VOLKSWAGEN AMAROK HIGHLINE
VOLKSWAGEN AMAROK HIGHLINE (CABINE DUPLA)
VOLKSWAGEN AMAROK COMFORTLINE (CABINE DUPLA)
VOLKSWAGEN AMAROK SE (CABINE DUPLA)
VOLKSWAGEN AMAROK S (CABINE DUPLA OU SIMPLES)
VOLKSWAGEN AMAROK CS (CABINE SIMPLES)
VOLKSWAGEN AMAROK TRENDLINE (CABINE DUPLA)
VOLKSWAGEN AMAROK EXTREME (CABINE DUPLA)
PROJETO VOLKSWAGEN ROBUST PICKUP (1ª GERAÇÃO)
PROJETO PATAGÔNIA (2ª GERAÇÃO)
PROJETO VOLKSWAGEN-FORD P703/NF (2ª GERAÇÃO)
INTRODUÇÃO
Logo acima, a belíssima e desejada Volkswagen Amarok de primeira geração, com uma ótima variedade de itens de segurança, conforto e desempenho, uma opção válida entre as pickups médias disponíveis no mercado brasileiro a partir de 2010, um objeto de desejo dos fazendeiros brasileiros. Logo abaixo, o interior completo desse modelo de caminhonete da marca alemã, fabricada na Argentina e importada para o Brasil, uma opção válida de compra no mercado de automóveis novos e usados.
A robusta e prática Volkswagen Amarok é um utilitário de tamanho médio da categoria das caminhonetes, para uso misto e diário no transporte de passageiros e de carga, cuja 1ª geração foi criada na Alemanha, desenvolvida na Alemanha, na Austrália, na Argentina e no Brasil, fabricada em larga escala na Alemanha pela multinacional alemã Volkswagen A.G. e, principalmente, pela sua subsidiária (empresa controlada) na Argentina, a Volkswagen Argentina, a partir da década de 2010, para atender o seu mercado interno e para exportação para mercados diversos, incluindo Brasil, Uruguai, Paraguai, México, Europa, Austrália, Rússia e África do Sul.
Na década de 2010, o veículo também foi montado na Argélia, pela Sovac SPA, e no Equador, pela Aymesa S.A., a partir de kits de montagem CKD fabricados pela Volkswagen e então enviados para esses dois países. No total, até o momento, a Volkswagen Amarok soma mais de 830.000 unidades fabricadas em duas gerações, sendo que, em breve, a 1ª geração sul-americana da Volkswagen Amarok cederá seu lugar a um projeto próprio da Volkswagen, baseado na pickup média chinesa SAIC-Maxus Terron 9, diferente do projeto Volkswagen-Ford P703/NF, que, por sua vez, atende os mercados australiano, europeu e africano.
Com o passar dos anos, a família Volkswagen Amarok, formada por duas gerações de pickups médias, se tornou uma bem sucedida família de pickups de tamanho médio em várias partes do mundo, principalmente em países nos quais a marca Volkswagen tem forte presença, como Argentina, Brasil, países da Europa, África do Sul, Austrália e México, durante a década de 2010.
Atualmente, a família Volkswagen Amarok já está na 2ª geração no exterior, projetada, desenvolvida e fabricada em conjunto com a multinacional americana Ford Motor Company, na África do Sul, na mesma linha de montagem sul-africana da Ford Ranger de 5ª geração, compartilhando, inclusive, seu chassi, suspensão, motorização e câmbio, mas não chegará oficialmente ao Brasil, pois a Volkswagen do Brasil e a Volkswagen Argentina deram preferência a um projeto de origem chinesa, mas adaptado para o mercado latino-americano.
Apesar disso, a 1ª geração da Volkswagen Amarok ainda é um objeto de desejo dos fazendeiros brasileiros e um sonho de consumo até de quem mora na cidade, uma opção válida do mercado de pickups ou picapes médias. Ela tem dupla aptidão, bruta o suficiente para transportar até 1.100 kg de carga em sua caçamba de 1.200 litros, na fazenda, no sítio ou na rodovia e refinada o suficiente para levar a família para passear no cinema, na pizzaria, na sorveteria, na praia e na lanchonete nos finais de semana, vendida aqui no Brasil principalmente em versões de cabine dupla, embora também esteja disponível em versões de cabine simples.
Na década 2010, as principais concorrentes da Volkswagen Amarok no mercado brasileiro de pickups ou picapes médias de cabine dupla foram a Chevrolet S10, a Ford Ranger, a Toyota Hilux, a Nissan Frontier e a Mitsubishi L200, também bem projetadas, bem fabricadas e bem vendidas, todas com carroceria sobre chassi, embora as pickups compactas Renault Duster Oroch e Fiat Toro possam ser consideradas concorrentes indiretas, já que, neste caso específico, possuem carroceria monobloco.
Atualmente, todas elas estão em linha de produção e são comercializadas no Brasil, que, inclusive, conta com mais três concorrentes indiretas, a RAM Rampage, a Ford Maverick e a Chevrolet Nova Montana, todas também monobloco.
A VOLKSWAGEN
A Volkswagen do Brasil é uma grande e tradicional fabricante brasileira de automóveis, uma subsidiária do Grupo Volkswagen da Alemanha, que, por sua vez, é um dos maiores fabricantes de automóveis e utilitários do mundo, incluindo caminhões e ônibus. Também fazem parte do Grupo Volkswagen a Porsche, famosa fabricante de automóveis esportivos de alto luxo, a Scania e a MAN, duas grandes e conhecidas fabricantes de caminhões para transporte rodoviário de cargas, a Audi, uma das maiores e mais conceituadas fabricantes de automóveis de alto luxo do planeta, a Lamborghini, uma fabricante italiana de automóveis esportivos de alto luxo, a Seat, uma fabricante espanhola de automóveis populares, e a Ducati, fabricante de motos de alta performance.
