DOUGLAS DC-8

DOUGLAS DC-8-10 (MODELOS CURTOS)
DOUGLAS DC-8-20 (MOTORES MAIS POTENTES)
DOUGLAS DC-8-30 (PMD AUMENTADO)
DOUGLAS DC-8-40 (MOTOR TURBOFAN EUROPEU)
DOUGLAS DC-8-50 (MOTOR TURBOFAN AMERICANO)
DOUGLAS DC-8-60 (MODELOS LONGOS)
DOUGLAS DC-8-70 (RETROFITADOS)
MCDONNELL DOUGLAS DC-8

INTRODUÇÃO
Logo acima, o clássico jato comercial quadrimotor para transporte de passageiros Douglas DC-8 nas cores da Japan Airlines, na época a maior companhia aérea do Japão e atualmente uma das maiores do país. Logo abaixo, a versão curta do Douglas DC-8 nas cores da extinta companhia aérea brasileira Varig, a maior transportadora aérea nacional da época.
O Douglas DC-8 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato ou turbofan, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com capacidade para transportar entre 118 e 260 passageiros, dependendo da versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi um dos mais bem sucedidos quadrimotores para voos comerciais internacionais e intercontinentais da história da aviação mundial, um sucesso de vendas, um dos líderes em voos transatlânticos de longo curso por duas décadas seguidas, um dos mais confiáveis jatos comerciais para transporte intercontinental de passageiros na época.

Os seus principais concorrentes nas décadas de 1960 e 1970 foram o jato quadrimotor americano Boeing 707, também um sucesso de vendas, e os jatos quadrimotores Convair Coronado 880 e Convair Coronado 990, também americanos.

A DOUGLAS AIRCRAFT

A Douglas Aircraft foi uma das maiores e mais importantes fabricantes de aeronaves comerciais e militares do planeta. Ela foi fundada nos Estados Unidos pelo empresário americano Donald Douglas em 1921, foi posteriormente fundida, em 1967, com a também gigante fabricante aeroespacial americana McDonnell, dando origem na época à segunda maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, a McDonnell Douglas, até que, finalmente, foi comprada pela Boeing Company na década de 1990, consolidando a posição desta gigante aeroespacial, atualmente uma das maiores fabricantes de aeronaves comerciais do mundo e uma das maiores empresas aeroespaciais do planeta.

Ela foi uma grande e tradicional fabricante americana de aeronaves comerciais nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Ainda na década de 1960, a empresa foi fundida com a McDonnell, dando origem à segunda maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, uma das mais importantes, a McDonnell Douglas, cujos principais produtos comerciais eram o quadrimotor a jato intercontinental McDonnell Douglas DC-8, conhecido anteriormente como Douglas DC-8, cuja fabricação foi iniciada em 1958, o trimotor para viagens intercontinentais McDonnel Douglas DC-10, conhecido também como Douglas DC-10, cuja fabricação em série foi iniciada em 1971, e o bimotor para rotas domésticas McDonnell Douglas MD-80, um derivado do também bimotor doméstico Douglas DC-9, este com início da fabricação em série em 1965.

Posteriormente, na década de 1990, a McDonnell Douglas foi comprada pela Boeing, que manteve em linha de produção, por alguns anos ainda, o bimotor a jato McDonnell Douglas MD-95, renomeado para Boeing 717, um derivado modernizado do McDonnell Douglas MD-80.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Logo acima, o clássico interior do Douglas DC-8, na época uma das mais modernas e confortáveis opções de transporte aéreo internacional e intercontinental disponíveis no mercado mundial, com a então inovadora pressurização e climatização de cabine. Logo abaixo, a antiga cabine de comando do Douglas DC-8, basicamente formada por instrumentos analógicos, mas completa para voos por instrumentos. Pode-se dizer que nas décadas de 1960 e 1970 era o que havia de mais moderno e seguro em instrumentos para uso na aviação civil.

O Douglas DC-8 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com cabine pressurizada e trem de pouso retrátil, com construção convencional em alumínio e ligas metálicas, com motorização turbojato ou turbofan, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com capacidade para transportar entre 118 e 260 passageiros, dependendo da versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi um dos pioneiros jatos comerciais para transporte de passageiros da história da aviação mundial, o segundo quadrimotor a jato para transporte intercontinental, atrás apenas do Boeing 707, e um dos maiores, mais velozes e de maior alcance aviões comerciais da época. Ele fez parte do início da era do jato para transporte civil de passageiros, inaugurada em 1950 com o quadrimotor britânico para transporte doméstico e internacional de Havilland Comet, seguida anos depois pelo jato bimotor francês Sud Aviation Caravelle, que também não era intercontinental.

