Cargo e a Phoenix, a maioria delas cargueiras.

A aeronave foi utilizada também pela FAB – Força Aérea Brasileira para transporte presidencial. Ele foi comprado da Varig, em 1968, e foi utilizado como transporte de autoridades governamentais até a década de 2000, quando foi finalmente substituído pelo moderno Airbus A319.

SEGURANÇA DE VOO

Estatisticamente, em números aproximados, a aviação comercial e a aviação executiva são os meios de transporte mais seguros que existem, com cerca de três acidentes graves com vítimas fatais para cada um milhão de viagens realizadas, considerando a média mundial. Entretanto, se forem levados em consideração apenas os números de países desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos, países da Europa Ocidental, o Japão, a Coreia do Sul e a Austrália, os números de acidentes para cada um milhão de viagens são ainda menores, na média cerca de um acidente grave com vítimas fatais para cada um milhão de viagens realizadas.

Foram registrados 93 acidentes graves com vítimas fatais nos quais os aviões da família Boeing 707 se envolveram e / ou foi envolvidos, o equivalente a cerca de 11% do número total de aeronaves fabricadas.

VEJA TAMBÉM

REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_707
  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Boeing_707
  • Boeing Company (divulgação): Imagens
  • American Airlines (divulgação): Imagem
  • Wikimedia: Imagens

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AGRICULTURA E PECUÁRIA

MASSEY FERGUSON MF 265

MASSEY FERGUSON MF 290

MASSEY FERGUSON MF 275

TRATOR FORD 6600 (AGROPECUÁRIA)