Em 2017 e 2018, por exemplo, o Grupo Volkswagen foi o maior fabricante de automóveis do planeta, com mais de 10.400.000 e mais de 10.080.000 unidades fabricadas, respectivamente, incluindo os números de vendas da Audi, da Seat e da Porsche. Em 2019, o Grupo Volkswagen fabricou mais de 10.900.000 unidades, com mais de € 234 bilhões de receita bruta (o equivalente a mais de US$ 262 bilhões) e mais de 640.000 empregados, enquanto a Volkswagen do Brasil foi a segunda maior fabricante de automóveis do Brasil, com mais 414.000 unidades fabricadas.
Em 2024, o Grupo Volkswagen fabricou mais de 8.520.000 unidades, incluindo automóveis, comerciais leves e picapes. Atualmente, o Grupo Volkswagen possui 342 empresas subsidiárias, no total, em todos os continentes, comercializando seus produtos em mais de 150 países, com mais de 100 instalações de engenharia, desenvolvimento e produção de veículos e motores, em 27 países. A holding alemã Grupo Volkswagen é controlada pelo Governo Alemão, pela Família Porsche e pelo fundo de investimentos governamental árabe Qatar Investments, do Governo do Qatar.
Por razões óbvias, o Grupo Volkswagen anunciou, em 2022, que todas as suas marcas estavam abandonando o mercado russo de automóveis e utilitários...
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Logo acima, a prática e bonita Volkswagen Amarok da segunda geração, com uma ótima variedade de itens de segurança, conforto e desempenho, um projeto conjunto entre a Volkswagen e a Ford, uma das melhores opções de pickups médias disponíveis no exterior, mas que não será trazida oficialmente ao Brasil, Argentina e México, por decisão das subsidiárias da marca Volkswagen aqui na América Latina, com a fabricação de outro modelo de pickup na Argentina. Logo abaixo, o interior completíssimo desse modelo de caminhonete, sofisticado, com ar condicionado digital, airbag duplo frontal e airbags laterais, direção elétrica, vidros elétricos e travas elétricas, dentre inúmeros outros itens.
A versátil Volkswagen Amarok é um utilitário de tamanho médio da categoria das caminhonetes, para uso misto e diário no transporte de passageiros e de carga, disponível no mercado brasileiro desde a década de 2010, com construção convencional de carroceria de aço galvanizado sobre chassi, na época disponível no Brasil com opções de carrocerias de cabine dupla e cabine simples, com opções de tração 4X4 e tração 4X2 traseira, principalmente com opções de motorização turbobiesel, atualmente com uma ótima ou boa variedade de itens de conforto, segurança e desempenho, dependendo da versão e do ano de fabricação, com as versões mais caras e mais recentes com um nível de sofisticação e refinamento nunca antes alcançado para essa categoria de veículos utilitários.
Desde o início da sua fabricação na Argentina e sua importação para o Brasil, na década de 2010, ela passou por algumas modernizações, mas sem perceptível alteração na estética, com capacidade para transportar até cinco pessoas na sua belíssima carroceria de cabine dupla, incluindo o motorista. Atualmente, ela é fabricada na Argentina, no município de General Pacheco, na Região Metropolitana de Buenos Aires, na fábrica da própria Volkswagen Argentina, e exportada principalmente para países da América Latina, incluindo Brasil, Paraguai, México e Uruguai. No entanto, essa 1ª geração já está sendo substituída nessa fábrica argentina por um novo modelo de pickup baseado na SAIC-Maxus Terron 9 chinesa.
Essa 1ª geração está entre os mais desejados modelos de pickups ou picapes médias à venda no mercado nacional, disputando o mercado de utilitários médios de uso misto, para trabalho e passeio, para uso urbano e rural, com suas congêneres americanas, europeias e japonesas, mostrando ao consumidor brasileiro as vantagens da robustez estrutural da construção sobre chassi, com a possibilidade de usar o veículo na cidade, para levar até quatro crianças e adolescentes para a escola ou fazer a compra do mês no supermercado, com espaço de sobra na caçamba para o dia a dia de uso no campo, com capacidade para até 1.100 kg nas versões de cabine dupla a diesel.
De modo geral, de forma resumida, a 1ª geração da pickup média Volkswagen Amarok, fabricada principalmente na Argentina, é composta por modelos de cabine dupla e cabine simples, com modelos de utilitários de tamanho médio, com PBT – Peso Bruto Total abaixo de 3.500 kg, o que significa que todas elas podem ser dirigidas no Brasil por motoristas com carteira de habilitação A/B. Porém, essa
O importante incremento da oferta de produtos utilitários da Volkswagen do Brasil no mercado brasileiro ocorreu a partir de 2010 com o início da importação da 1ª geração da Volkswagen Amarok, tanto com cabine dupla como com cabine simples, por preços competitivos, com um bom nível de itens de segurança, conforto e desempenho, inclusive com câmbio automático (a partir de 2012); ar condicionado de duas zonas; com freios a discos nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras, nos primeiros anos de fabricação, e freio traseiro com discos sólidos a partir de 2017, nas versões com motor Volkswagen V6; com ABS (antibloqueio); com vidros e travas elétricas; e com airbags frontais, por exemplo. A partir de então ela se tornou um produto acessível para as famílias brasileiras das classes média e alta, até de quem mora na cidade.
Apenas para simples efeito de comparação de dimensões e capacidades, a Volkswagen Amarok está situada num degrau acima das pickups leves Volkswagen Saveiro, Fiat Toro, RAM Rampage, Fiat Strada, Renault Duster Oroch e Ford Maverick e num degrau abaixo das pickups grandes Ford F-250, Nissan Titan, Ford F-150, RAM 2500, Toyota Tundra, Chevrolet Silverado, RAM 3500 e GMC Sierra, lembrando que uma pickup grande não significa necessariamente um caminhão. Parte dos modelos de caminhonetes citada neste parágrafo está disponível para venda no Brasil por meio dos respectivos importadores oficiais e parte somente por meio de importadores independentes.