Conhecido também como McDonnell Douglas DC-8, ele é um avião quadrimotor turborreator de médio ou longo alcance, dependendo do modelo e do ano de fabricação, com cabine de passageiros pressurizada e climatizada, com configuração típica de seis assentos por fileira, separados por um corredor central na classe econômica, e cinco assentos por fileira, separados por um corredor na primeira classe.

HISTÓRIA

Logo acima, o Douglas DC-8 nas cores da Delta Airlines, na época um grande companhia aérea americana e atualmente umas das maiores do mundo. Logo abaixo, o jato comercial nas cores da KLM, na época uma grande companhia aérea europeia e atualmente parte do grupo Air France-KLM, um dos maiores grupos de transporte aéreo do mundo.

O projeto do Douglas DC-8 foi elaborado na década de 1950 pela equipe de engenheiros da então Douglas Aircraft para disputar o então novo mercado mundial de transporte aéreo comercial a jato. A ideia era produzir em série e em larga escala um avião a jato com grande alcance internacional e alcance intercontinental, com cabine de passageiros pressurizada e climatizada, com alta velocidade de cruzeiro e um nível de confiabilidade superior para voos transoceânicos, para os padrões da época, com redundância de sistemas e aviônicos avançados, para os padrões da época.

Assim como seu principal concorrente Boeing 707, o Douglas DC-8 foi projetado a partir de esboços, pesquisas e desenvolvimentos iniciais de asas enflechadas e motores a jato, documentados por engenheiros alemães durante a década de 1940, a mando do ditador alemão Adolf Hitler e confiscados ou apreendidos pelos Aliados (Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética) após vencerem a guerra contra a Alemanha e seus cúmplices, Itália e Japão.

Após a Segunda Guerra Mundial, o Governo Americano repassou esses projetos para as principais fabricantes americanas de aeronaves civis e militares. Elas então perceberam que poderiam aproveitar pelo menos uma parte das características originais dos projetos militares alemães de asas enflechadas e motores a jato para dar origem a modelos completamente novos de aviões comerciais quadrimotores de grande porte para transporte de passageiros e de carga aérea. Nasceram assim o que viriam a ser dois dos maiores ícones da história da aviação comercial, o Boeing 707 e o Douglas DC-8, tendo entre seus potenciais clientes a companhia aérea americana Pan American Airways, conhecida também como Pan Am, então uma gigante do mercado de transporte aéreo comercial.

O projeto do Douglas DC-8 foi oficialmente apresentado em 1955 a várias grandes companhias aéreas consideradas na época como potenciais compradoras do avião, à imprensa, a autoridades aeronáuticas e aeroportuárias e a governantes. Com a reação inicial positiva da Pan Am, com sua encomenda inicial de 25 unidades, as demais companhias aéreas dos Estados Unidos, do Canadá, da Europa Ocidental, do Japão, da Austrália e de outras partes do mundo passaram a olhar para o Douglas DC-8 com mais atenção e menos ceticismo, já que na época essa companhia aérea americana era considerada uma das líderes de mercado e uma pioneira por natureza.

A razão da relutância inicial de companhias aéreas sobre o Douglas DC-8 e sobre o Boeing 707 não é difícil de entender, as então tecnologias totalmente novas de asas enflechadas, pressurização e motor a jato. Para entender essa relutância inicial é necessário voltar um pouco no tempo, alguns anos: O jato comercial quadrimotor de Havilland Comet representou um dos maiores avanços da história da aviação comercial mundial, ele foi o primeiríssimo avião a jato para transporte comercial de passageiros fabricado em série. Mas o seu início não foi nada agradável, ele tinha um problema de fadiga estrutural que provocava a perda total de controle do avião em pleno voo, com vários acidentes gravíssimos registrados logo no início da sua entrada em serviço. Essa fadiga era causada pelos ciclos constantes de pressurização e despressurização realizadas nas viagens, o que provocava o colapso da estrutura da cabine após poucos anos de uso, com consequente despressurização acidental em pleno voo. Esses acidentes praticamente inviabilizaram a permanência do modelo no mercado mundial de transporte aéreo, resultando na sua descontinuação apenas alguns anos após ter sido lançado.