Voltando no tempo, a partir da década de 1990, as pickups médias de cabine dupla, cabine simples e cabine estendida, de diversas marcas e modelos, de fabricantes diferentes, disponíveis no mercado brasileiro, a maioria importada, ajudaram a difundir o conceito de veículo utilitário de tamanho médio e de uso misto, para a zona rural e para a zona urbana, com itens de conforto, segurança e desempenho antes disponíveis mais comumente em automóveis de luxo, como ar condicionado e aquecedor; direção hidráulica; cintos de segurança de três pontos; vidros elétricos e trava central elétrica das portas; injeção eletrônica; freios ABS; e piloto automático; dentre outros.
Com o passar dos anos, chegaram ao Brasil, trazidas da Argentina, as confortáveis versões de cabine dupla da Ford Ranger e da Toyota Hilux, com vários níveis de equipamentos e acabamento, uma melhor que a outra, e assim elas deixaram de ser apenas pickups e passaram a ser consideradas símbolos de status. Por outro lado, a General Motors decidiu fabricar no Brasil, desde a década de 1990, a Chevrolet S10, uma decisão acertada, já que o modelo ocupa, até hoje, um lugar de destaque no portfólio da empresa e no seu balanço anual, responsável por boa parte da receita bruta da empresa aqui no Brasil, como um dos principais produtos, um dos mais bem sucedidos aqui no Brasil desde então.
Entre as marcas orientais, chegaram ao Brasil, também inicialmente importadas e também na década de 1990, as pickups médias Mitsubishi L200, Toyota Hilux e Nissan Frontier, dispostas a disputar o mercado nacional de utilitários de uso misto. No caso específico da Volkswagen Amarok, ela chegou ao Brasil em 2010 pelas mãos da importadora oficial Volkswagen do Brasil, se tornando o primeiro modelo de pickup média com a marca Volkswagen comercializado no Brasil.
Entre as principais características desses modelos de automóveis (ou utilitários, se você preferir) está a posição de dirigir alta, a preferida pela grande maioria dos motoristas brasileiros, australianos e americanos, com visão panorâmica do ambiente ao seu redor, a grande maioria deles com cerca de 30 centímetros de vão livre do solo, portanto adequados para transitar por estradas rurais.
Uma parte desses modelos foi fabricada com motores a gasolina, verdade seja dita menos econômica que as opções de motorização diesel. Hoje em dia, considerando o mercado brasileiro de automóveis usados, os modelos com motores turbodiesel tendem a ser mais valorizados na hora da revenda. Pense nisso na hora de comprar uma caminhonete nova. Curiosamente, nos Estados Unidos os modelos a gasolina também venderam bem.
As versões com cabine dupla são mais valorizadas que as versões de cabine simples e cabine estendida. As cores mais valorizadas no mercado brasileiro de automóveis usados são prata, preto, cinza e azul. As versões 4X4 são mais valorizadas, mas o custo de manutenção é um pouco maior. No caso específico da Volkswagen Amarok, ele teve e ainda tem problemas de imagem no Brasil em razão principalmente da fragilidade e/ou desgaste prematuro do seu sistema de injeção direta de combustível, incluindo a bomba injetora Bosch CP4, embora até hoje a fabricante insista que se trata de "desgaste normal decorrente do uso" do conjunto de injeção ou causado por combustível de má qualidade.
CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Logo acima, para quem não cansa de apreciar o que é bonito, a Volkswagen Amarok de primeira geração, sofisticada e refinada, praticamente sem alterações significativas de estética entre 2010 e 2022, seguida de um facelift em 2024. Essa mesma primeira geração foi submetida a uma reestilização em 2024 na Argentina, mas manteve conjunto estrutural e mecânico quase sem alterações. Logo abaixo, o bom espaço interno para os passageiros do banco traseiro.
A 1ª geração da família Volkswagen Amarok é, essencialmente, um projeto alemão adaptado principalmente para o uso em países europeus e latino-americanos, embora também tenha sido exportada para outros mercados, inclusive para Austrália, África do Sul e Nova Zelândia. Apesar da marca alemã ter conseguido criar ao longo das décadas uma boa reputação mundial em relação aos automóveis que fabrica, a Amarok é considerada pelo mercado brasileiro uma exceção entre os veículos da marca Volkswagen. Ela dividiu os seus consumidores em dois grupos, aqueles satisfeitos com o produto e, infelizmente, por outro lado, é necessário que se diga, os insatisfeitos...
Já a 2ª geração da família Volkswagen Amarok, lançada em 2022, tem uma história diferente, pois ela é um projeto compartilhado, um projeto bilateral, é um projeto alemão e americano, criado e desenvolvido em conjunto pela gigante americana Ford Motor Company e a sua congênere europeia Volkswagen A.G., o que já é um bom começo, pois se trata de duas fabricantes de boa reputação.
O nome Volkswagen Amarok é uma alusão à suposta divindade pagã Amarok, um personagem da mitologia do povo indígena Inuit, que habita as regiões geladas próximas do Polo Norte, incluindo Alasca, Canadá e Groenlândia.
A 1ª geração da Volkswagen Amarok, da década de 2010, chegou ao Brasil por meio de importação oficial a partir de 2010, pois ela não era fabricada aqui. O projeto básico dessa 1ª geração, da década de 1990, foi criado pelo designer italiano Valter da Silva, um talentoso projetista de automóveis, mas o seu desenvolvimento foi realizado em conjunto pela matriz alemã e por algumas subsidiárias do Grupo Volkswagen, incluindo a Volkswagen do Brasil, lembrando que o projeto precisou ser adaptado para as más condições de conservação das rodovias, avenidas, ruas e estradas rurais brasileiras.
A partir de então a Volkswagen Amarok chegou ao Brasil com um bom nível de itens de segurança, conforto e desempenho, incluindo direção hidráulica, ar condicionado de duas zonas, vidros elétricos e trava central elétrica, motor Volkswagen 2.0 L TDI CR turbodiesel, com injeção eletrônica direta Common Rail, nos primeiros anos e, posteriormente, motor Volkswagen 3.0 V6 TDI CR turbodiesel, também com injeção eletrônica direta Common Rail, combinados com câmbio manual ou automático, dependendo da versão; freios com ABS ou antitravamento e EBD ou distribuição eletrônica de força de frenagem, airbag duplo frontal; bancos com revestimento em couro, dependendo da versão ou como item opcional; rodas de alumínio de 18 polegadas e faróis de neblina; uma decisão acertada da fabricante, já que entre seus compradores estavam proprietários rurais de alto poder aquisitivo, ou seja, fazendeiros, dispostos a pagar mais por um veículo mais completo para passear com a família a bordo.
VOLKSWAGEN AMAROK (1ª GERAÇÃO)
Logo acima, a Volkswagen Amarok de cabine dupla da primeira geração, inicialmente, a partir de 2010, importada para Brasil apenas com câmbio manual de seis velocidades ou marchas e, posteriormente, a partir de 2012, importada com câmbio automático de oito velocidades, e, desde o início, com carroceria assentada sobre um robusto chassi. Logo abaixo, o painel, o volante e os assentos dianteiros do mesmo modelo, com bom nível de itens de conforto, segurança e desempenho.
A fabricação seriada da 1ª geração da Volkswagen Amarok foi iniciada em 2010 na Alemanha e na Argentina, e foi comercializada principalmente na América do Sul, incluindo o Brasil e o México, na Europa, na África do Sul, na Rússia e na Austrália, sempre com o mesmo nome Volkswagen Amarok. Ela também foi montada no Equador e na Argélia por alguns anos, a partir de kits de montagem CKD fornecidos pelas fábricas alemã e argentina.
Ela não chegou a ser exportada em grande quantidade para os Estados Unidos porque os gringos impõem, desde a década de 1950, uma pesada restrição à importação de pickups leves, médias e grandes, apelidada de Imposto do Frango, com o argumento de fomentar e/ou proteger a indústria de lá. Aqui no Brasil, a Volkswagen Amarok é tratada como um veículo utilitário de tamanho médio, ou seja, uma pickup ou picape média. Se fosse comercializada nos Estados Unidos, seria tratada como uma pickup compacta.
Aqui no Brasil, durante a década de 2010, ela esteve disponível nas versões Volkswagen Amarok CS 2.0 TDI turbodiesel (básica, de cabine simples e tração 4X4 ou 4X2 traseira); Volkswagen Amarok S 2.0 TDI turbodiesel (básica, de cabine dupla ou cabine simples, com tração 4X4 ou 4X2 traseira); Volkswagen Amarok SE 2.0 TDI 4X4 turbodiesel (intermediária, de cabine dupla); Volkswagen Amarok 2.0 TDI Trendline 4X4 turbodiesel (intermediária, de cabine dupla); Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Comfortline 4X4 turbodiesel (intermediária, de cabine dupla); Volkswagen Amarok 2.0 TDI Highline 4X4 turbodiesel (top de linha, de cabine dupla), Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Highline 4X4 turbodiesel (top de linha, de cabine dupla) com as versões Comfortline, Trendline e Highline apresentando um conjunto mais completo, com mais itens de segurança, conforto e desempenho.
Aqui no Brasil, durante a década de 2010, essa geração de caminhonetes de tamanho médio esteve disponível com duas opções de carroceria, cabine dupla e cabine simples, sendo a opção de cabine dupla obviamente a mais vendida, inclusive com capacidade de até 1.100 kg de carga, combinada com pelo menos três opções de motorização turbodiesel, dentre elas uma turbodiesel Volkswagen 2.0L TDI Common Rail, com injeção eletrônica e direta de combustível, de 2.000 cilindradas e quatro cilindros em linha, com 140 cavalos e 34 kgfm de torque; uma biturbodiesel Volkswagen 2.0L TDI Common Rail, com injeção eletrônica e direta de combustível, de 2.000 cilindradas e quatro cilindros em linha, com duplo comando de válvulas, quatro válvulas por cilindro, com 180 cavalos e 42 kgfm de torque (embora inicialmente, nos primeiros anos, com 160 cavalos e 40 kgfm); e uma turbodiesel Volkswagen 3.0 V6 TDI Common Rail, com injeção eletrônica e direta de combustível, de 3.000 cilindradas e seis cilindros em V, com 225 cavalos e 50 kgfm de torque. Dependendo da versão e do ano de fabricação, essas três opções de motorização turbodiesel foram combinadas com um câmbio manual Volkswagen de 6 velocidades ou marchas ou um câmbio automático ZF 8HP com oito velocidades. Portanto, recomenda-se que, na hora da compra, você verifique atentamente qual combinação ou configuração de grupo motopropulsor, câmbio e tração está disponível no exemplar que lhe interessa.
Durante a década de 2010, a grande maioria das unidades de Volkswagen Amarok vendidas no Brasil possuía tração 4X4 4Motion, o que possibilitou ao veículo um desempenho bem razoável, tanto na rodovia como na estrada rural, com as versões com motor Volkswagen 2.0 L TDI Common Rail com aceleração de 0 a 100 km/h na rodovia em cerca de 13 segundos, com passageiros e bagagem, com consumo de 8 quilômetros na cidade e 12 quilômetros na rodovia, um pouco mais ou um pouco menos, dependendo da versão e do ano de fabricação.
Ela também foi vendida aqui no Brasil na versão Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Extreme 4X4 turbodiesel, uma das versões top de linha, mas neste caso específico com um visual levemente esportivo, com 258 cavalos de potência e 60 kgfm de torque, aceleração de 0 a 100 km/h em 8 segundos, de acordo com o fabricante, e capacidade de carga de 1.100 kg numa caçamba de 1.200 litros. Essa versão 3.0 V6 consome mais combustível que as versões 2.0 L, principalmente quando conduzidas por motoristas impacientes. Portanto, “pega leve”...