Evitando cometer os mesmos erros de projeto da fabricante britânica de Havilland (não confundir com a fabricante canadense de Havilland Canada), a Douglas Aircraft e a Boeing Company iniciaram o desenvolvimento de seus respectivos modelos em seguida, anos depois, e conseguiram convencer companhias aéreas de todos os continentes de que os seus aviões eram seguros.

A certificação do Douglas DC-8 foi conquistada pela Douglas Aircraft em 1959, a então recém criada FAA - Federal Aviation Administration foi a primeira autoridade aeronáutica do mundo a emitir o certificado do avião. O primeiro modelo certificado foi o Douglas DC-8-10, o modelo original da família Douglas DC-8, com motores turbojato Pratt & Whitney JT3-C, que, durante a fase de desenvolvimento, foi submetido a uma variedade de modificações e ajustes para torná-lo tecnicamente adequado ao avião civil, já que sua origem era militar.

O Douglas DC-8 passou a ser usado também pela United Airlines (americana), Iberia (espanhola),  National Airlines (americana), KLM (holandesa), Eastern Airlines (americana), Japan Airlines, Scandinavian Airlines (sueca), Delta Airlines (americana), SwissAir (suíça), Thai Airways (tailandesa), Alitalia (italiana), Braniff (americana) e Trans Canada.

Ele foi um dos primeiros modelos de aeronaves comerciais a usar o titânio em sua estrutura.

FAMÍLIA DOUGLAS DC-8

Logo acima, a versão alongada do Douglas DC-8-60 nas cores da United Airlines, uma grande companhia aérea americana e atualmente uma das maiores do mundo. Logo abaixo, o modelo alongado Douglas DC-8-60 nas cores da Air Canada, também uma grande operadora na época e atualmente a maior do Canadá.

Quando o Douglas DC-8 foi lançado, no fim da década de 1950, era mais fácil fabricantes de aeronaves quadrimotoras convencerem autoridades aeronáuticas e companhias aéreas sobre os níveis de segurança combinados com a viabilidade econômica de seus projetos, para viajar sobre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico, o que não acontece hoje em dia, pois as aeronaves comerciais bimotoras estão mais confiáveis que antigamente. Essa é uma das explicações para o sucesso de vendas do quadrimotor Douglas D-8 e de seu principal concorrente Boeing 707 nas décadas de 1960 e 1970.

No caso específico do Douglas DC-8, ele conseguiu apresentar resultados de desempenho superiores aos aviões quadrimotores a pistão da época, para viagens intercontinentais, como o Lockheed Constellation, por exemplo. O jato da Douglas Aircraft tinha uma velocidade de cruzeiro maior; com teto de serviço mais alto, portanto menos sujeito ao mau tempo; tinha um alcance maior; uma capacidade de assentos e de transporte de bagagens maior; e um custo operacional menor.

DOUGLAS DC-8-10

O Douglas DC-8-10 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com asas enflechadas, cabine pressurizada e trem de pouso retrátil, com construção convencional em alumínio e ligas metálicas, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 118 e 170 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi o primeiro modelo de série a sair da linha de produção da Douglas Aircraft em 1959, é o modelo original a partir do qual todos os demais modelos foram criados, desenvolvidos e fabricados pela Douglas Aircraft, até 1967, e pela sua sucessora McDonnell Douglas, a partir de então. Ele foi projetado com asas com cerca de 30º de enflechamento e cabine com quase 3,8 metros de largura, o suficiente para fixar até seis assentos por fileira, separados por um corredor central. A sua fuselagem tem quase 46 metros de comprimento total, incluindo o cockpit e o cone de cauda, com uma envergadura (distância entre as duas pontas de asas) de cerca de 43 metros, com peso máximo de decolagem de cerca de 108.000 kg.

Ele foi fabricado nos Estados Unidos, em Long Beach, na região metropolitana de Los Angeles, no estado da Califórnia. Embora a companhia aérea americana Pan Am tenha sido a primeira a encomendar o Douglas DC-8, foram as companhias aéreas United Airlines e Delta Airlines as primeiras operadoras do modelo.

Ele foi projetado, desenvolvido e fabricado pela Douglas Aircraft com os antigos motores turbojato Pratt & Whitney JT3C, mas é bom frisar que, na época, ele era um dos mais modernos aviões comerciais para transporte de passageiros, os seus motores a jato eram uma novidade na época, eles permitiram o aumento de velocidade, de alcance e de confiabilidade, com 13.500 libras de potência / empuxo em cada motor, totalizando 54.000 libras, o suficiente para dar-lhe uma velocidade de cruzeiro de quase 900 km/h, lembrando que na época os aviões turboélice e pistão não passavam de 600 km/h.