Conhecida também como geração Amarok 2F, a 1ª geração da Volkswagen Amarok esteve disponível nas concessionárias de veículos novos da marca Volkswagen durante a década de 2010, tanto em versões de cabine dupla como de cabine simples. Obviamente, o blog recomenda para você, caro leitor, as versões de cabine dupla, pois são capazes de levar a família confortavelmente para qualquer lugar.
Aqui no Brasil, ela também foi comercializada em pelo menos três versões, a Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Comfortline 4X4 turbodiesel, a Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Highline 4X4 turbodiesel e a Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Extreme 4X4 turbodiesel, importadas da Argentina.
Durante a década de 2010, a Volkswagen Amarok estava disponível no Brasil com uma boa ou ótima variedade de itens de desempenho, conforto e segurança, dependendo da versão e do ano de fabricação, principalmente as versões de cabine dupla e principalmente as versões mais caras, como a Volkswagen Amarok 3.0 V6 TDI Highline 4X4 turbodiesel, por exemplo, incluindo direção hidráulica, com volante multifuncional com regulagem de altura e profundidade; ar condicionado de duas zonas; vidros elétricos, trava central elétrica e alarme; freios a discos ventilados na dianteira e tambores na traseira (nos primeiros anos) ou discos sólidos na traseira (nos anos posteriores), com ABS ou antitravamento, EBD ou distribuição eletrônica de força de frenagem, HSA ou assistente de partida em aclives ou descida em declives e Post Collision Brake ou freio de emergência pós-impacto; airbag duplo frontal (nos primeiros anos) e airbags frontais e laterais (nos anos posteriores); bancos com revestimento em tecidos finos ou em couro, dependendo da versão; ESC ou controle eletrônico de estabilidade, de série ou opcional, dependendo da versão e do ano de fabricação, controle de tração e EDS ou bloqueio de diferencial traseiro; rodas de liga leve, com 18 polegadas (versões intermediárias), 19 polegadas (versões top de linha ou disponível como opcional) e até 20 polegadas (versão Extreme); pintura metálica; central multimídia, com tela sensível ao toque, GPS nativo, rádio AM/FM com CD player, entrada USB para arquivos de áudio em MP3 e conectividade Android Auto e Apple CarPlay (dependendo da versão e do ano de fabricação); sensores traseiros de estacionamento; e faróis de neblina (de série nas versões intermediárias e top de linha), faróis de xênon (despendendo da versão e do ano de fabricação) e lanternas traseiras de LED (dependendo da versão e do ano de fabricação); ou seja, uma pickup praticamente completa.
A suspensão da Volkswagen Amarok segue, mais ou menos, o padrão de suspensão de suas principais concorrentes, com um bom conjunto, com estabilidade bem razoável na rodovia, mas nada excepcional, demandando moderação por parte do condutor do veículo. No caso específico da Volkswagen Amarok, ela possui suspensão dianteira do tipo double wishbone, com braços duplos, molas helicoidais e amortecedores, e suspensão traseira com eixo rígido, complementado com feixes de molas semielípticas. Esse conjunto é estável na rodovia, porém um pouquinho áspero na cidade, mas nada grave.
“Ela é tão bonita que dá até dó de colocar muito peso na caçamba”. Verdade, dá mesmo. Mas pode ficar tranquilo, ela consegue transportar 10 latões de leite ou 10 sacos de cimento “numa boa”, até 500 kg é “moleza” pra ela. Acima disso, é preciso redobrar a atenção na rodovia pavimentada ou estrada vicinal, com uma condução moderada, para não perder o controle da direção... Segundo o fabricante, a capacidade máxima é 1.100 kg em uma caçamba de 1.200 litros.
Em termos de segurança, a 1ª geração da Volkswagen Amarok não fez feio, ela conseguiu uma posição bastante razoável entre as pickups médias mais vendidas do mundo, com quatro estrelas no teste de impactos frontais e laterais do EuroNCap, um programa independente de avaliação dos níveis de segurança em automóveis disponíveis para comercialização no mercado europeu.
Ela conseguiu manter uma posição entre as 10 pickups médias mais vendidas do Brasil na década de 2010, com tendência de alta nos anos posteriores.
VOLKSWAGEN AMAROK (2ª GERAÇÃO)
Logo acima, o visual ousado e “parrudo” da novíssima Volkswagen Amarok de segunda geração, fabricada em larga escala na mesma linha de montagem sul-africana da Ford Ranger de quinta geração. Trata-se de uma das mais modernas e sofisticadas opções de caminhonetes de tamanho médio disponíveis no exterior, mas ainda sem previsão de chegada ao Brasil. Logo abaixo, o interior bonito, confortável, sofisticado e refinado da pickup da marca Volkswagen, com ergonomia semelhante ao de um automóvel e com linhas atraentes, com espaço suficiente para até cinco pessoas adultas, incluindo o motorista.
A bonita e moderna Volkswagen Amarok da 2ª geração é um veículo utilitário de tamanho médio, com construção convencional de carroceria de aço galvanizado sobre chassi, com motorização dianteira e tração 4X4 4Motion, com capacidade para transportar confortavelmente até cinco pessoas adultas, incluindo o motorista, na sua carroceria de cabine dupla, fabricada em série e em larga escala, atualmente, na África do Sul, embora sem possibilidade de chegada ao mercado brasileiro, pois a marca alemã deu preferência ao projeto chinês SAIC-Maxus T90 ou SAIC-Maxus Terron 9, que será fabricado na Argentina e importado para o Brasil, ainda sem nome definido, provavelmente mantendo o nome Amarok.
O projeto básico da Ford Ranger de 5ª geração, lançado em 2022 em vários mercados mundiais, criado pelos designers Max Tran e Ian Foston, foi utilizado como base para dar origem à Volkswagen Amarok de 2ª geração. De forma resumida e a grosso modo, dá pra dizer que a estrutura, suspensão e praticamente toda a parte de propulsão de ambos os modelos, Ford Ranger e Volkswagen Amarok, são as mesmas, mas os designers da Volkswagen tiveram ampla liberdade para alterar o projeto original onde quiseram, principalmente na estética, e foram felizes, estavam inspirados.