Duas sub-versões do Douglas DC-8-10 foram fabricadas, o Douglas DC-8-11 e o Douglas DC-8-12. No total, foram fabricadas 28 unidades do Douglas DC-8-10 e suas sub-versões.

DOUGLAS DC-8-20

O Douglas DC-8-20 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 118 e 170 passageiros, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele é um modelo diretamente derivado do Douglas DC-8-10, com quase todas as suas especificações técnicas, incluindo as mesmas dimensões e sistemas, exceto a motorização Pratt & Whitney JT4A mais potente, com 15.800 libras de potência / empuxo em cada motor, totalizando 63.200 libras, e um peso máximo de decolagem aumentado de 125.000 kg.

Ele também foi fabricado nos Estados Unidos, na linha de montagem de Long Beach, ao lado de seus irmãos Douglas DC-8-10 e Douglas DC-8-30. No total, foram fabricadas 34 unidades do Douglas DC-8-20 e suas sub-versões.

DOUGLAS DC-8-30

O Douglas DC-8-30 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbojato, com capacidade para transportar entre 118 e 170 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1950 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi o terceiro modelo de série a sair da linha de produção da Douglas Aircraft, um derivado direto do modelo original Douglas DC-8-10, mantendo as mesmas dimensões e demais especificações técnicas, exceto a capacidade de combustível aumentada e o peso máximo de decolagem aumentado, com motorização Pratt & Whintney JT4A mais potente. Ele foi fabricado em três sub-versões, a Douglas DC-8-31, a Douglas DC-8-32 e a Douglas DC-8-33.

A sub-versão Douglas DC-8-31 começou a ser fabricada em série em 1960, com 16.800 libras de potência / empuxo em cada motor, a sub-versão Douglas DC-8-32 teve o seu peso máximo de decolagem aumentado para 140.000 kg de peso, e a sub-versão Douglas DC-8-33 teve sua potência aumentada para 17.500 libras em cada motor, com trem de pouso reforçado e peso máximo de decolagem aumentado para 142.000 kg.

No total, foram fabricadas 57 unidades do Douglas DC-8-30 e suas sub-versões.

DOUGLAS DC-8-40

O Douglas DC-8-40 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar entre 118 e 170 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi um dos primeiros modelos de aeronaves comerciais do mundo a usar o primeiro modelo de motor turbofan fabricado em série na história da indústria aeronáutica, o Rolls Royce Conway, com baixa taxa de bypass. Ele é um derivado direto da versão Douglas DC-8-30, mantendo as mesmas dimensões e demais especificações técnicas, exceto a motorização turbofan, que reduziu o consumo de combustível, o nível de ruído e a produção de fumaça durante seu funcionamento, além do aumento de confiabilidade proporcionado pelo funcionamento em voo de cruzeiro com temperatura mais baixa.

Ele foi fabricado em três sub-versões, sendo a Douglas DC-8-41, com 140.000 kg de peso máximo de decolagem, a Douglas DC-8-42, com 141.000 kg, e a Douglas DC-8-43, com 142.000 kg. No total, foram fabricadas 32 unidades do Douglas DC-8-40 e suas sub-versões.

DOUGLAS DC-8-50

O Douglas DC-8-50 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar entre 118 e 170 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana Douglas Aircraft e, posteriormente, anos depois, pela sua sucessora McDonnell Douglas.

Ele foi um dos primeiros modelos de aeronaves comerciais do mundo a usar o segundo modelo de motor turbofan fabricado em série na história da indústria aeronáutica, o Pratt & Whitney JT3D, com baixa taxa de bypass. Ele é um derivado direto da versão Douglas DC-8-30, mantendo as mesmas dimensões e demais especificações técnicas, exceto a motorização turbofan, que reduziu o consumo de combustível, o nível de ruído e a produção de fumaça durante seu funcionamento, além do aumento de confiabilidade proporcionado pelo funcionamento em voo de cruzeiro com temperatura mais baixa.

Ele foi fabricado em três sub-versões civis de passageiros, sendo a Douglas DC-8-51, com 125.000 kg de peso máximo de decolagem e 17.000 libras em cada motor, a Douglas DC-8-52, com 136.000 kg e 17.000 libras em cada motor, e a Douglas DC-8-53, com 142.000 kg e 18.000 libras em cada motor. Uma sub-versão civil cargueira, a Douglas DC-8-50 Jet Trader, e uma sub-versão militar, a Douglas DC-8-50 E24-A, para a Marinha dos Estados Unidos, também foram fabricadas.

No total, foram fabricadas 89 unidades do Douglas DC-8-50 e suas sub-versões.

DOUGLAS DC-8-60

O Douglas DC-8-60 é uma antiga aeronave comercial quadrimotor de grande porte, com motorização turbofan Pratt & Whitney JT3D com baixa taxa de bypass, com capacidade para transportar até 260 passageiros, dependendo da sub-versão e da configuração de assentos adotada, em viagens internacionais e intercontinentais, desenvolvida e fabricada em larga escala a partir da década de 1960 nos Estados Unidos pela então fabricante norte-americana McDonnell Douglas.

Conhecido também como Douglas DC-8 Super Sixty, ele é um derivado direto da versão Douglas DC-8-50, com um aumento significativo de suas dimensões, com estrutura reforçada, principalmente fuselagem e asas. Ele foi um sucesso de vendas da Douglas Aircraft, ajudando a manter as vendas da família Douglas DC-8 em um patamar suficiente para manter a linha de produção por mais cinco anos, com capacidade aumentada para até 260 passageiros, em alta densidade.

Ele foi fabricado em três sub-versões, sendo a Douglas DC-8-61, fabricada em série a partir de 1966, com 11 metros a mais de comprimento de fuselagem, totalizando 57 metros, com 147.000 kg de peso máximo de decolagem; a Douglas DC-8-62, com 2 metros a mais de comprimento de fuselagem, totalizando 48 metros, com 151.000 kg e 18.000 libras em cada motor; e a Douglas DC-8-63, com 11 metros a mais de comprimento de fuselagem, totalizando 57 metros, com 158.000 kg de peso máximo de decolagem e 19.000 libras em cada motor.

Ele foi o primeiro modelo de aeronave comercial certificado para aproximações por instrumentos ILS – Instrument Landing System, na categoria ILS Cat II, com neblina / nevoeiro espesso ou chuva leve.

VERSÃO DOUGLAS DC-8-70

Versão retrofitada da família Douglas DC-8, disponível por meio de pacote de modificações compatível com o Douglas DC-8-60, com reforços estruturais nas asas e a troca dos motores turbofan com baixo bypass pelos modernos motores turbofan General Electric / Snecma CFM-56, com alta taxa de bypass, com 22.000 libras em cada motor, totalizando 88.000 libras, com redução significativa do consumo de combustível em até 1/3 (um terço) ou 33% em alguns casos.

MERCADO

Logo acima, o jato comercial Douglas DC-8 nas cores da companhia aérea Thai Airways, a maior da Tailândia. Logo abaixo, o Douglas DC-8 da companhia aérea americana de transporte de carga UPS - United Parcel Service, atualmente uma das maiores empresas de logística aérea do mundo.

O jato quadrimotor para transporte comercial de passageiros Douglas DC-8 foi um dos aviões civis de grande porte mais conhecidos e admirados da história da aviação, ele foi um dos aviões mais populares nas décadas de 1960 e 1970, com mais de 550 unidades fabricadas, de 1959 até 1972, quando sua produção seriada foi encerrada. A família Douglas DC-8 conseguiu completar mais de 50 anos de atividades de transporte comercial de passageiros e cargas em todos os continentes do planeta, com algumas unidades atualmente ainda em atividade, a maioria convertida em cargueira.

Por mais de 30 anos, o Douglas DC-8 manteve o status de um dos maiores e mais confiáveis aviões comerciais para transporte de passageiros do mundo, com vida útil projetada para cerca de 50.000 horas de voo. Durante a década de 1960 ele foi considerado o jato comercial para transporte de passageiros mais confortável do mundo. Naquela época ele era um pouco mais caro que o Boeing 707, pois este, na verdade, é um derivado civil de um modelo de aeronave militar, o Boeing KC-135, portanto a economia de escala da Boeing Company era maior. Talvez isso explique o porquê do jato Boeing 707 ter sido mais vendido que seu principal concorrente, com mais de 860 unidades fabricadas.