Esse projeto da 2ª geração da Volkswagen Amarok, cujo desenho levemente ousado e de bom gosto foi de responsabilidade dos talentosos projetistas da própria Volkswagen, dentre eles Dennis Kosik, Dominik Krug e Gu-Han Kim, é diferente do desenho externo e interno da Ford Ranger de 5ª geração, mas o chassi, a suspensão e as opções de motores e câmbios são sim da Ford, incluindo o potente motor Ford ADJ 3.0 V6 TDI Common Rail turbodiesel, com 247 cavalos e generosos 60 kgfm de torque, combinado com câmbio automático de 10 velocidades ou marchas.
O design externo e interno, o projeto estrutural e grande parte da mecânica, elétrica e eletrônica da novíssima Volkswagen Amarok é quase totalmente novo em relação à geração anterior da própria família Volkswagen Amarok, com melhorias em praticamente todos os aspectos, inclusive nas dimensões e na ergonomia em geral para o motorista e quatro passageiros, com posição mais confortável para os passageiros do assento traseiro, inclusive.
Conhecida também como geração Volkswagen-Ford P703/NF, desta vez ela não foi levada para a fábrica da própria Volkswagen na Terra dos Hermanos pois, por algum motivo, ainda não está claro, a própria Volkswagen A.G. decidiu não levá-la para lá, mesmo considerando o bom volume de produção da fábrica argentina da Volkswagen Amarok de 1ª geração.
Comenta-se na imprensa que as subsidiárias latino-americanas da alemã Volkswagen AG teriam rejeitado o projeto da Ford Ranger de 2ª geração, o que é pouco provável, pois a Ranger está vendendo muito bem aqui no Brasil, foi a segunda mais vendida entre as picapes médias sobre chassi em 2025, por exemplo, atrás apenas da Toyota Hilux, enquanto outros dizem que o verdadeiro motivo foi o suposto "elevado valor" exigido pela Ford Motor Company para o licenciamento da Volkswagen Amarok de 2ª geração para o mercado sul-americano.
O projeto Volkswagen-Ford P703/NF, criado na Alemanha e na Austrália, que deu origem à bela pickup Volkswagen Amarok de 2ª geração vendida na Europa, na África do Sul e na Austrália é quase completamente novo em relação ao projeto anterior Volkswagen Robust, a 1ª geração da Volkswagen Amarok, inclusive com novo e robusto chassi, em aço de alta resistência, com 2 longarinas, e nova carroceria, ainda mais bonita e ergonômica, possibilitando a fixação do assento traseiro numa posição mais confortável para viagens mais longas, menos cansativa que na geração anterior.
Além disso, o acabamento, que já era bom na geração anterior, melhorou nessa 2ª geração, inclusive com novas peças de encaixe e novas padronagens de revestimento interno, dando ao veículo um toque de automóvel de luxo, combinado com itens de sofisticação e segurança, como direção elétrica, ar condicionado digital de duas zonas, bancos com revestimento em couro e/ou tecidos finos e bancos dianteiros com ajustes elétricos, chave presencial para abertura das portas e acionamento do motor, câmera de 360 graus, para auxiliar o motorista nos estacionamentos, e sensores de estacionamento, airbag duplo frontal e laterais, travas elétricas e vidros elétricos, dentre outros itens.
Mas, como nada no mundo é perfeito, o painel com peças de plástico duro está lá. Mas é assim mesmo, a gente acostuma. É perdoável.
Resumindo, uma típica pickup média, com corpo, motorização e disposição de trabalhadora braçal, perfeita para trabalhar nos dias de semana, na fazenda e/ou na cidade, mas com alma e refinamento de uma princesa, inclusive com bom espaço interno e acabamento interno exemplar, perfeita (ou quase perfeita) para levar a esposa e os filhos para passear nos finais de semana, na praia, na pizzaria, no restaurante, na sorveteria, no cinema, no shopping e no parque de diversões.
Se nos modelos da geração anterior já havia conforto, segurança e desempenho suficientes para uma família desfrutar bons momentos de convívio, nessa 2ª geração esses níveis de conforto, segurança e desempenho foram melhorados ainda mais, com menor nível de ruído interno e vibrações, inclusive, graças ao novo chassi, mais rígido, à nova carroceria e à suspensão traseira melhorada, mas ainda com eixo rígido, o que, pensando bem, não é um demérito, pois estamos falando de um veículo destinado ao transporte de cargas também, até 1.100 kg, segundo o fabricante.
No exterior, a novíssima Volkswagen Amarok está disponível com pelo menos quatro opções de motores, todos da Ford, sendo três motores turbodiesel e um motor a gasolina, portanto alguns deles dentro do conceito downsizing, incluindo um moderno e eficiente motor biturbodiesel Ford EcoBlue 2.0 L DOHC Common Rail, com quatro cilindros em linha, 2.000 cilindradas, injeção direta e eletrônica de combustível do tipo Common Rail e quatro válvulas por cilindro, com bloco de ferro e cabeçote de alumínio, com 200 cavalos de potência e 45 kgfm de torque, combinado com câmbio automático de seis velocidades ou marchas.
MERCADO
Apesar da polêmica sobre o sistema de injeção de combustível, há razões suficientes para ter uma Volkswagen Amarok na garagem, nova ou usada, principalmente as versões com cabine dupla, tração 4X4 e motorização turbodiesel. A 1ª geração da Volkswagen Amarok é prática, funcional, confortável e segura e o número de concessionárias da Volkswagen do Brasil é um dos maiores, atualmente com mais de 500 unidades, o que facilita a manutenção. Além disso, até mesmo as oficinas de manutenção independentes, como as unidades da franquia High Torque, por exemplo, estão acostumadas com ela.
A Volkswagen Amarok é um inegável sucesso de vendas da Volkswagen A.G. e suas subsidiárias, com mais de 850.000 unidades fabricadas até o momento, sendo que grande parte das unidades fabricadas saiu da unidade produtiva da Volkswagen Argentina, com mais de 50% do número total de unidades fabricadas na Argentina exportada para o mercado brasileiro, um grande consumidor desse tipo de veículo. Mais de 70% das unidades fabricadas na Argentina foram exportadas para vários países, principalmente para países do Mercosul e México.
Durante a década de 2010 ela conseguiu se manter entre as 20 pickups médias de cabine dupla mais vendidas do mundo, o que não é pouco, se considerarmos se tratar de um mercado bem competitivo, com inúmeros concorrentes diretos e indiretos.
O eventual comprador deve ser seletivo e deve tomar alguns cuidados na hora da compra. Se optar por um exemplar disponível em loja de revenda de veículos há a vantagem da segurança durante a compra e da garantia mínima de três meses.
Se optar por um exemplar de particular, avise sua família e amigos com antecedência de pelo menos um dia e peça que pelo menos um deles te acompanhe pessoalmente nos encontros para negociação de compra... Marque os encontros para negociação para apenas de dia, em locais públicos ou privados bem iluminados, de preferência com câmeras de circuito fechado de TV, como, por exemplo, shoppings centers, lanchonetes e restaurantes, hotéis, postos de combustíveis e estacionamentos pagos... Essas mesmas precauções valem também para quem está vendendo o veículo...
Desde a década de 2010, a caminhonete média Volkswagen Amarok enfrenta uma dura competição com modelos conceituados de marcas americanas e japonesas, principalmente a Ford Ranger, a Chevrolet S10 e a Toyota Hilux, líderes de mercado, e as coadjuvantes, mas não menos desejadas, Mitsubishi L200, Nissan Frontier e Fiat Titano, sendo esta a mais recente, importada do Uruguai a partir de 2023.
É difícil dizer qual delas é melhor, todas estão em pé de igualdade, o mais provável é que o gosto pessoal do consumidor o incline a um ou outro modelo. Um outro ponto que provavelmente tenha influência sobre a decisão de compra é o número de concessionárias. Neste caso a Chevrolet S10, a Volkswagen Amarok e a Fiat Titano se destacam, mas as demais não ficam muito atrás, a cada ano novas concessionárias são acrescentadas às redes de cada uma dessas fabricantes.
No mercado de automóveis usados a Ford Ranger, a Chevrolet S10 e a Toyota Hilux são líderes, são de fácil e revenda, e uma grande quantidade está disponível no mercado para comprar, dá para escolher a dedo, com calma, negociar bem, sem pressa, e verificar com cuidado o estado de conservação. Além disso, os preços estão bem razoáveis.
Embora os números de concessionárias das marcas Toyota, Mitsubishi, Ford e Nissan sejam menores no Brasil, oficinas independentes em geral já estão acostumadas com a Toyota Hilux, com a Mitsubishi L200, com a Ford Ranger e com a Nissan Frontier. Os preços delas no mercado de automóveis usados também estão bem razoáveis.
PICKUPS MÉDIAS MAIS VENDIDAS NO BRASIL EM 2023 | ||
POSIÇÃO | MODELO | UNIDADES |
1ª | Toyota Hilux | 46.200 |
2ª | Chevrolet S10 | 25.966 |
3ª | Ford Ranger | 20.352 |
4ª | Mitsubishi L200 | 12.654 |
5ª | Nissan Frontier | 8.387 |
6ª | Volkswagen Amarok | 7.978 |
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Além desses modelos de porte médio, há outros segmentos de utilitários que não devem ser ignorados na hora da compra, dentre eles o segmento de utilitários compactos, todos com carroceria monobloco, dentre eles a Fiat Strada, com 120.570 unidades fabricadas em 2023, por exemplo, o carro mais vendido do Brasil; a Fiat Toro, com 51.303 unidades, também um sucesso de vendas; a Volkswagen Saveiro, com 46.595 unidades; e a Renault Oroch, com 12.734 unidades, neste caso usando plataforma, motor e câmbio do utilitário esportivo Renault Duster, o que facilita sua manutenção, já que se trata também de um carro bem vendido.
PICKUPS MÉDIAS MAIS VENDIDAS NO BRASIL EM 2025 | ||
POSIÇÃO | MODELO | UNIDADES |
1ª | Toyota Hilux | 49.732 |
2ª | Ford Ranger | 34.063 |
3ª | Chevrolet S10 | 31.458 |
4ª | Mitsubishi L200 | 13.962 |
5ª | Fiat Titano | 6.437 |
6ª | Nissan Frontier | 5.091 |
7ª | Volkswagen Amarok | 2.730 |
No andar de cima, na cobertura duplex de alto padrão, no topo da pirâmide ou na suíte presidencial do hotel cinco estrelas, se você preferir, estão RAM 2500, Ford F-150, RAM 3500 e Chevrolet Silverado, objetos de desejo ou sonho de consumo de dez em cada dez fazendeiros brasileiros.
CONTROLE DE QUALIDADE
Desde sua inauguração no Brasil, na década de 1950, a Volkswagen do Brasil conseguiu construir tijolo por tijolo uma boa reputação em relação aos automóveis que fabrica e comercializa em suas concessionárias. Além disso, a fábrica argentina da Volkswagen Argentina usada para a montagem da família Volkswagen Amarok de 1ª geração, importada para o Brasil, inclusive, obedeceu a padrões internacionais de qualidade do Grupo Volkswagen, com construção exemplar das carrocerias, mecanismos e sistemas.
As revisões anuais devem incluir a checagem de vários itens, como qualquer outro modelo de automóvel importado do segmento premium, com atenção especial ao estado de conservação do sistema de injeção de combustível Bosch CP4, principalmente, que equipam os motores turbodiesel Volkswagen L4 2.0 TDI e Volkswagen V6 TDI, que tracionam os modelos de 1ª geração exportados da Argentina para o Brasil.