A Boeing Company americana enfrenta atualmente uma dura concorrência com a Airbus S.A.S europeia, conhecida anteriormente, como Airbus Industrie, pela liderança do mercado mundial de transporte aéreo comercial. Quando a Boeing comprou a McDonnell Douglas, na década de 1990, somente um modelo civil de aeronave comercial desta foi mantido em linha de produção, o bimotor turbofan McDonnell Douglas MD-95, posteriormente renomeado para Boeing 717, um derivado para transporte doméstico e regional do Douglas DC-8.

De modo geral, aeronaves bimotoras apresentam custo operacional bem mais baixo que aeronaves quadrimotoras de tamanho e capacidade semelhantes. Porém, até onde se sabe, ainda não há tecnologia comercialmente viável no planeta para gerar simultaneamente 280.000 libras de potência (o caso do Airbus A380) ou simultaneamente 266.000 libras de potência (o caso do Boeing 747-8) com o uso de apenas dois motores. Portanto, a única solução para transportar simultaneamente e confortavelmente 450 passageiros ou mais é a aeronave impulsionada por quatro motores, o quadrimotor ou quadrirreator.

Grandes companhias aéreas preferem transportar simultaneamente o maior número possível de passageiros no menor número possível de aeronaves em viagens internacionais e intercontinentais, em função de algo que em Economia e Administração de Empresas costumam chamar de economia de escala.

Porém, o problema atual das aeronaves quadrimotoras (quatro motores) e trimotoras (três motores) é o excesso de complexidade dos sistemas elétrico, hidráulico, eletrônico, pneumático e mecânico, que exige mais atenção e mais tempo na manutenção e na operação, o que eleva seus custos de manutenção e reduz sua competitividade. Isso explica porque quase todos os modelos de aviões quadrimotores e trimotores de grande porte saíram de linha de produção seriada tão logo os bimotores de tamanho semelhante ganharam o nível de confiabilidade necessário para sobrevoar oceanos, desertos e florestas.

No curto, médio e longo prazos, dependendo de cada caso, é uma tendência natural a substituição gradativa das versões mais antigas do Boeing 747, do Douglas DC-8, do Boeing 707, do McDonnell Douglas DC-10, do Lockheed L-1011 Tristar, e do McDonnell Douglas MD-11 por alternativas mais racionais e econômicas, principalmente bimotores, até mesmo para transporte de cargas, sem que isso signifique redução dos níveis de segurança, já que o índice de falhas dos motores turbofan produzidos pelas grandes marcas internacionais Rolls-Royce, Pratt & Whitney e General Electric continua sendo gradativamente reduzido para níveis baixíssimos.

A grande maioria das versões do Douglas DC-8 foi transformada em cargueira.

NO BRASIL
O Douglas DC-8 foi um dos modelos de aeronaves comerciais de grande porte mais bem sucedidos também aqui no Brasil, durante as décadas de 1960 e 1970. Ele foi utilizado intensivamente pela Varig – Viação Aérea Riograndense para viagens internacionais e intercontinentais, com 2 unidades em sua frota, e pela extinta Panair do Brasil, na época uma subsidiária da companhia aérea americana Pan Am, com 4 unidades em sua frota.

Posteriormente, durante as décadas de 1980, 1990 e 2000, a aeronave foi utilizada também pelas companhias aérea VASP - Viação Aérea São Paulo, Air Vias, Digex Cargo, ABSA Cargo e Beta Cargo, a maioria delas cargueiras.

Atualmente, o Douglas DC-8 não é utilizado no Brasil.

SEGURANÇA DE VOO

Estatisticamente, em números aproximados, a aviação comercial e a aviação executiva são os meios de transporte mais seguros que existem, com cerca de três acidentes graves com vítimas fatais para cada um milhão de viagens realizadas, considerando a média mundial. Entretanto, se forem levados em consideração apenas os números de países desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos, países da Europa Ocidental, o Japão, a Coreia do Sul e a Austrália, os números de acidentes para cada um milhão de viagens são ainda menores, na média cerca de um acidente grave com vítimas fatais para cada um milhão de viagens realizadas.

Foram registrados 53 acidentes graves com vítimas fatais nos quais os aviões da família Douglas DC-8 se envolveram e/ou foram envolvidos, o equivalente a cerca de 9% do número total de aeronaves fabricadas.

VEJA TAMBÉM

REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA

  • Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_DC-8
  • Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_DC-8
  • Boeing Company (divulgação): Imagens
  • Wikimedia: Imagens

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