Aqui no Brasil, esse sistema de injeção se mostrou frágil, com eventuais casos de quebras, desgaste prematuro e/ou interrupção do funcionamento regular causados por limalhas metálicas originadas pela ou na bomba de alta pressão, em alguns casos até interrompendo o fluxo de combustível, causando "apagamento" repentino do motor ou queda sensível de potência. Portanto, é aconselhável checar periodicamente, pelo menos uma vez por ano, se esse sistema está funcionando adequadamente, para evitar surpresas desagradáveis, como falha de funcionamento, por exemplo.
Quando isso acontece, todo o sistema de combustível, incluindo tanque, flauta e bicos injetores muito provavelmente está contaminado por limalhas (pedacinhos de metais), causando falha de funcionamento do motor, com consequente perda de potência do motor, que entra em modo de segurança / emergência, marcha lenta irregular e/ou dificuldade de partida, obrigando a troca dos bicos, da bomba de alta pressão, dos bicos injetores e a realização de uma limpeza completa no sistema, incluindo as linhas de combustível.
O fabricante afirma que esse problema é causado principalmente por combustível de má qualidade disponível no Brasil, manutenção inadequada e/ou falta de lubrificação adequada do motor. Um detalhe: Essa bomba é lubrificada pelo próprio diesel, portanto tome cuidado com a qualidade do diesel que você coloca na caminhonete. No caso específico dos motores Volkwagen V6 TDI há ainda relatos de vazamento de compressão pelas arruelas de vedação dos bicos, exigindo troca de arruelas e limpeza.
A bomba Bosch CP4 foi desenvolvida pela fabricante alemã de componentes automotivos Bosch GmbH para trabalhar no limite de sua capacidade (altíssima pressão e rotação), visando redução de poluentes em geral, exigida pelos governos mundiais. Justamente por trabalhar nesse limite de capacidade e estresse ela está mais sujeita a quebras que a sua irmã Bosch CP3, com casos relatados inclusive de clientes que optaram pela substituição pela bomba Bosch CP3, numa tentativa de solucionar o problema, com resultados positivos até.
Outros clientes deram preferência à instalação do kit de proteção Protec Plug, mais barato e mais simples que a troca da bomba Bosch CP4 pela bomba Bosch CP3, que, por sua vez, exige toda uma adaptação do veículo, incluindo reprogramação de injeção eletrônica. Só é possível realizar essa troca em oficinas de alto nível, com profissionais experientes e especializados. Essa troca não é barata.
A pickup média Volkswagen Amarok de 1ª geração foi injustiçada, aqui no Brasil ela recebeu o apelido de "Bombarok", uma alusão à palavra bomba, e o sistema de injeção recebeu o apelido de "Boschta", que, por uma razão de elegância e respeito, este blog não vai explicar o significado... O fabricante alemão demorou a reagir quando surgiram os primeiros relatos de desgaste precoce do sistema de injeção de combustível... Com o passar dos anos, o estrago na reputação da simpática caminhonete da marca Volkswagen já tava feito, ela ficou manchada... Sinceramente, é uma pena...
O editor deste blog fez uma consulta simples via aplicativo de mensagens ou pessoalmente com alguns proprietários de Volkswagen Amarok, amigos e/ou conhecidos, com um resultado surpreendente, com a maioria deles se dizendo satisfeita com o produto, apesar desse problema de qualidade... Entre os principais atrativos, segundo eles, está o conforto, a tecnologia, o design e o baixo preço de aquisição no mercado usados...
ONDE COMPRAR
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- Volkswagen Parati (1ª Geração)
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REFERÊNCIAS E SUGESTÃO DE LEITURA
- Auto Esporte / Globo.com: https://autoesporte.globo.com/mercado/noticia/2024/01/por-que-as-caminhonetes-dominam-vendas-de-veiculos-nos-eua-ha-decadas.ghtml
- Volkswagen do Brasil: https://www.vw.com.br/pt/carros/amarok.html
- Quatro Rodas / YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=pZ2pK6OoYQY
- Nakata: https://blog.nakata.com.br/carros-4x4-4-coisas-que-voce-precisa-saber-antes-de-comprar-o-seu/
- Auto Esporte / Globo.com: https://autoesporte.globo.com/carros/usados-e-seminovos/noticia/2023/03/as-vantagens-e-desvantagens-de-comprar-carro-usado-em-loja-particular-feirao-e-locadora.ghtml
- Esalq / USP: https://www.esalq.usp.br/trilhas/lei/lei10.htm
- CNN Brasil: https://www.cnnbrasil.com.br/auto/saiba-quais-foram-as-picapes-mais-vendidas-do-brasil-em-2025/
- High Torque: https://www.youtube.com/watch?v=D1SXSk8J8Sg
- Wikipedia (em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Volkswagen_Amarok
- Volkswagen do Brasil: https://www.vw.com.br/pt/carros/Saveiro.html
- Auto Esporte / Globo.com: https://autoesporte.globo.com/setor-automotivo/mercado-automotivo/noticia/2024/04/veja-12-caminhonetes-que-serao-lancadas-nos-proximos-anos.ghtml
- Jornal Estadão: https://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/nova-vw-amarok-2025-chega-no-primeiro-trimestre-veja-possivel-preco/
- Volkswagen do Brasil: https://www.vw.com.br/pt/volkswagen/volkswagen-do-brasil.html
- Auto Esporte / Globo.com: https://autoesporte.globo.com/carros/testes-de-carros/review/2024/03/teste-nova-volkswagen-amarok-e-desejo-proibido-para-os-brasileiros.ghtml
- Estado de Minas / Vrum: https://www.em.com.br/app/noticia/vrum/2021/01/30/interna_vrum,1233562/testamos-a-vw-amarok-extreme-v6-com-o-motor-mais-potente-do-segmento.shtml
- High Torque / YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=I82OVrfjueU
- Reclame Aqui: https://www.reclameaqui.com.br/volkswagen/bomba-alta-amarok-v6-famosa-bombarok-nao-comprem_OcIXdxnAsYlLtQZG/
- Volkswagen (divulgação): Imagens
- Wikimedia: Imagens

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